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O ‘bobo da corte’ e o ‘blackface’

Márvio Lucio, o Carioca, é um desperdício de talento, ofuscado pela própria ignorância e incapacidade de enxergar, de maneira inteligente, sua principal fonte de inspiração: o comportamento da sociedade.

Humor que não faz oposição, assim como ocorre no jornalismo, perde importância e deixa de ser engraçado.

“Armazém de Secos e Molhados’, compararia o grande Millor Fernandes.

Assim como insistir, em pleno 2020, em enquetes preconceituosas.

O mundo mudou, para melhor.

Carioca aceitou bajular o presidente da República, encarnado como o próprio, em deplorável atuação que, desde aquela época, diante da repercussão terrivelmente negativa, devia ter-lhe valido de lição.

Eis que, durante a semana, o comediante aparece no ar, sob anuência de toda a direção da Record – afinal o quadro foi gravado, editado e não entrou ao vivo – utilizando-se de repugnante ‘blackface’, criado para ridicularizar negros em manifestação nitidamente racista.

O objetivo era fazer graça com o cantor Luiz Carlos, do Raça Negra.

Triste retrato do que a falta de estudos e sensibilidade pode fazer com alguém que tinha tudo, diante da imensa capacidade de interpretar, para ser relevante não apenas na profissão, mas também à sociedade.

Talvez por preguiça, incultura ou problema de caráter, preferiu servir de ‘bobo da corte’ de genocida e de estelionatário da Fé dos mais charlatões.

Humorista Márvio Lucio, o Carioca, imita Luiz Carlos em A Fazenda 12

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