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Kia Joorabchian e o herdeiro das Casas Bahia

O Blog do Paulinho revelou, dias atrás, que o iraniano Kia Joorabchian, através de preposto Giuliano Bertolucci, negociava a compra de 51% da Ferroviária de Araraquara.

A confecção do acordo inclui, entre outras coisas, uma ‘parceria’ com o Corinthians.

Kia Joorabchian, Andres Sanches e Edinho Silva preparam Ferroviária para ser ‘parceira’ do Corinthians

Ontem, surgiu a informação de que o dinheiro envolvido no negócio seria originário de Sal Klein, herdeiro das Casas Bahia.

Faz todo o sentido.

Kia é expert em intermediar transações no mundo do futebol com dinheiro de terceiros, como ocorreu no famoso caso MSI/Corinthians.

Em ambos os casos, porém, os mecenas possuem histórico complicado.

Os investidores da MSI eram identificados como membros da Máfia Russa e, não por acaso, estão todos mortos, em circunstâncias pra lá de suspeitas.

Klein esteve, anos atrás, metido com o São Caetano, negócio pelo qual foi investigado sob suspeita de lavar dinheiro das Casas Bahia.

Assim que o MP-SP apertou o cerco, o empresário pulou fora e o Azulão, abandonado e endividado, nunca mais se recuperou.

O mesmo aconteceu com o Corinthians, em 2007, rebaixado no Brasileirão após a fuga dos responsáveis pela MSI no Brasil.


Outro lado

NOTA OFICIAL, ASSINADA PELOS ADVOGADOS DE SAMUEL KLEIN:

O senhor Saul Klein, por intermédio deste seu bastante procurador constituído através do Instrumento de Mandato de Plenos Poderes anexo, notifica o senhor Paulo Cezar de Andrade Prado em virtude das ilações procedidas na matéria “Kia Joorabchian e o herdeiro das Casas Bahia” (13/11), publicada no portal de comunicação “Blog do Paulinho”, pelos motivos aduzidos a seguir:
 
Manifesto na aludida matéria jornalística que o notificado deixa implícito de modo assertivo que o notificante praticou, enquanto mecenas do clube AD São Caetano, conduta criminosa tipificada no artigo 1º da Lei 9.13/1998, popularmente conhecida como “Lavagem de Dinheiro”. A falsa imputação é cristalina ao dispor o trecho “Assim que o MP-SP apertou o cerco, o empresário pulou fora e o Azulão, abandonado e endividado, nunca mais se recuperou.”.
 
 A citada fala denota culpabilidade do notificante, a qual nunca foi auferida pelas investigações, cujo Inquérito Policial n.º 41/2011 fora direcionado para arquivamento em data de 11/08/2011, informação sequer mencionada na errônea publicação. Dito isso, nunca houve oferecimento de denúncia em face do notificante, o qual tampouco foi réu em qualquer ação penal que abordou tal matéria, sendo irresponsável sob a ótica jornalística e sobretudo leviano afirmar que a sua saída do clube foi originada pelo receio de ser investigado, ao passo que existiram inúmeras motivações de cunho interno que ensejaram o fim dos investimentos regulares, as quais prescindem de esclarecimentos públicos.
 
Portanto, gozando da presunção de inocência concebida pela Constituição Federal, não pode-se admitir qualquer tentativa de maculação da imagem ilibada do notificante enquanto sequer houve ação penal e muito menos condenação, impondo-se a imediata retratação garantida pelo Artigo 2º da Lei Federal n.º 13.188/2015 à pessoa ofendida, para atestar o arquivamento do supramencionado Inquérito Policial e endossar a inocência do notificante, retificando de modo hialino, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, o teor nocivo à imagem do noticiado,  sob pena de incorrer ao crime de Calúnia, tipificado no artigo 138, CP e combinado com o artigo 141, III e IV, CP.
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