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Aluna de psicologia pede socorro contra arbitrariedade da UNIP

Por ANA PAULA TRINDADE DE ARAUJO

Sou aluna do 6º semestre de Psicologia da UNIP Paraíso, e venho por meio deste esclarecer e pedir a ajuda de todos que estão com dificuldades em relação a estágio pela instituição UNIP.

Fui informada pela coordenadora Claudia Tavares Ruggi que, a partir do 7º semestre não poderíamos mais realizar estágio não obrigatório de 30 horas semanais, pois começaríamos a supervisão na faculdade(CPA) e que assim a Lei do estágio (LEI Nº 11.788, DE 25 DE SETEMBRO DE 2008) não permitiria que fizéssemos 30 horas de estágio não obrigatório e mais 3 horas de supervisão, pois ultrapassariam as 30 horas semanais. Porém a supervisão citada está prevista no projeto pedagógico do curso e da instituição de ensino (vide em https://www.unip.br/presencial/ensino/graduacao/tradicionais/hum_psicologia.aspx) na aba de grade curricular, e como consta na Lei do estágio (LEI Nº 11.788, DE 25 DE SETEMBRO DE 2008) o estágio obrigatório não poderá ultrapassar 40 horas semanais. Segue abaixo:

Brasil. LEI Nº 11.788, DE 25 DE SETEMBRO DE 2008. Capítulo IV. Art. 10.

  • 1o O estágio relativo a cursos que alternam teoria e prática, nos períodos em que não estão programadas aulas presenciais, poderá ter jornada de até 40 (quarenta) horas semanais, desde que isso esteja previsto no projeto pedagógico do curso e da instituição de ensino.

Ou seja, podemos fazer um estágio não obrigatório de 30 horas semanais e a supervisão com até 10 horas (que dariam as 40 horas semanais conforme é previsto na lei). A supervisão terá apenas 3 horas e ainda assim não aceitam nossos contratos de estágio não obrigatório de 30 horas semanais.

Realizei uma pesquisa com as demais universidades (Uninove, FMU, São Judas, Mackenzie, São Camilo, Unicsul, PUC, USP, entre outras) e através de Agentes Integradores (CIEE, Global Estágios) e nenhuma delas faz tal exigência, sendo apenas uma exigência imposta pela UNIP e não em fatos concretos embasados juridicamente e não aplicável para todos os campus da UNIP. Em momento algum fomos comunicados sobre tal ponto em nenhum semestre, não constando no contrato de matrícula que assinamos e também não se encontra no manual acadêmico distribuído no Campus.

Neste momento de insatisfação e vendo que a UNIP não tem comprometimento e nem ética com os alunos, pois alguns tiveram que fazer transferência para outras universidades para não perder o contrato de estágio, outros estão sendo reprovados em processos seletivos e as empresas enfatizam a insatisfação com a exigência imposta pela universidade e quando recorrido para a coordenadora a mesma fala que basta não fazer um estágio não obrigatório pois ninguém está sendo obrigado. A UNIP não está agindo coerentemente conforme seu código de ética, missão e valores, como está disposto no site da UNIP, onde destacamos os trechos:

“A Universidade Paulista – UNIP – tem como missão constituir-se num centro de geração e difusão do saber, articulando as atividades de ensino, de pesquisa e de extensão, em consonância com as demandas da sociedade contemporânea e do mundo do trabalho, respeitando a diversidade e cultivando a solidariedade, a inclusão, os valores humanos e a ética, visando à formação de cidadãos qualificados e potencialmente aptos a contribuírem para o desenvolvimento sócio-econômico da sua região de influência.”

“Conforme artigo 3º do seu Regimento Geral, para alcançar os objetivos propostos, a Universidade Paulista – UNIP- obedece aos princípios de respeito à dignidade da pessoa e aos direitos fundamentais, proscrevendo qualquer forma de discriminação.”

(O texto acima está disponível no site da UNIP) http://www.unip.br/universidade/missao.aspx

Já tentei contato pelo Reclame Aqui, retornado pelo Jurídico da UNIP que riu e falou que realmente não tinha sentido algum essa exigência da universidade e que estaria havendo uma má interpretação da lei; abri reclamação na ouvidoria da UNIP que nem sequer deu um posicionamento; contatei a coordenadora (Claudia Tavares Ruggi) que destrata os alunos ao falar sobre o tema; contatei o Diretor de Campus (conhecido como Marquinhos) que informou que era uma decisão da Coordenadora Geral do curso de Psicologia (Ghislaine Gliosce da Silva) porém ambos não deram retorno em mais de 15 dias de solicitação e estou tentando contato com o reitor(Márcio Bico) mas não obtive retorno do mesmo ainda.

Alunos de outras salas, período e alguns campus (Chácara Sto Antônio, entre outros) e até mesmo ex-alunos vieram me comunicar da mesma dificuldade e como estão sendo ou foram prejudicados, para nos unirmos para resolver este problema que está só aumentando a cada dia.

Se a faculdade nos impossibilita de estagiar (já que maioria das vagas de estágio superior são de 30 horas semanais), como podemos desenvolver nossos conhecimentos adquiridos na graduação e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico da nossa região?

Nos sentimos desrespeitadas e discriminadas pela UNIP. Caso a UNIP não resolva nosso problema de forma que esteja realmente de acordo com a lei, iremos reivindicar nossos direitos judicialmente!

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6 comentários em “Aluna de psicologia pede socorro contra arbitrariedade da UNIP”

  1. Estou tendo este mesmo problema na UNIP campus Sorocaba. Perdi meu contrato de estágio no CAPS da minha cidade por conta dos horários, fui atras para entender o porque e não obtive nenhuma resposta também! Se forem abrir um inquérito judicial, gostaria de participar, meu email é amandachenrique@outlook.com

  2. Total falta de respeito com os alunos ,a Universidade paulista so querem dinheiro do aluno ,quando acontece qualquer poblema no polo agente liga para ouvidoria mas para eles e como se o aluno que estivesse mentindo sobre atendimento do polo,eu não conseguir realizar rematricula o polo me informou que poderia volta no proximo semestre ,e que isso não implicaria em nada ,conclusão fiquei de dp e ainda vou ter que pagar10%em cada disciplina,nao recomendaria essa Universidade, pelo que me informei a falta de comprometimento e geral.polo Cosmópolis sp

  3. Tive o mesmo problema no CAMPUS aqui de santos.Ano passado consegui um estágio e o coordenador do curso não assinou o termo alegando as mesmas condições , fiquei muito mal por uma semana pois sempre sonhei com a vaga de estágio.

  4. Estudo no campus campus Marquês e quando fui iniciar o estágio, também minha coordenadora também me falou sobre isso. Fiquei desesperada na hora, pois o dinheiro que recebia do estágio extracurricular era extremamente necessário. Enviei um e-mail pra coordenadora e ela simplesmente ignorou meu e-mail. Da mesma forma eu também ignorei essa informação e estou realizando meu estágio extracurricular junto com o curricular… Até agora não deu nada, mas realmente essa UNIP é ridícula em relação a isso.

  5. A Unip só responde com gentileza seus funcionários e não leva em consideração o são fato de que são os alunos que sustentam todos eles. Tive uma experiência terrível com a Unip. Sofri bullying e abuso de poder por todo corpo docente e recorri a todos tipos de contatos responsáveis por tal instituição e não me retornaram com respeito e dignidade. Estou processando a Unip. Infelizmente essa instituição é zero em conduta moral e ética. Fui aluna de psicologia e compreendo seu desapontamento.

  6. Tambem estou tendo problemas com a Unip.É uma falta de respeito,mas muitos estão abrindo os olhos com essa que se diz Universidade.

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