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Empresário argentino, ligado a empresa delatora do “Fifa gate”, recebe 40% de comissão no Corinthians

Andres Sanches, Roberto “da Nova” Andrade e Mario Gobbi

Em 2007, logo após assumir o poder no Corinthians, o grupo “Renovação e Transparência” demonizou a publicitária Carla Dualib, neta do ex-presidente, tratando-a como “ladra”, pelo fato dela possuir contrato de representação comercial das marcas e símbolos alvinegros, pelo qual era remunerada em 30%.

“Contrato leonino”, diziam todos.

Entre os mais exaltados estava Eduardo “gaguinho” Ferreira, que chegou a invadir, junto com outros “Gaviões’ que agora alimentam-se das migalhas do poder, uma rede de “web-tv” com intuíto nítido de agredi-la.

O Blog do Paulinho estava lá e testemunhou, quase sendo vítima, também, da covardia.

Passados diversos anos, por conta de ação promovida pelo empresário argentino Martin Lanusse, em nome da “Prowefull Marketing Esportivo”, de sua propriedade, originária da criminosa “Torneos Y Competências”, pagadora de propinas, confessa, dos principais cartolas do planeta no famoso caso “Fifa gate”, descobrimos que o contrato de Carla, em verdade, era invejado pelos cartolas que conseguiram derrubá-la.

Tivemos acesso à inicial do processo, que relata acerto de comissões para a referida intermediária de negócios do marketing alvinegro no percentual de 30% (idêntico ao tal “contrato leonino”), acrescido de mais 10% na renovação do cliente, perfazendo 40%.

Gustavo Herbetta, ex-diretor de marketing e o ex-presidente Roberto Andrade são apontados como responsáveis pelo acordo.

O que torna estes valores ainda mais suspeitos, é a própria declaração do argentino Lanusse em entrevista ao portal Máquina do Esporte, em que afirma cobrar 25% dos clubes para os quais presta serviço:

“Os contratos envolvem as três partes, nos quais há renda mínima, royalties, cortesias para o clube usar em eventos, e em tudo isso existem propoções de divisão entre o time e a Pro, como 75% para o clube e 25% para nós em todos esses quesitos.”

Fica a impressão que a diferença poderia ser utilizada para beneficiar gente fora do contrato.

Por fim, Lanusse diz também, no processo (e junta emails trocados com Caio Campos – funcionário de confiança da gestão alvinegra), que na mesa de Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing, estariam R$ 5 milhões em negócios fechados, mas não formalizados, por conta dos dirigentes alvinegros terem lhe afiançado que somente o fariam se o argentino saísse do negócio, e, consequentemente, da divisão de comissões.

Ou seja, interesse distintos aos do Corinthians impedem a agremiação de receber quantia que poderia pagar, no mínimo, uma das parcelas do estádio de Itaquera.

A Prowerful, na ação, demonstrou não ter infringido regras do contrato, pede as comissões ainda não pagas (R$ 5,7 milhões), os lucros futuros (a serem calculados), além de indenização por dano à imagem da empresa.

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