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Roberto Andrade relembra ‘toma-lá-dá-cá’ que livrou-o do impeachment no Corinthians

Em live concedida a um site de torcedores, o ex-presidente do Corinthians, Roberto Andrade, demonstrou-se bem à vontade na condição de comentarista das coisas do clube.

Se, no exercício do cargo, de alguma maneira, policiava-se nas palavras, nessa entrevista assustou – pelo menos aos que não convivem com ele no Parque São Jorge – pelo baixíssimo nível nível, intelectual e de comportamento, a ponto de fazer seu ‘mestre’, Andres Sanches, parecer erudito.

A preocupação de Roberto era a de reafirmar sua lealdade ao presidente alvinegro, pedindo a aprovação das contas do clube, sob argumentação, destoante da realidade, de que a reprovação prejudicaria as finanças e a imagem alvinegras.

É justamente o contrário.

Se aprovado o balanço, o Corinthians sofrerá punições diversas, perderá a possibilidade de manter o financiamento de impostos, e, além dos dirigentes, todos os coniventes poderão ser apenados criminalmente.

Ao ser questionado se poderia voltar a concorrer à presidência do Corinthians, Roberto deixou aberta a possibilidade: “no futuro”.

Mas as relevações mais importantes foram a defesa da promiscuidade do sistema de relacionamento do clube com os agentes de jogadores e a confirmação do ‘toma-lá-dá-cá’ com o empresário Paulo Garcia, dono da Kalunga, em troca de defendê-lo contra o impeachment.

Roberto afirmou não ver problemas em pagar 30% a determinado agente para contratação de um atleta que interesse ao Timão: “se não aceitar ele vai para outro clube”, disse.

Nesse contexto, ao ver o Timão sendo comparado ao Cruzeiro, Andrade, em delírio, afirmou que o pensamento não era cabível, porque, segundo ele, nesses anos de gestão ‘Renovação e Transparência” nunca houve uma denúncia sequer de corrupção contra cartolas do Corinthians.

“Não sou ladrão”, repetiu algumas vezes.

Por fim, reiterou a importância de Paulo Garcia para travar seu processo de impeachment, confirmando que a indicação, pós processo, dos diretores financeiros e de marketing foram efetivadas pelo empresário, negando, porém, a da diretoria de futebol (que, na verdade, foi também a pedido dele).

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