Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.br Email: caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Não existe o certo ou errado. Existe o que é ético e o que é conveniente”

Adägio de: Hideki Augusto


Reabertura da sede do SAFESP

Acolhi a informação que neste sábado 21/11 haverá limpeza geral na propriedade da entidade,

Projetando

Abertura e retomada dos trabalhos para segunda feira 23/11.

Recomendo

Ao renomado jurista que tenha como primeiro ato contratar auditoria para repassar item por item a administração Arthur Alves Junior e as que a precederam.

Referente

A administração anterior, para conhecimento da realidade administrativo-financeira recebida por Arthur Alves Junior;

Do

Mesmo, alusiva comprovação administrativo-financeira, dentre estas; uso do cartão bancário.

Verificando

A veracidade dos comprovantes, contatando, se possível e pessoalmente, fornecedores e prestadores de serviços.

No

Concluir da auditoria, havendo comprovação das acusações contra as administrações Arthur e diretoria, incluindo quem o substituiu da data do licenciamento, até o término do último mandato;

Publicar

No site da entidade e tomar medidas policiais e jurídicas cabíveis.

Ultimando

Não cumprindo com o acima, persistente/vice e diretoria darão direito de julga-los ter rabo preso.

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21ª Rodada da Serie A do Brasileirão 2020

Sábado 14/11

Santos 2 x 0 Internacional

Árbitro: Savio Pereira Sampaio (DF)

VAR

Gilberto Rodrigues Castro Junior (PE)

Item Técnico

Trabalho normal dos representantes das leis do jogo

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 01 para mandante e 02 para visitante

Corinthians 1 x 2 Atlético-MG

Árbitro: Rodrigo Dalonso Ferreira (SC)

VAR

Pathrice Wallace Corrêa Maia (RJ)

Item Técnico

Deixou de marcar a claríssima penalidade máxima cometida por Gil, defensor corintiano quando do puxão no Vargas.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 04 para corintianos e 05 para atleticanos

No todo

Além de não marcar a penalidade máxima que prejudicou a equipe atleticana; tanto no item técnico quanto no disciplinar, o árbitro Rodrigo Dalonso Ferreira foi fraquinho.

Palmeiras 2 x 0 Fluminense

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)

VAR

Jean Pierre Goncalves Lima (RS)

Item Técnico

Sem especificar, as ingerências do VAR foram corretas, porém: delongadas.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para palmeirenses e 02 para tricolores das laranjeiras

Copa do Brasil 2019 – Quarta Feira 18/11

São Paulo 3 x 0 Flamengo

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-GO)

VAR

Wagner Reway (PB)

Item Técnico

1º – correto por ter acompanhado a sinalização do assistente 02: Cristhian Passos Sorence (GO), no momento que sinalizou a posição de impedimento do são-paulino Reinaldo, no lance findado por seu consorte Luciano com a redonda no fundo da rede.

2º- Assistente 01: Fabricio Vilarinho da Silva (FIFA-GO) errou por ter sinalizado posição de impedimento do são-paulino Luciano no momento que tocou a redonda profundo da rede

3º – Árbitro ouviu o VAR, indo ao monitor, interpretado, voltando apontando a marca da cal no lance que a redonda bateu na mão do são-paulino Brenner.

Em tempo

Sou convicto que o movimento do atleta são-paulino foi normal. Neste mote a determinação deve ser revista com urgência,

Vez

Que é impossível soldar os braços ao tronco do cidadão quando no exercício da atividade atleta de futebol

Penalidade

Batida e desperdiçada pelo flamenguista Vitinho

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 01 para defensor flamenguista

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Política

A onda acabou

Jair Bolsonaro é, agora, a perfeita expressão do ‘sistema’

A causa do fracasso eleitoral de Jair Bolsonaro nas eleições municipais é simples de ser resumida. Ele interpretou de maneira equivocada a onda disruptiva que o levou ao Palácio do Planalto em 2018. Achou que tinha sido o criador desse fenômeno político quando, na verdade, apenas surfava a onda.

O fato é que essa onda, depois de arrebentar o alvo primordial (as forças políticas ao redor do PT), se espraiou, perdeu sentido e direção, dividiu-se entre seus vários componentes antagônicos. Esvaziou-se, com Bolsonaro achando que apenas falando, apenas no gogó, manteria o ímpeto de uma onda dessas – um fenômeno político raro.

Na verdade, a principal lição oferecida a Bolsonaro pelas eleições do último domingo é a do primado da organização, capilaridade e peso das agremiações partidárias no horizonte político mais extenso. Pode-se adjetivar como se quiser o conjunto de partidos que elegeu o maior número de prefeitos e vereadores ou colocá-los onde se preferir no espectro político. O denominador comum entre eles é a existência de estruturas profissionais voltadas para a política.

É exatamente o que Bolsonaro desprezou logo que assumiu. Trata-se de um dos aspectos mais relevantes para ilustrar o fato de o presidente eleito com 57 milhões de votos há apenas dois anos ter um desempenho tão pífio como cabo eleitoral. Todo dirigente populista, não importa a coloração política, cuida de criar um movimento para chamar de seu – com seus emblemas, palavras de ordem (ou “narrativa”), mitos e, sobretudo, uma estrutura razoavelmente hierárquica e definida, com sede e endereço.

Embora tivesse à disposição da noite para o dia um grande número de deputados federais e seus correspondentes recursos públicos, o surfista da onda política atuou para implodir o partido pelo qual se elegeu e não conseguiu colocar de pé nada parecido a uma agremiação consolidada com um mínimo de coesão. É bem provável que Bolsonaro tenha sido vítima do mito que criou para si mesmo (e dá provas quase diárias de acreditar nisso piamente): a de ter sido escolhido por Deus e beneficiado por um milagre (sobreviver à facada) para conduzir o povo do Brasil.

Com tal ajuda “de cima”, é só esperar as coisas acontecerem. Ocorre que mesmo os homens tornados mitos por desígnio divino precisam, como dizem os alemães, do “Wasserträger”, aquele que vai trazer a água. E isto não se consegue apenas com redes sociais. Foi outro aspecto interessante das eleições de domingo: a demonstração dos limites de atuação das ferramentas digitais, que adquiriram relevância permanente como instrumentos de mobilização, sem serem capazes por si só de garantir predominância na luta política.

Passada a onda disruptiva (alívio para alguns, desperdício de oportunidade histórica para outros), o que se pode prever para as próximas eleições, em relação às quais Bolsonaro sacrificou qualquer outro plano? Se ele foi capaz, em 2018, de vencer o “establishment” e o jeito convencional de fazer política, ainda por cima dispondo de menos recursos que seus adversários “tradicionais”, em 2022 Bolsonaro só têm chances dentro do que ele mesmo chamou de “sistema”.

Do qual, ironicamente, o “outsider” acabou se tornando uma perfeita expressão: vivendo para o próximo ciclo frenético de manchetes, sem um plano ou estratégia de longo prazo, cuidando em primeiro lugar de seus interesses familiares e paroquiais, cultivando popularidade com programas assistenciais e preocupado acima de tudo em ficar onde está. É onde a onda nos deixou.

Willian Waack: Jornalista e apresentador de TV-Publicado no Estadão do dia 19/11/2020

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Finalizando

“O fato de que muitos políticos de sucesso são mentirosos, não é exclusivamente reflexo da classe política, é também um reflexo do eleitorado. Quando as pessoas querem o impossível somente os mentirosos podem satisfazê-las”

Thomas Sowell: é um economista norte-americano, crítico social, filósofo político e autor

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-21/11/2020

Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana.

Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:

*A coluna é também publicada na pagina http://esporteformigoni.blogspot.com

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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