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MP-SP consegue delação sobre pagamento de propina da “Odebrecht” ao “Timão” do Tatuapé

Rogério Martins, auxiliar administrativo da corretora de valores Hoya, tinha como função principal realizar a entrega de dinheiro vivo aos clientes da empresa.

Para tal, recebia, em 2011, R$ 2 mil mensais em salários.

Em recente depoimento, prestado ao MP-SP, Martins declarou não saber que as “encomendas” eram fruto de atos criminosos da Odebrecht, mas percebia tratar-se de algo importante diante dos procedimentos de segurança adotados.

Questionado para quem teriam sido realizados os serviços, o delator disse que não conseguiria reconhecê-los, porque evitava olhá-los fixamente, mas que se lembrava de alguns codinomes e senhas.

Numa destas entregas, segundo fonte ligado à promotoria, realizada no bairro do Tatuapé, uma mochila com R$ 500 mil foi endereçada a um senhor que identificou-se como “Timão” e acertou a senha (que Martins diz não se lembrar de cabeça).

Sabe-se, pelas planilhas encontradas na construtora, que outros pagamentos foram realizados, também com utilização deste mesmo artifício (delivery) mas também doutros, entre os quais doações eleitorais.

Segundo relatório da “Operação Lava-Jato”, a quem, certamente, o MP-SP enviará o depoimento, o codinome “Timão” seria utilizado por André Negão, chefe de gabinete do deputado federal Andres Sanches, provável destinatário final da quantia.

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