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Até quando Sérgio Moro se omitirá diante dos desvios de conduta de seus colegas de Governo ?

Quatro casos recentes indicam bem o comportamento de Jair Bolsonaro e seus principais satélites, antes acostumados ao pouco interesse da imprensa em personalidades que, por anos, sobreviveram no baixo clero.

  • a doação da JBS (delatores da empresa indicaram tratar-se de propina), no valor de R$ 200 mil, que foi parar na conta de Bolsonaro e depois, tudo indica, para disfarçar a operação, foi repassado ao PP e, no mesmo dia, devolvido como “repasse do partido”;
  • os saques (por vezes dezenas no mesmo dia e locais diferentes) efetuados pelo motorista Queiroz, vulgo “Naranjito”, depositados, posteriormente, na conta da esperta primeira dama, mal explicados como empréstimos pessoais e vendas de veículos;
  • a promoção do filho do vice-presidente, General Mourão, no Banco do Brasil, com direito a salário triplicado;
  • as evidentes sacanagens de Oniz Lorenzoni, Ministro Chefe da Casa Civil, recebedor confesso de dinheiro sujo e que agora, em nova confusão, descobriu-se tratar-se de cliente único de uma empresa, aparentemente de fachada, que teria lhe emprestado 80 (!!!) Notas Fiscais para que sacasse, indevidamente, R$ 317 mil em verbas de gabinete

Se o anonimato proporcionado pela insignificância facilitava pequenas espertezas, ao chegar no poder o grupo de Bolsonaro terá não apenas que prestar contas do que pode ter embolsado como também será vigiado para não cair em novas tentações, típicas e frequentes na vida dos que detém a caneta.

Nestes poucos dias de Governo, evidenciou-se que os que discursavam moralidade não eram, propriamente, as freiras que diziam ser.

Dentro do circulo em que viviam, essa gente não participava, ao que parece, dos grandes negócios (nas mãos de quem possuía, de fato, influência), aceitando, sem contestar ou denunciar, as sobras relegadas à parte inferior da pirâmide.

A grande surpresa para alguns, o que sugere, para outros, uma cada vez mais plausível teoria da conspiração, é o comportamento omisso e pouco combativo do ex-juíz e agora Ministro da Justiça Sérgio Moro, que, diante da fama de “super-herói” implacável, deveria, ao menos, exigir para si explicações dos novos governantes sobre os problemas notórios (alguns com mais provas do que muitos que serviram de justificativa para diversos de seus condenados).

No mundo vendido durante as eleições, se as justificativas fossem inconvincentes, o ex-togado, em sendo verdadeira sua cruzada contra a corrupção, renunciaria.

Mas, pelo que se viu no episódio Onyx, em que Moro aceitou, sem constrangimento, as desculpas pela prática confessa de “Caixa 2” (será que com esse nova denúncia teremos novo pedido ?), as coisas deverão continuar como estão, pelo menos até que Lorenzoni conquiste o terceiro perdão consecutivo, com direito a música no Fantástico.

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2 comentários em “Até quando Sérgio Moro se omitirá diante dos desvios de conduta de seus colegas de Governo ?”

  1. Sergio Moro é a maior mentira dos últimos tempos, ele é apenas uma engrenagem do Golpe, tirou o PT do governo, pavimentou o caminho para o Bolsonaro se eleger e agora colherá os louros da vitória pro resto da vida sem ser incomodado ou sem incomodar ninguém. Como ele mesmo diz quando os investigados não são do PT: “Isso não vem ao caso…”

  2. Enquanto as críticas vierem dos desesperados da esquerda, tudo bem. Só irá começar a incomodar mesmo quando os eleitores do Mito ficarem incomodados.
    No mais, sabemos que é choro de perdedor, pois, 16 anos tendo os cofres públicos saqueados, nunca reclamaram uma vírgula.

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