Romero seria 80% de Andres Sanches (que quer vendê-lo) e 20% do Corinthians

Valorizado após temporadas vitoriosas no Corinthians, o atacante Romero chegou ao clube pelas mãos do agente Beto Rappa, notório preposto do deputado federal Andres Sanches em transações de futebol.

Há pouco mais de uma semana, o comentarista Neto, da BAND, chegou a dizer que o paraguaio pertencia a “um pessoal de Jundiaí” que Andres conhecia bem.

Romero tem 80% de seus direitos vinculados a Beto Rappa, porém, dissimulados em nome de Regis Marques, agente de jogadores investigado por, supostamente, subtrair FGTS de atletas (William, da Seleção Brasileira, é uma das vítimas), que empresta, frequentemente, sua cobertura no Rio de Janeiro para Andres Sanches, quando em terras cariocas, pernoitar.

Ao Corinthians restará, em caso de negociação, ínfimos 20%.

Destes, ainda, serão descontados, segundo o balanço alvinegro, R$ 2,25 milhões que o clube deve a Romero, entre salários e luvas.


Relembrando o “caso Jucilei”

Em 2014, Beto Rappa e Washington Dias (sócio de Andres Sanches, no papel, na empresa Polygrain Polimeros do Brasil), participaram, como intermediários, da transação do jogador Jucilei, do Corinthians para o Anzhi, da China.

O negócio foi fechado por R$ 22,9 milhões e, por possuir 50% dos direitos, R$ 11,4 milhões destes deveriam ter entrado nos caixas alvinegros.

Mas não.

Andres Sanches alegou que Beto Rappa (com Washington Dias, sócio do então mandatário alvinegro) teria emprestado dinheiro ao Timão na aquisição de Jucilei, e que, diferentemente do que havia sido divulgado, o percentual do Corinthians era menor.

De R$ 11,4 milhões, o alvinegro levou apenas R$ 2,9 milhões.

Enquanto isso, os ‘parceiros’ de Andres, que teriam gastado (gastaram?) R$ 2 milhões, multiplicaram o montante para R$ 6,8 milhões.

Foi pago, também, da parte do Corinthians (ou seja, tudo), 1 milhão de Euros ao empresário Giuliano Bertolucci, que trabalha com Kia Joorabchian, também ligado ao agora Deputado Federal pelo PT, à título de comissionamento.

EM TEMPO: à época, interpelado pelo jornalista Gilberto Nascimento (Rede Record), J.Malucelli, presidente do Corinthians/PR (clube que negociou Jucilei ao Timão), disse, diferentemente do que afirmou Andres Sanches, que recebeu os R$ 2 milhões dos caixas alvinegros, não de Beto Rappa. 

Além disso, Raul Corrêa da Silva, diretor financeiro no período, respondeu, interpelado pelo associado Ciborg, desconhecer a maneira que o negócio foi efetuado.

Soube-se, porém, que, em procedimento semelhante ao “Caso Jô” (também com envolvimento de Joorabchian), o dinheiro de Beto Rappa, para ‘branquear” a situação, somente circulou após efetivada a transação do jogador ao Exterior (não antes, como veiculado).

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