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Redução de dívida do Corinthians com a Odebrecht é obra de ficção com atores canastrões

Andres Sanches e o aliado Paulo Garcia, com os ‘opositores’ Romeu Tuma Junior e Felipe Ezabella

Tratava-se de um daqueles filmes esperados pelo público, ainda que com final óbvio: ontem, em reunião do Conselho, o presidente do Corinthians, Andres Sanches, anunciou acordo, nos termos exigidos pela construtora, para pagamento da dívida com a Odebrecht.

Obviamente, deu ao negócio ar de vitória alvinegra.

Tratou-se, porém, de grande derrota, amparada por uma comissão de conselheiros que tinha obrigação de investigar pormenores dos acordos, mas preferiu avalizar a esperteza.

Não poderia se esperar coisa diferente de dois especialistas em comissões (Romeu Tuma Junior e Edgard Soares), que lideraram as ‘investigações’, não tiveram acesso à toda documentação (diferentemente do que está sendo informado pela mídia), mas aceitaram, passivamente, o resultado final.

Logo após a derrota institucional do Corinthians diante da Odebrecht, anunciada por quem está delatado como recebedor de propina para facilitar a vida da construtora, portais importantes da internet, e também alguns irrelevantes, ajudaram a divulgar as ‘versões oficiais’, sem mais questionamentos.

Vamos aos fatos.

Desde o início do ano, o leitor do Blog do Paulinho sabia, por conta do acompanhamento de todo o relatório protocolado pelo Arena Fundo na CVM (somente aqui podem ser encontrados, na íntegra, os documentos), que a dívida principal do Corinthians com a Odebrecht estava praticamente quitada.

Há pouco mais de um mês, noticiamos, também, o repasse dos CIDs que faltavam à construtora.

Sanches, além de ratificar essas informações na reunião do Conselho, disse que faltariam, agora, ‘apenas’ R$ 160 milhões, aproximadamente, para quitar o restante da pendência, “desde que o clube aceitasse não mais questionar as obras não executadas ou realizadas em desconformidade com o contrato assinado”.

Desinformados ou, em alguns casos, mal-intencionados, a maioria dos conselheiros aplaudiu a revelação como ‘grande feito’.

Tratava-se de mais um assalto aos cofres alvinegros, disfarçado de benfeitoria.

A Odebrecht deixou de realizar (ou fez de maneira incorreta) quase R$ 300 milhões em serviços na Arena de Itaquera.

Ou seja, o Corinthians é credor da empresa, não o contrário.

Levando-se em consideração que o Timão, segundo Sanches, ‘deve’ ainda algo em torno de R$ 160 milhões à construtora (nebulosos, inseridos em empréstimos para adequação do estádio para a Copa do Mundo 2014), e precisará terminar o buraco de construções não realizadas, avaliado em mais R$ 300 milhões, chega-se à conclusão que, em vez de diminuir a dívida (que, inicialmente, era próxima de R$ 400 milhões – quitada, segundo relatório do Arena Fundo), o clube tratou de dobra-la.

Pior: aceitou os termos da empreiteira sem questioná-la na Justiça (sequer moveu processo), mesmo diante de tantas provas de irregularidades, tão claras a ponto de servirem de barganha para esse novo ‘acerto’.

Estaria o presidente do Corinthians, ainda, a serviço da Odebrecht, conforme indicaram seus delatores, ou impossibilitado, também pelas mesmas razões, de contrapô-la de maneira judicial pelo temor de verdades, ainda sugeridas, serem efetivamente comprovadas ?

Quanto ao restante da pendência, com o BNDES, intermediada pela CAIXA, e redução foi ínfima, com valor final (incluindo juros) na casa de R$ 470 milhões – o que não é pouca coisa.

A esperteza de Andres Sanches foi tamanha que, ao permitir, através do presidente do Conselho, Antonio Goulart, que tem as cordas puxadas pelo aliado político Paulo Garcia, a criação de uma comissão de conselheiros, presidida por um desfrutável político notório, que apresentava-se como opositor, mas que tem se comportado, sabe-se lá por quais motivações, como chancelador do discurso oficial, acabou por induzir novamente os conselheiros ao ilusório quadro de que os atos, absolutamente incorretos, tratavam-se do ‘melhor dos mundos’ diante do que poderia ser executado.

Um golpe de mestre.

Na verdade ‘Golpe de Estádio’, como este Blog do Paulinho, desde antes do início das obras, tem revelado.


EM TEMPO: os sexto (local do camarote da diretoria), nono e décimo andar, no setor Oeste da Arena de Itaquera – que tem apenas cinco anos de inaugurada – estão interditados, há uma semana, sem previsão de liberação, por conta de problemas estruturais gerados pela utilização de materiais duvidosos na obra inacabada da Odebrecht.

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5 comentários em “Redução de dívida do Corinthians com a Odebrecht é obra de ficção com atores canastrões”

  1. ou seja ninguém vai fazer ás obras que estão faltando não vão arrumar ás obras que estão faltando pra mim seria bom acordo si liquidasse a divida com odbrecht

  2. SEI QUE CONSELHEIROS VENAIS LE O TEU BLOG ENTAO DEIXO ALGUMAS PERGUNTAS AQUI QUE ELES JAMAIS FARIAM AO ESPANHOL MAFIOSO DA VILA DOS REMEDIO PORQUE TEM RABO PRESO, MEDO , CAGAÇO E QUETAIS:

    1-ESSE TAL ACORDO FOI HOMOLOGADO PELA AREA DE COMPLIANCE DA ODEBRECH ?

    2 – COMO A ODEBRECH PODE ASSINAR UM ACORDO COM ALGUEM INVESTIGADO PELA LAVA JATO POR TER RECEBIDO PROPINA EXATAMENTE DA PROPRIA ODEBRECH ?

    3 – COMO UMA DIVIDA DE 1 BI CHEGOU A 10 PORCENTO DISSO ? A ODEBRECH TA QUEBRADA E VIROU CENTRO DE CARIDADE ?

    NAO ACREDITO NESSE ACORDO MAS PELO JEITO A TORCIDA TODA CAIU COMO PATO EM MAIS UMA GALHOFA DO ESPANHOL MUTRETERO ASSIM COMO GRANDE PARTE DA IMPRENSA, MENOS O BLOG DO PAULINHO QUE CONHECE DE LONGA DATA QUANTO ESSE ESPANHOL MAFIOSO É CANALHA

  3. Paulinho, meu broder.
    O Curintia não vai falir não?
    O estádio não era impagavel?
    Tô sem dormir.

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