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O caos financeiro do Corinthians

O CORI, do Corinthians, temeroso em colocar a ‘mão no fogo’ por Andres Sanches, recusou-se a votar as contas de sua gestão sem que passem, antes, pelo crivo do Conselho Fiscal.

Apesar das aparências, o comportamento não indica a reprovação dos números, apenas que, espertos, preferiam tocar a bola para outros ‘avaliadores’ objetivando receberem-na de volta, limpa, e com a desculpa necessária à aprovação.

Pôncio Pilatos, milênios atrás, utilizou-se do expediente com repercussão bem maior.

Dos membros do CORI, somente um magistrado, umbilicalmente ligado aos gestores, não se constrangeu em pedir aprovação sem base em coisa nenhuma.

Apesar da documentação contábil estar sendo ocultada há tempos – Sanches proibiu a divulgação, como sempre aconteceu, de balancetes mensais no site alvinegro – os números já são conhecidos.

Os mais graves: deficit próximo de R$ 150 milhões (em apenas seis meses), aumento da dívida, de ‘oficiais’ R$ 469 milhões para R$ 637 milhões e mais um empréstimo, com valores ainda a serem revelados, com o BMG – o banco do Mensalão, que também patrocina e fornece jogadores (através de Kia Joorabchian) ao clube, numa relação absoluta de promiscuidade.

Dessa conta, já divulgada, o CORI não se atentou para outras pendências, não inseridas, como deveriam, no contexto: a dívida do Corinthians em repasse de ingressos aos Arena Fundo ultrapassou R$ 100 milhões, ou seja, esse mesmo valor figura, indevidamente, no caixa alvinegro, o que acaba por contaminar a contabilidade.

Existem ainda os débitos com impostos que a Justiça impôs ao alvinegro, em vias de execução, com montantes superiores a R$ 100 milhões, que juntam-se a outros quase R$ 400 milhões parcelados em facilitações governamentais.

Segundo o balanço de 2018, o Corinthians possuía escandalosos R$ 99 milhões em dívidas trabalhistas, porém, em 2019 (somente até junho), enquanto o Brasil, por conta das alterações na legislação, viu o número de ações diminuir, as do Timão ampliaram-se, com 38 novos processos, que, se condenados, podem ocasionar mais R$ 7,2 milhões de prejuízo à agremiação.

Sem contar que o Corinthians sequer sabe, ao certo, quanto deve pagar no negócio ‘estádio de Itaquera’, apenas que a dívida aproxima-se de R$ 1 bilhão.

Para desviar o foco, a gestão alvinegra elencou gastos com Sub-23 (que ela própria criou para satisfação de interesse de terceiros), olímpicos e sociais, quando todos, somados, não atingem os valores pagos em comissionamentos a agentes de jogadores, que superam o deficit do período e, dizem, retornaria, em grande parte, ao bolso dos facilitadores.

O Blog do Paulinho não tem dúvidas, mesmo diante desse caos financeiro, que as contas do Timão serão aprovadas.

Poderiam não ser, se o Conselho Fiscal agisse com mais técnica do que política, servindo de base à reprovação, já que sem o parecer contrário poucos são os conselheiros que teriam coragem de enfrentar o ‘dono do Corinthians” (alguns, até assim, se omitiriam).

Mas seria surpreendente que o órgão, presidido pelo ‘educador’ Osmar Basílio, outro que estende ‘tapete vermelho’ a Andres Sanches e seus amestrados, contrariasse interesses que aproximam-se dos seus próprios.

A reprovação das contas abriria margem ao impeachment do atual presidente do Corinthians, razão pela qual, nas próximas semanas, deverá ser bem ‘negociada’.

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