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Seleção Brasileira jogou com a esperança das vítimas do Genocídio

Quando surgiram as primeiras informações de que a Seleção Brasileira (jogadores e comissão técnica) boicotaria a Cova América, ocorreram reações de esperança entre as vítimas do Genocídio (familiares, amigos e conhecidos dos mais de 475 mil mortos) promovido pelo Governo do país.

Poucos seriam capazes de atingir multidões como os protagonistas do amor popular pelo futebol.

A mensagem chegaria, com mais nitidez, aos que não são canalhas, apenas privados de cultura e educação e, por isso, ainda crédulos do presidente da República.

O Blog do Paulinho, desde o princípio, desconfiou da iniciativa, principalmente por conta da inusitada adesão do treinador Tite, equilibrista político, incapaz de associar-se a pautas coletivas se conflitantes com o sonho, pessoal, de disputar mais uma Copa do Mundo.

É difícil, da maneira que ele conseguiu, manter-se com ar de pureza após convivência nada passiva nos imundos bastidores de Corinthians e Seleção Brasileira.

Tem que ser artista, convincente.

Ele é.

O objetivo de todos, ficou claro, era o de, apenas, derrubar Rogério Caboclo, presidente da CBF.

Os sinais demonstram-se evidentes.

Nunca houve, através de nenhum deles, técnico e jogadores, solidariedade à vitima de assédio do cartola.

Publicamente, os mais afamados tratavam a pandemia com absoluto descaso, amplamente registrado pela imprensa nacional e internacional.

Espertos, sem desmentir, nem confirmar, o ‘boicote’, ganharam tempo para a ‘solução final’, operacionalizada por Marco Polo Del Nero.

Bastou a certeza de que o ‘inimigo’, por razões absolutamente justas, estava abatido para que os jogadores e seus comandantes ‘desistissem’, sob falso e covarde repúdio, do ‘boicote’ à Cova América.

Entrou, desde ontem, para a história do submundo esportivo a coletiva de Tite, insensível ao ataque predatório de Caboclo e ao sofrimento dos filhos, amigos e colegas das vítimas do morticínio.

Mal sabe ele, ou talvez saiba e torça pelo contrário, que não seria nada difícil, até por conta da proximidade entre Governo e CBF, que sua cabeça ainda seja servida numa bandeja de ouro – porque prata essa gente utiliza de troco.

A Seleção Brasileira, em sua ‘partida’ mais deplorável, jogou, politicamente, com a esperança e o pedido de socorro de toda uma população.

Ao final, perdemos quase todos.

Ganharam o caos, a doença, a incultura, a incivilidade e todos os males que alicerçam nossa tragédia, personificada no presidente do gabinete do ódio, do Ministério paralelo da Saúde, da mentira e dos assassinatos premeditados.

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