Por ROBERTO VIEIRA
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Ele foi o maior jogador que nasceu em solo pernambucano.
Fosse francês ou argentino, Rivaldo seria estátua, deus, letra de tango.
Mas como pernambucano, Rivaldo é esquecido até em sua própria casa.
Em 24 de janeiro de 2000, o atacante do Barcelona foi eleito o melhor do mundo.
Com 91 votos entre 140 possíveis.
O segundo lugar foi de Beckham com 18 votos.
Bicampeão espanhol, campeão e artilheiro da Copa América.
V(W)anderlei(y ) Luxemburgo, então técnico da seleção, escolheu Raúl do Real Madrid.
Foi o único.
Já Dona Marluce Borba sorriu.
O ex-vendedor de picolés nas praias de Olinda.
O menino que quase abandonou o futebol quando da morte do pai, Seu Romildo.
O atacante elogiado por Telê Santana na Taça Cidade de São Paulo.
O atacante xingado pela torcida nas arquibancadas do Arruda.
O milagre renascido no Mogi-Mirim.
O jogador preterido por Parreira em 1994.
Parreira que levou… Paulo Sérgio para a Copa.
Rivaldo foi gênio.
Muito mais que o Rivaldo Vítor Borba Ferreira, criança pobre do bairro de Beberibe imaginava ser.