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Hipocrisias e inverdades em Nota Oficial sobre o Corinthians respeitar “as minas”

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Mais constrangedora do que a situação criada pelo departamento de futebol amador do Corinthians, que acertou contratação do jogador Juninho – acusado de espancar, ameaçar de morte com faca e manter em cárcere privado a ex-namorada – no mesmo dia em que exibia comercial de apoio à Lei Maria da Penha, com o lema “#respeita as minas”, e depois, diante da enorme repercussão negativa do episódio, desfez o negócio, foi a Nota Oficial assinada pelo presidente Andres Sanches.

Nela, o cartola diz que:

“(…) o Corinthians visava não só atrair um promissor talento futebolístico, mas também encetar um processo de ressocialização dele. Sabedor de antecedentes desabonadores no seu passado, acreditamos que um jovem devidamente orientado teria condições de mudar de banda e, em vez de frequentar o grupo dos que tratam como corriqueira a agressão à mulher, pudesse se tornar um exemplo de evolução moral”

Vamos aos fatos.

O jogador Juninho seria contratado pelo Corinthians por imposição do departamento amador, para esquentar currículo e tentar revendê-lo na sequencia, mesmo sabedores – e era a única coisa que sabiam sobre ele – que o atleta já era profissional e foi dispensado do Sport e do Ceará após casos de indisciplina.

Ou seja, somente o anseio pela negociata, não o desempenho em campo, justificariam a contratação.

Pouco cuidadosos com o extra-campo dos contratados, nem Sanches, muito menos Rosenberg, sabiam do episódio de agressão à mulher ligado ao atleta, o que torna as justificativas da Nota Oficial, publicada ontem no site do clube, absolutamente fantasiosas.

Fossem Sanches e Rosenberg tão zelosos em evitar agressores de mulheres no Parque São Jorge, teríamos baixas importantes na própria diretoria.

Juninho, em chegando no Parque São Jorge, em vez de “mudar de banda”, como diz a mensagem, juntaria-se, em exemplo, ao diretor administrativo André Negão, que, em 2007, foi indiciado no Foro do Tatuapé por Violência Doméstica Familiar contra a Mulher, atitude que sugere covardia, tendo a punibilidade extinta por cumprimento de pena.

Ou seja, fez acordo para não ser preso ou julgado pelo grave delito.

André Negão - Maria da Penha 1

André Negão - Maria da Penha 2

André Negão - Maria da Penha 3

André Negão - Maria da Penha 3

A bem da verdade, o cartola, que chefia gabinete político de Andres Sanches, não é o único dirigente com histórico de agressão a mulheres (incluído, nesse contexto, assédio moral, comportamento libidinoso, etc.), seja no Parque São Jorge ou na vida pessoal, casos estes conhecidos e difundidos nas alamedas do Parque São Jorge.

Ou seja, os gestores do Corinthians nunca deram a devida importância para o relevante assunto de desrespeito ao sexo feminino, sempre esconderam seus “infratores” e somente criaram a campanha “#respeita as minas” porque, politicamente, era o assunto do momento, assim como mandaram embora o jogador Juninho para encerrar a repercussão negativa das mídias sociais.

Todo o restante: discursos, entrevistas, notas oficiais; são meras adequações ao politicamente correto de quem precisa agir como não pensa para figurar com boa imagem ao público em geral.

Netinho de Paula e André Negão
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