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Desembargador licencia-se da presidência do CORI, no Corinthians. Saiba quem assumirá o cargo

Guilherme Strenger

Nas últimas horas, conselheiros do Corinthians foram surpreendidos com estranho pedido de licença, por quatro meses, do desembargador Guilherme Strenger, não apenas da importante presidência do CORI (órgão fiscalizador alvinegro), mas também de sua cadeira no Conselho Deliberativo.

Diz a mensagem, enviada pelo magistrado:

“Comunico aos prezados integrantes do CORI que, por motivos de ordem pessoal, encaminhei ao Presidente do Conselho Deliberativo, pedido de licença do cargo de Presidente do CORI e de membro do CD, pelo prazo de 120 dias, a contar do dia 1º de janeiro”

“Assumirá a Presidência o Vice-Presidente, Conselheiro Roberson de Medeiros”

“Abraços”

Conversando com fontes bem informadas do Parque São Jorge, chegamos à seguinte informação: o motivo de ordem pessoal tratar-se-ia do desejo de Strenger em concorrer à importante cargo no Tribunal de Justiça de São Paulo – alguns falaram, inclusive, na possibilidade da disputa pela presidência do órgão.

O desembargador, segundo pessoas próximas, estaria tentando dissociar sua imagem de apoiador da gestão Andres Sanches, neste momento de indefinições jurídicas que podem levar o atual mandatário do clube à prisão, seja pelos crimes de “arara” do qual é acusado em diversos processos e inquéritos ou pelas investigações da “Operação Lava-Jato”, que indicam-no como um dos recebedores de propina da Odebrecht durante as obras do estádio de Itaquera.

Recentemente, outro magistrado, Ademir de Carvalho Benedito, ligado aos atuais gestores à ponto de dividir quartos de hotéis, mesas de restaurantes, camarotes em estádios e sabe-se lá o que mais, concorreu ao cargo máximo do TJ-SP, era favorito, mas perdeu o pleito após os eleitores receberem em suas caixas postais matérias (muitas delas oriundas deste Blog do Paulinho) revelando a proximidade com figuras questionáveis do alvinegro.


O novo presidente do CORI

Pouca gente no Parque São Jorge saberá apontar, num primeiro momento, quem é Roberson de Medeiros, que, desde o último dia 01º de janeiro, por conta da licença do desembargador Guilherme Strenger, foi alçado à presidência do CORI, um dos principais poderes do Timão.

Quase todos responderão, porém, “sei quem é!”, se em vez do nome social for tratado pela alcunha “Dunga”, apelido originário das arquibancadas, das ligações com os “Gaviões da Fiel”, com os espertalhões do grupo “Fora Dualib” e, pior, da controvertida “Cooperfiel”, cooperativa criada, anos atrás, com objetivo de arrecadar R$ 350 milhões para construção de um estádio para o clube, que tomou dinheiro de diversos torcedores, mas, após o fracasso da iniciativa, nunca devolveu um tostão sequer a seus apoiadores.

Aliás, não por acaso, Roberson era presidente da Cooperfiel e Andres Sanches, o tesoureiro, o que, por razões evidentes, explica muita coisa.

Nas últimas eleições, Dunga – que mantém ligações estreitas com Eduardo “Gaguinho” Ferreira (ex-Fora Dualib que transformou-se em preposto do atual presidente do Corinthians em vários negócios) – elegeu-se conselheiro e, posteriormente, vice do CORI, com apoio explicito de Andre Negão, nome forte da atual gestão alvinegra, com quem anda de braços dados no Parque São Jorge.

É com este “currículo” que Roberson de Medeiros será responsável por gerir um órgão que tem, entre seus afazeres, a função de fiscalizar a diretoria do Timão, seus atos, contas e possíveis deslizes administrativos.

Vídeo registrando apoio de André Negão à eleição de Dunga como conselheiro:

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