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Advogado que traiu Najila Trindade é sócio de Neymar e também de Andres Sanches

José Edgard Bueno

O advogado José Edgard da Cunha Bueno Filho gerou desconfiança no mundo jurídico ao abandonar sua cliente, Najila Trindade, entregando-a como “mentirosa”, posteriormente, aos advogados de Neymar, a quem ela acusa de tê-la estuprado.

Estranho, o comportamento do “doutor” está sendo investigado pela OAB.

O Blog do Paulinho descobriu, porém, que José Edgard possui profundas ligações, pessoais e comerciais, com militantes famosos do esporte.

Entre os quais o próprio Neymar.

Na condição oficial de CEO do grupo, o advogado figura no contrato social de todos os famosos restaurantes “Paris 6”, em São Paulo, que tem como proprietário oculto o presidente do Corinthians, Andres Sanches.

Mas não só neles.

Edgard foi sócio de V(W)anderlei(y) Luxemburgo no fracassado “Paris 6” de Porto Alegre, assim como nos demais existentes pelo país.

Em todos eles, o advogado mantém relação comercial com Neymar, que recebe 50% sobre o faturamento de um doce, que custa R$ 35, criado com seu nome.

Somente em 2018, o Paris 6 repassou R$ 50 mil ao jogador, por conta desse acerto, pagos na conta bancária no Instituto Neymar Jr.

Mas a ligação entre José Edgard e Neymar não para por ai: o advogado participou, também, da criação do Paris 6 de Miami.

A casa tinha como sócios (alguns sem constar no papel), o próprio Neymar, o presidente do Corinthians, Andres Sanches (através do filho, Lucas Sanches, que morou neste período nos EUA), além do ator global Murilo Rosa, do também jogador Ricardo Goulart (ex-Palmeiras) e a apresentadora Marilia Gabriela.

A casa fechou as portas no final de 2018.

Neymar e Isaac Azar, no Paris 6 de Miami
Lucas Sanchez (filho de Andres) com Isaac Azar, sócio do “Paris 6”, em Miami

Neymar empolgou-se tanto com o negócio que planejou levá-lo à Barcelona, mas a transferência ao PSG adiou a iniciativa.

Ontem, procurado pelo UOL, o empresário Isaac Azar, que se apresenta como proprietário do Paris 6 à mídia, negou que Neymar queria ser seu sócio, apesar da informação ser de conhecimento público à ponto de ter sido revelada, e não negada, tempos atrás, pelo Diário de São Paulo.

Ontem (06), às 22h, o perfil oficial do Paris 6, no facebook e no Instagram, postou mensagem de solidariedade a Neymar:


As ligações de Andres Sanches com o Paris 6

Consumidor notório de “laranjas” desde os tempos em que frequentava a fictícia Universidade de Golpes de Caieiras, no qual adquiriu a formação “Honoris-Causa” em criação de “Araras”, o presidente do Corinthians, Andres Sanches, após a construção do estádio de Itaquera, pelo qual foi acusado de receber propina da Odebrecht, associou-se ao empresário Issac Azar, que enfrentava dificuldades financeiras.

Sanches não só garantiu a sobrevivência do negócio como ajudou a ampliá-lo, sempre oferecendo percentuais de sociedade a amigos do esporte.

Além de Ricardo Goulart e Neymar, o treinador V(W)anderlei(y) Luxemburgo participou de filial no Rio Grande do Sul, assim como Emerson Sheik, que assina Marcio Passos de Albuquerque (seu verdadeiro nome), em São Paulo.

Não por acaso, Sheik, que protagonizou com Azar o famoso episódio do “selinho” (um golpe publicitário), é, nos dias atuais, diretor de futebol do Corinthians.

Diante da impossibilidade de comprovar a origem dos recursos que lhe propiciaram associar-se ao Paris 6 (e também a diversas outras baladas de São Paulo), Andres Sanches colocou o advogado Daniel Bialski, ligado ao Corinthians, para assinar, oficialmente, por ele no empreendimento.

Bialski advoga, também, em causas particulares do presidente alvinegro.

Daniel Bialski

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Este procedimento, de utilizar-se de advogados do clube para fins privados, repetiu-se noutras ocasiões.

Em 2016, o Dr. Guilherme Molina assinou como sócio de Lucas Sanchez (filho de Andres) na hamburgueria Monkey, localizada nos Jardins, em São Paulo.


Isaac Azar escondeu a verdade ao dizer que advogado não possui mais relação com o Paris 6

Ontem, após ser confrontado com a informação de que o advogado José Edgard da Cunha Bueno Filho era sócio do Paris 6, e, portanto, mantinha contato com Neymar, Isaac Azar respondeu que, desde o final de 2018, havia ocorrido o distrato desta sociedade.

Disse também que Edgar e Neymar nunca conversaram.

Ambas as declarações são incorretas.

José Edgar orientou Neymar, tanto na participação em sociedade do Paris 6, em Miami, quanto na possibilidade de levar a franquia à Barcelona, assim como no negócio ainda vigente, em que o atleta recebe 50% da arrecadação dos doces que levam sua marca.

Com relação a distrato da sociedade, Azar escondeu informações importantes, dentre as quais que diversas empresas, em nome dele e de Edgar, estão sediadas no mesmo endereço do Paris 6, algumas com distrato efetivado (nessas, é frequente a movimentação e alteração dos “sócios”), outras não.

É o caso da SP71 Participações Ltda, constituída em março de 2018 (pouco tempo antes do distrato doutros CNPJs), na rua Haddock Lobo nº 1240, sede do Paris 6.

Além disso, o doutor José Edgard, apesar de, em alguns casos, aparecer como destituído da sociedade, surge na condição de “representante” de outros sócios da empresa, entre as quais a “H1”, ligada ao presidente do Corinthians, Andres Sanches.


As estranhas movimentações Isaac Azar, Andres Sanches (através de intermediário) e Dr. José Edgar Bueno nos documentos do Paris 6

O Blog do Paulinho levantou a documentação das empresas que estão por detrás do Paris 6 e constatou estranhas movimentações.

Paris 6 – Pamplona

A casa Paris 6, localizada à Rua Pamplona nº 1704, está em nome da A10 – comercio de alimentos e bebidas Ltda, constituída em 21/02/2018.

Estranhamente, Azar, pessoa física, que se apresenta a imprensa como proprietário, não constava do contrato.

Em seu lugar estavam o Dr. José Edgard Bueno e a empresa H1 – Restaurante e Participações Ltda, que tem como um dos proprietários o advogado Daniel Bialski, ligado ao presidente do Corinthians, Andres Sanches, em sociedade com Azar.

Somente no dia 13/12/2018 (em procedimento ocorrido, também, noutros CNPJs do Paris 6), José Edgar Bueno, supostamente, saiu do negócio, dando vaga a Isaac Azar, coincidentemente, seu sócio na SP71, exposta no início da matéria.

Permaneceu como sócio a H1, em nome de Azar e Daniel Bialski (Andres Sanches), constituída, primeiramente, em nome de José Edgard Bueno, que, coincidentemente, assim como ocorrido com a A-10, renunciou à empresa, em 17/12/2018 (diferença de cinco dias).

Paris 6 – Haddock Lobo

A casa Paris 6, localizada à Rua Haddock Lobo nº 1244, está em nome da A3 – Vaudeville, comercio de alimentos e bebidas Ltda, constituída 08/05/2014 (próximo da Copa de 2014), oriunda de compra do CNPJ da Olive Oil Comercio de Alimentos Ltda, fundada em 2009.

Entraram como sócios a empresa A1 (ligada a amigos de Azar) e o advogado José Edgard Bueno.

No dia 30 de março de 2015, Andres Sanches entra no negócio, através da “H1”, em nome de seu advogado, retirando a “A1”, permanecendo o Dr. Bueno.

Em 13 de dezembro de 2018, em estranha, mas contumaz manobra, o advogado é novamente destituído da sociedade, enquanto Azar, incorporado.

Porém, José Edgard Bueno, na mesma data em que “saiu do negócio”, nele permaneceu, assinando como representante da H1, de Andres Sanches.

Paris 6 – São José dos Campos

A casa Paris 6, localizada no Shopping Vale Sul, na cidade de São José dos Campos, está em nome da A12 – Comercio de alimentos e bebidas Ltda, constituída 26/02/2018.

Os sócios fundadores são o advogado José Edgard Bueno e o presidente do Corinthians, Andres Sanches, através da empresa “H1”, em nome de seu advogado, Daniel Bialski.

No dia 13/12/2018, em movimentação semelhante as de outros “Paris 6”, Dr. Bueno “retirou-se” da sociedade para dar vaga a Isaac Azar, permanecendo o cartola alvinegro.

Paris 6 – Morumbi

O Paris 6, localizada à avenida Giovanni Gronchi nº 5930 (Morumbi Town Shopping), está em nome da A9 – Comercio de alimentos e bebidas Ltda, constituída 21/12/2017.

Os sócios fundadores são os habituais: Dr. José Edgard Bueno e Andres Sanches (através da “H1”, em nome de seu advogado).

Também idênticos foram os procedimentos, coincidentemente, em 13/12/2018, de destituição do advogado, assim como a incorporação de Isaac Azar, mantendo o cartola corinthiano na sociedade.


Em todas as outras empresas ligadas ao grupo “Paris 6” existem movimentações contratuais semelhantes.

Boa parte delas tem como objetivo esconder os verdadeiros proprietários dos negócios.

Andres Sanches, Neymar, Sheik, Ricardo Goulart e tantos outros, nenhum deles, oficialmente, constam em contratos sociais da empresas.

Desta apuração surgem indícios de investimento de dinheiro sem origem em negócios que podem ou não ser lucrativos, com aparente conivência de Isaac Azar, espécie de “gerente” que se passa por dono, e do advogado José Edgard Bueno, que assessorava a vítima supostamente estuprada por um de seus sócios.

A checar, também a esquisita história que originou o afastamento de Mauro Naves, da Rede Globo, por conta de entregar ao Dr. Bueno um telefone que dificilmente, diante dos fatos expostos, não teria acesso, seja através do próprio Neymar ou dos demais associados coligados.

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