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O estranho ataque do Ministro da Saúde à Prevent Senior

No início da semana, o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em meio a idas, vindas e adaptações de seus discursos sobre a atuação do Governo diante da pandemia do coronavírus, encontrou tempo para atacar, diretamente, uma empresa de planos de saúde que tem incomodado as adversárias de mercado.

Trata-se da Prevent Senior, especialista em atendimento a idosos.

Mandetta atacou a operadora de saúde pelo grande índice de óbitos por coronavírus em seu hospital particular, o Sancta Margiore.

Trata-se, a princípio, de absoluta deslealdade intelectual, mas pode vir a ser bem mais do que isso.

Trecho da fala do Ministro dá bem o tom do que estaria por trás da aparente ‘indignação’:

“Isto aqui é um hospital na cidade de São Paulo onde nós tivemos 79 óbitos, chamado Santa Maggiore”

“Um empresário, e isso aí serve muito para a Agência Nacional de Saúde, porque ela não deveria ter autorizado isso, iniciou uma venda de plano de saúde chamada Prevent Senior, onde ele só vendia para pessoas acima de 60 anos”

Nas entrelinhas, a crítica ultrapassa qualquer avaliação técnica sobre os fatos relatados, tratando-se, nitidamente, de oposição ao sistema do negócio, que é focado em amparar, a preços mais equilibrados, clientes idosos, que antes eram vítimas de escorchantes cobranças praticadas por um mercado de regras ditadas por verdadeiros cartéis.

É óbvio que nos hospitais da Prevent Senior, em que os pacientes, na grande maioria, possuem mais de 60 anos, ocorrerão, proporcionalmente, mais vítimas fatais do que nos demais pontos de atendimento do país.

90%, se não mais, dos segurados da operadora fazem parte do grupo de risco do coronavírus.

Assim como, certamente, pelo mesmo motivo, morrem mais pacientes no Sancta Maggiore, doutras patologias diversas (câncer, problemas cardíacos, etc), do que em locais nos quais os leitos são ocupados, em bom número, por pacientes mais jovens.

Tão elementar quanto parecem ser as motivações das críticas direcionadas do Ministro.

Sem o atendimento da Prevent, os que padecem no hospital, provavelmente, sucumbiriam também no SUS, que, apesar dos esforços, não possui instalações preparadas para a pandemia.

O Ministro não revelou, porém, o número de vidas salvas pela empresa que criticou.

Ao atacar a Prevent Senior, que retirou das adversárias milhares de pacientes explorados por mensalidades, comprovadamente, abusivas, Mandetta, utilizando-se de argumentação desprovida de bom senso e realidade, expôs-se como defensor de grupos que há anos dominam o mercado da saúde e estão incomodados com a implementação de um sistema que retirou-lhes usuários e diminuiu a lucratividade.

O comportamento infeliz e desinformado do Ministro, que, dentro do padrão do Governo Bolsonaro destoa pela ausência de burrice, é passível, até por isso, de suspeitas diversas, estas sim alinhadas com seu histórico político, que nada possui de inocente.

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1 comentário em “O estranho ataque do Ministro da Saúde à Prevent Senior”

  1. Pois é, se o ministro fez uma avaliação técnica nesse hospital sobre as mortes causadoas pelo coronavírus, então apresente a público ou cale-se para sempre. Denúncia sem prova é perseguição. A propósito, pago esse plano para os meus pais e tanto eu como eles estamos muito satisfeitos com o atendimento.

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