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Torcedor envolvido em rolo de Andres Sanches na Arena foi acusado de ajudar assassino de Oruro

Citado com adjetivos nada edificantes em matéria do Blog do Paulinho, que retratou movimentações financeiras estranhas em obra da Arena de Itaquera, Cristiano Rocha de Miranda, vulgo “Magrão dos Gaviões”, que é amigo bem próximo de Andres Sanches, tem se dado bem no Corinthians.

Além do grafite do muro do estádio de Itaquera, pelo qual, segundo testemunho de seu parceiro na empreitada, embolsou, ao menos, R$ 120 mil em dinheiro vivo, sem a formalização de contrato, com a possibilidade do clube ter desembolsado, segundo avaliações de mercado, pelo menos R$ 700 mil (sem que se saiba os destinatários), o parceiro do presidente alvinegro foi pago, também, para pintar o Mosaico de Torcedores (sempre sendo renovado), o Parque São Jorge e também o Pacaembu (quando o Timão mandava seus jogos por lá).

Grafiteiro se defende e revela esquema de Andres Sanches na Arena de Itaquera

O mais estranho é que boa parte dessa relação comercial se deu após o ano de 2013, em que Magrão foi acusado de possível co-participação na morte de Kevin Espada, garoto atingido por bomba jogada por torcedor do Corinthians, em episódio gerador de 12 prisões na Bolívia.

Seria um prêmio pelo comportamento exemplar ?

Magrão dos Gaviões

Ontem, após Magrão solicitar, gentilmente, que retirássemos matéria do ar, que ele diz ser mentirosa, porque estaria “denegrindo a sua imagem”, procuramos mais informações sobre o sujeito e deparamo-nos com o caso de Oruro.

No vídeo abaixo, retomamos reportagem do Fantástico, em que perito judicial apontou um menor de idade como autor do disparo fatal, porém, outro nome foi revelado, de um torcedor que teria ajudado-o ao segurar a mochila que continha o artefato criminoso.

Até então desconhecido do público, mas não de Andres Sanches (todos os torcedores que viajaram à Bolívia para aquela partida mantinham relações com dirigentes alvinegros), Magrão dos Gaviões, por conta da irrelevância, passou despercebido, sendo lembrado, agora, apenas por conta de estar sendo citado, por testemunha, como peça de um quebra-cabeça que pode desvendar outros problemas da Arena de Itaquera.

Voltando ao registro da Globo, além das imagens que mostram o sujeito, aparentemente, ajudando o assassino, há uma nota do advogado dos Gaviões da Fiel confirmando tratar-se de Magrão, além do próprio dizendo que “não sabia” existir uma bomba na referida mochila.

Por sorte, mesmo diante destas evidências, o promotor do MP-SP que cuidou do caso à época, Thales Cezar de Oliveira (também no vídeo), que, recentemente, concorreu à presidência do Conselho Deliberativo do Corinthians, decidiu, talvez por acreditar em seus argumentos, não indiciá-lo.

Em qualquer empresa com princípios razoáveis de seleção, Magrão sequer passaria na porta, muito menos seria contratado para trabalhos tão bem remunerados, mas no Corinthians, agremiação que não se importa em ter na presidência um parlamentar com diversas acusações criminais e seus diretores não menos complicados, a relação passa a ser compreensível, apesar de terrível para quem, no clube, preocupa-se com a moralidade.

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