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Os 60 anos de Adilson ‘Maguila’ Rodrigues

Do ESTADÃO

Por WILSON BALDINI JR.

Maguila foi o boxeador brasileiro mais carismático. Suas lutas na TV Bandeirantes ganhavam do futebol e bateram recorde de audiência

Nasci no Bom Retiro e vivi até os 27 anos na Barra Funda. Em ambos os bairros era comum acompanhar lutas de boxe em fábricas. Em casa, além do futebol, a nobre arte era muito comentado nas conversas entre meu pai e avô materno. Tive muitos amigos que praticaram o pugilismo, mas eu nunca tive jeito para o esporte.

Em 1983, eu e alguns amigos ganhamos um ídolo. Tratava-se de um sergipano forte, que passava por cima de seus adversários. A primeira luta na qual nos juntamos para ver o peso pesado sensação em ação foi no ano seguinte, diante do argentino Juan Antonio Musladino. Um upper mosntruoso quase arrancou a cabeça do “hermano”.

Contemporâneo de pugilistas lendários como Mike Tyson, Evander Holyfield e George Foreman, o carismático lutador, que tinha o apoio da TV Bandeirantes, por intermédio do locutor Luciano do Valle, foi acumulando fama e a admiração do povo brasileiro, a ponto de se tornar uma das maiores atrações da mídia.

Suas lutas tinham grande audiência, o que faziam os jornais terem “setoristas”, que acompanham seus treinos como se fazia com os times de futebol do Corinthians, Palmeiras e São Paulo.

Com muita coragem, uma força descomunal na mão direita e uma ajuda de Newton Campos, presidente vitalício do Conselho Mundial de Boxe, o “cabra macho” chegou ao segundo lugar no ranking da principal entidade do boxe.

Muitos queriam uma luta com Tyson para 200 mil pessoas no Maracanã, mas para isso teria de passar por Holyfield, o primeiro do ranking. O brasileiro surpreendeu o mundo ao vencer o primeiro assalto. Mas a maior experiência e talento do norte-americano fizeram com que a luta acabasse no round seguinte.

Um segundo desafio ainda maior veio em 1990. Encarar oo fortíssimo George Foreman. Novo nocaute no segundo assalto.

O título mundial não foi conquistado, mas o boxe brasileiro já tinha em sua história o nome daquele lutador simples e tipicamente brasileiro, que gostava de agradecer aos amigos e patrocinadores depois de seus combates.

Ele completa nesta terça-feira 60 anos. Está doente. Todos rezamos para que sua vida seja melhor. Ele merece. Foi uma pessoa do bem. Parabéns, Adilson “Maguila” Rodrigues.

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