A Seleção Brasileira entrou no gramado americano apenas para cumprir mais um de seus inúmeros compromissos comerciais.
Aproveitou para treinar.
O Canadá foi esforçado e jogou tudo o que podia.
O Brasil nem metade do que sabia.
Por isso a partida teve até certo equilíbrio.
Mas era notório que quando queria o Brasil fazia acontecer.
Menos no setor defensivo que fez a pior apresentação da era Dunga.
Logo no início da partida, aos 3 minutos, Robinho fez uma jogada mágica pela esquerda, passou por dois marcadores e rolou para Diego que, com muita categoria, bateu rasteiro no canto esquerdo do goleiro canadense para abrir o placar.
Quando tudo parecia caminhar para um massacre, aos 9 minutos, a defesa para, Julio Cesar sai mal do gol e Friend se antecipa de cabeça para empatar a partida.
Empolgado o Canadá entrou no jogo e perdeu três chances claras de gol.
A Seleção Brasileira, que por pouco não vira a primeira etapa atrás do marcador, reagiu no final, aos 44 minutos.
Gilberto escapou pela esquerda e cruzou na medida para Luis Fabiano decretar o desempate.
A segunda etapa foi ainda mais morna com o Brasil jogando para o gasto, até que mais uma vez o Canadá resolveu criar surpresa.
Guzman, aos 10 minutos, bate de fora da área e faz um golaço.
Empate justo, por incrível que possa parecer.
Mas não se pode errar na frente de uma equipe, mesmo sem tanta vontade, mas claramente superior.
Foi o que aconteceu com a equipe canadense.
Em recuo de bola displicente do zagueiro canadense, aos 17 minutos, Robinho sai na cara do gol, finta o goleiro e com tranqüilidade marca seu merecido gol.
Robinho deu show nos momentos em que tocou na bola.
Arte pura.
No mais o jogo foi caminhando para o seu final, não sem antes a empolgada equipe canadense pregar mais um susto em Julio Cesar.
Missão cumprida, amistoso lucrativo vencido.
Vamos ver o que acontecerá em partidas de verdade.
Potencial não falta.