BAP é o nível mais raso do que há de pior no Flamengo

Quem observa o currículo profissional de Luiz Eduardo Baptista, vulgo BAP, homem forte do futebol do Flamengo, ex-CEO da Sky, acaba por ter uma visão distorcida da realidade.

Dias atrás, o cartola utilizou-se de absoluta covardia para atacar, em entrevista, o treinador Abel Braga, jogando no ar as palavras ‘bêbado’ e ‘drogado’.

Em recente live, ao falar sobre a decisão do Mundial de Clubes, as vítimas foram Jorge Jesus e o garoto Lincoln:

“Porque o Everton e o Arrascaeta não estavam num dia bom. Porque o Jesus fez uma substituição que talvez não tenha sido a que eu faria. Se tivéssemos o Pedro no lugar do Lincoln, ou o Reinier no lugar do Lincoln naquela bola final, se o destino não teria sido outro. Mas o “se” não ganha jogo. O sonho tem que ser grande”

Por competência do treinador português, o péssimo trabalho da diretoria do Flamengo, iniciado com a omissão no trato das vítimas do Ninho do Urubu, foi mascarado pelas vitórias nos gramados.

Landim, investigado pelo MPF por condutas suspeitas enquanto sócio do condenado Eike Batista e BAP, não menos nebuloso, além doutros semelhantes, são indignos da grandeza rubro-negra, conforme comprova, inclusive, os atos recentes de apoio e promiscuidade ao Governo Miliciano de Jair Bolsonaro.

E, por saberem disso, tentam de todas as maneiras tomar o protagonismo de quem, de fato, merece as honrarias e holofotes, ou seja, jogadores, comissão técnica e torcedores rubronegros, que, independentemente da ‘chefia’, transformaram um 2019 forjado na tragédia, que já era herança de vexames passados, num arco de conquistas que o clube, há décadas, não vivia.

BAP, em meio a isso tudo, apresenta-se, a cada ‘raciocínio’ público, como representante mais relevante do nível mais raso do que há de pior entre os dirigentes do Flamengo.

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