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Flagra do MP-RS em Bertolucci pode desencadear problemas a dirigentes de Corinthians e Atlético/MG

Wesley/Marcos (sócio do traficante Padrinho), Wagner Ribeiro e Giuliano Bertolucci

Em investigação sobre práticas criminosas de ex-dirigentes do Internacional/RS, o MP-RS encontrou diversos repasses de agentes de jogadores às contas pessoais e comerciais destes cartolas.

Nada que surpreenda o sempre bem informado leitor do Blog do Paulinho.

A justificativa para a existência destes empresários – a verdadeira – é a necessidade da cartolagem de prepostos para que possam, por eles, retirar dinheiro do caixa dos clubes, dividindo, posteriormente, a bolada amealhada.

Isso se dá não apenas no volume grosso de recursos (a transferência), mas também no “picadinho” (percentual de salários de jogadores, que, em verdade, sempre embolsam menos do que o anunciado).

Dentre os nomes de agentes citados, o mais importante deles é Giuliano Bertolucci, não por conta dos pouco mais de R$ 200 mil repassados às contas Alexandre Limeira, mas pelo que poderá ainda ser desvendado se as investigações cruzarem as fronteiras gaúchas e desembarcarem em São Paulo e Minas Gerais.

Segundo o MP-SP, em investigação da parceria MSI-Corinthians, há mais de dez anos, Bertolucci seria, no ramo de agenciamento de atletas, preposto do iraniano Kia Joorabchian, que investe dinheiro dele e de outros (com difícil comprovação de origem) no mundo do futebol.

A sociedade, que, comenta-se no mercado, incluiria também o presidente do Corinthians, Andrés Sanches, além de Ricardo Guimarães, ex-dirigente do Atlético/MG e dono do BMG, o banco do Mensalão, permanece, intacta e cada vez mais ousada, até os dias atuais.

Se o MP paulista tiver interesse, saberá identificar, talvez, negociações que podem estar utilizando os caixas de empresas ligadas aos citados: no caso de Bertolucci, a gigante Lorenzetti (da qual é proprietário), no do cartola corinthiano, baladas famosas em São Paulo, como o Villa Mix e o bistrô Paris 6, além de duplas sertanejas, hamburguerias e outras lavanderias utilizadas pelo grupo.

Fato é que Bertolucci e Kia Jorabchian protagonizam, ao lado de Carlos Leite e Fernando Garcia, as principais tratativas comerciais do departamento de futebol do Corinthians.

Será que o hábito deste e de outros empresários, de depositar dinheiro nas contas de dirigentes, está limitado ao Rio Grande do Sul ?

O crescimento do patrimônio de Andres Sanches desde 2007 (ano em que assumiu o poder no Parque São Jorge), quando morava em imóvel de aluguel na Zona Oeste de São Paulo, é absolutamente desproporcional a seus rendimentos, levando-se em consideração o fato de, oficialmente, nunca ter recebido salários no Timão e, somente nos últimos quatro anos, apresentar fonte de recursos, por conta do cargo de deputado federal, ainda assim com vencimentos  bem abaixo dos milhões de reais necessários para, em exemplo, adquirir os imóveis, no Brasil e nos EUA, que hoje vende a toque de caixa, temeroso que ações judiciais em trâmite possam deixá-lo desamparado.

Lucas Sanchez, Andres Sanches e o filho de Giuliano Bertolucci
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