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Ives Gandra Martins defende regime militar em discurso na Assembléia de São Paulo

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Notório por desserviços diversos ao país, o advogado Ives Gandra Martins foi homenageado, no último dia 11, na 29ª Sessão Solene da Assembléia Legislativa de São Paulo, com o colar de “Honra ao Mérito Legislativo”.

O discurso do jurista não poderia ser mais adequado ao seu histórico de vida.

No trecho mais relevante, Martins justificou a importância do Regime Militar para evitar “atraso decorrente de um grupo que queria implantar um regime cubano”.

Disse também: “Naquela ocasião, todos os partidos de São Paulo, todos aqueles jornais de São Paulo – “O Estado de S. Paulo”, a “Folha de S. Paulo”, “O Globo” – éramos favoráveis, porque não queríamos uma ditadura, estávamos perto de uma ditadura”

Por fim, mentiu, ao dizer que “a redemocratização se fez sem sangue, em paz”.

Relatório do FBI, recentemente divulgado, além doutras anotações históricas, levantadas nas últimas décadas, comprovam que o assassinato de inocentes e também de inimigos políticos era prática de Estado, ordenada pelos presidentes do período.

Quando se pensava que piorar a biografia de Ives Gandra seria impossível, eis que o próprio, sob aplausos efusivos de coniventes deputados paulistas, encontrou tempo para deixar à história (registrada nas atas da Assembléia) o que pode ser, talvez, um dos capítulos finais de sua triste trajetória ligada à política nacional.


Abaixo, trecho de discurso de Ives Gandra Martins:

Nós mesmos, em 1964, era presidente do Partido Libertador, o único partido parlamentarista do Brasil.

Naquela ocasião, todos os partidos de São Paulo, todos aqueles jornais de São Paulo – “O Estado de S. Paulo”, a “Folha de S. Paulo”, “O Globo” – éramos favoráveis, porque não queríamos uma ditadura, estávamos perto de uma ditadura.

Basta dizer que nós lançamos o presidente, o candidato a presidente, Carlos Lacerda, não pelo DL, mas pelo meu partido aqui em São Paulo, no ano de 64, e o nosso rompimento com o regime anterior se deu Ato Institucional nº 2.

Tínhamos a certeza que teríamos a eleição de 75, que terminou não ocorrendo, porque quando Negrão de Lima ganhou no Rio de Janeiro do governador Flecha Ribeiro, naquele momento foi promulgado o Ato Institucional nº 2 e terminou com rompimento entre os que estavam dando apoio, e foi o momento que eu também deixei a política, deputado, deixei a presidência do partido, me dedicando exclusivamente à advocacia e ao ensino universitário; exercendo a cidadania como todo o brasileiro deve exercer, através dos seus artigos, das suas palestras, dos seus livros, porque o exercício da cidadania independe do exercício de uma posição política.

Nós tivemos um atraso decorrente de um grupo que queria implantar um regime cubano, isso não permitiu que nós tivemos tão rapidamente a redemocratização.

Mas nós, quando os jornais publicavam receitas ou poemas de Camões em que a imprensa estava amordaçada, éramos nós advogados, aqueles que iam, que defendiam com a maior das armas, que é a arma da palavra.

A redemocratização se fez sem sangue, em paz.

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