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Empresários apontados no voo da cocaína são ligados a Marcio Bittencourt, agente brasileiro com negócios em Portugal

Marcio Bittencourt

Há pouco mais de duas semanas, um avião da empresa OMNI, de Portugal, foi flagrado pela Polícia Federal com meia tonelada de cocaína à bordo, quando estava para decolar da Bahia com destino a Lisboa.

O caso somente foi descoberto por conta de um atraso do voo, ocasionado pela necessidade de manutenção não programada, que levou funcionários do aeroporto Internacional de Salvador a suspeitarem da carga.

Antes de chegar à Bahia, o avião fez escala na cidade de Jundiaí/SP.

Estavam na lista de passageiros, para surpresa dos investigadores, nomes ligados ao futebol brasileiro e internacional:

  • Lucas Veríssimo, ex-Santos, contratado pelo Benfica;
  • Hugo Cajuda, empresário de Abel Ferreira;
  • Bruno Carvalho dos Santos, agente de Jorge Jesus, que acompanhava Lucas Veríssimo;
  • João Loureiro, ex-presidente do Boa Vista/Portugal
  • Mansur Mohamed Ben Barka, espanhol com ascendência argelina, acusado de narcotráfico na Europa
  • Paulo Jorge Saturnino Cunha, ligado ao automobilismo (Fórmula 3)

Hugo Cajuda e Bruno Carvalho possuem estreita ligação com Henrique Spetseri, sócio e, dizem, financiador das operações do famoso agente brasileiro Márcio Bittencourt, parceiro de diversos clubes portugueses.

Eles se encontraram pouco antes do episódio, que está sendo investigado pelas Polícias Federais de Brasil e Portugal.

Bittencourt e Henrique, coincidentemente, fazem negócios também com Wesley de Moura Lima, sócio de Ângelo Canuto, vulgo ‘Padrinho’, condenado por tráfico internacional ao tentar embarcar meia tonelada de cocaína à Europa através de um conteiner no Porto de Santos.

Henrique, Wesley e Marcio Bittencourt

Padrinho (camisa verde) e Wesley (banco traseiro)

Wesley chegou a ser preso, também, por falsidade ideológica, porque utilizava-se do nome Marcos Ferreira dos Santos, vulgo Marcos ‘Mineiro’, para aplicar golpes no submundo do futebol.

Canuto (Padrinho), após sair da cadeia, tornou-se sócio da Elenko Sports, chefiada pelo agente Fernando Garcia.

Desconfia-se que tudo ou todos poderiam estar envolvidos, de alguma maneira, em diversos negócios.

Recentemente, Hugo Cajuda e Bruno Carvalho estiveram com Henrique, sócio de Bittencourt, na sede do Guarani, onde transita Artur Eugênio Mathias, dono do site ‘Futebol Interior’, advogado que saiu algemado da CPI do narcotráfico e do roubo de cargas, e também no Ceará, demonstrando que os negócios entre eles são constantes e podem, eventualmente, utilizar a mesma origem de recursos, seja ela qual for.

Hugo Cajuda (2º esq. para a dir.), Bruno Carvalho (3º) e Henrique, sócio de Bittencourt (5º)

Bruno Carvalho, Henrique e Hugo Cajuda (todos em pé)

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