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No ritmo de Pedrinho, Corinthians derruba o Palmeiras em Itaquera

Sem grandes dificuldades, o Corinthians, com grande atuação de Pedrinho, jogou melhor e venceu o Palmeiras, em Itaquera, por um a zero.

O time de Parque São Jorge divide a liderança do Brasileirão com o Flamengo.

Timão e Verdão jogavam uma primeira etapa sem emoções, em que o destaque era, mais uma vez, a falta de nível e o destempero contagiante do treinador Roger no banco de reservas palestrino, até que, aos 36 minutos, Thiago Santos, sozinho, perdeu gol incrível ao chutar bola na trave, cara a cara com Cássio.

Como castigo, um minuto depois, Pedrinho, em jogada espetacular, livrou-se de dois defensores, abriu na esquerda à Jadson, que passou para Maicon cruzar e Rodriguinho, com eficiência, abrir o marcador.

Num jogo igual, apesar de cada vez mais raro, o talento, quando surge, sempre desequilibra qualquer rigidez tática.

Confiante, Pedrinho, aos 42 minutos, criou espaço próximo à linha de fundo para aplicar um chapéu em Diogo Barbosa e ser aplaudido de pé em Itaquera.

Logo no início da segunda etapa, com o Palmeiras em busca do empate, Bruno Henrique acertou batida na entrada da área que beliscou a trave direita de Cássio.

Esperava-se, depois deste lance, que o Verdão partiria para sufocar o adversário, porém o que se viu foi uma equipe sem criatividade, sucumbindo à marcação alvinegra, razão pela qual, aos 17 minutos, Guerra entrou no lugar do sonolento Lucas Lima, uma inutilidade no gramado.

Mas, apesar da mudança, o Corinthians seguiu melhor.

Aos 25 minutos, Sidcley avançou bem pela esquerda e cruzou para Pedrinho bater de primeira e Jailson salvar o Palmeiras.

Um minuto depois, Rodriguinho, em bola levantada na área, dividiu com o arqueiro palestrino, que, novamente, livrou a cara do Verdão.

Pedrinho, aos 35 minutos, tentou fazer um golaço, por cobertura, em batida da direita para a esquerda, na entrada da área, mas Jaison espalmou para escanateio, em grande defesa.

Estava tão fácil que, aos 39 minutos, Romero, a lá Kerlon, fez embaixadas com a cabeça, deixando o adversário maluco.

O único susto do Timão aconteceu aos 43 minutos, em cabeçada de Antonio Carlos que pegou na trave.

Ao final, a vitória alvinegra ratificou a obviedade de que o Corinthians tem um time bem treinado, favorito ao título, também o talento de Pedrinho, que, depois desta aprovação em teste de fogo, somente sairá da equipe titular quando for negociado ao exterior e um Palmeiras, há tempos, com muito mais fama do que futebol.

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Feliz Dia das Mães !

Dona Teresinha segura Paulinho no dia de seu nascimento (25/03/1972)

É clichê, porém verdade, dizer que as mães não precisam de datas especiais para que recebam de seus filhos todo o carinho e atenção necessária.

Porém, na data de hoje, especificamente, costuma-se reunir as famílias para homenagear àquelas que tanto lutaram para nos proporcionar, não apenas a vida, mas saúde, educação, entre outros valores.

E sim, com algumas exceções, a grande maioria faz por merecer.

Mesmo as que já se foram, como a Dna. Teresinha, mãe desse jornalista, que, acredito, teria bons motivos para gostar de nosso trabalho.

O alicerce, sem dúvida, foi por ela construído.

Parabenizo, desde já, todas as mães desse mundo, em especial as que frequentam esse espaço ou que possuam filhos e netos que o façam.

Agradecendo, é claro, o carinho e apoio que sempre nos dedicaram.

CBF expulsa patrocinador do Corinthians da Copa do Mundo por “reiterada inadimplência”

Em 2017, à pretexto de ajudar a administração Roberto Andrade, o atual diretor de marketing do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg trouxe ao clube o patrocínio da “Universidade Brasil”, instituição de ensino investigada pelo MPF e pela PF por fraudes diversas.

Soubemos, a comissão, que teria sido dividida com Andres Sanches, girou em torno de 20%.

Diversas promessas foram formalizadas, entre as quais a possibilidade de incluir os naming-rigths do estádio no negócio e até a abertura de um “campus” na Arena de Itaquera.

Nota publicada na revista VEJA, desta semana, revela que a Universidade Brasil, patrocinadora também da CBF, mantém-se firme na árdua tarefa de reiterar a má-fama:


CARTÃO VERMELHO

“Por “reiterada inadimplência”, a CBF deu por rescindido o contrato com a Universidade Brasil.

A empresa já foi retirada da propaganda da convocação da Seleção para a Copa da Rússia, que acontece nesta segunda, 14.


Deixar de pagar o patrocínio de maior visibilidade do planeta em 2018, um mês antes da Copa do Mundo, é indicador claro de que as finanças da Universidade, diferentemente do que venderam os cartolas alvinegros, devem estar em frangalhos.

O Corinthians, que provisionou em seu balanço milhões de reais prevendo calote de dois patrocínios (Apollo Sports e AMC Assessoria), terá que sentar à mesa novamente e reavaliar a inserção de mais um nome no rol de problemas.

A maluca clausula do contrato de Douglas, ex-São Paulo, no Barcelona

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O São Paulo receberá, nos próximos dias, 500 mil Euros do Barcelona, que já havia pagado 4 milhões de Euros ao clube na aquisição do jogador Douglas, pelo simples fato deste ter completado 30 jogos como atleta vinculado aos catalães.

Uma clausula, creio, inédita em transações envolvendo clubes e jogadores brasileiros.

Toda vez que a meta for atingida, o São Paulo receberá os 500 mil Euros.

Douglas jogou apenas oito jogos pelo Barça, porém, sob contrato com os catalães, entrou em campo outras vinte e nove (emprestado à Gijon e Benfica), completando trinta e sete.

É fato: a administração do São Paulo tem realizado trabalhos bem ruins no departamento de futebol e noutras áreas do clube, mas ninguém, historicamente, negocia melhor seus jogadores para o exterior do que o Tricolor.

Ao lado de conselheiro “oposicionista”, Andres Sanches homenageia o Blog do Paulinho

Ontem, em boca-livre do grupo de Andres Sanches, em prédio luxuoso financiado pelo dinheiro do Corinthians, surpreendeu a presença de um conselheiro que elegeu-se para o cargo pelo grupo oposicionista “Inteligência Corinthiana”.

O bom filho, pelo visto, à casa tornou.

Silvio Romoaldo, que fez campanha para Romeu Tuma Junior no pleito alvinegro, ganhou minutos de fama ao, à serviço dessa gente, criar sites de “fake-news” com objetivo único de combater e desacreditar o Blog do Paulinho.

O tempo passou e as verdades vieram à tona.

Em meio à festa (aniversário de Marcão, diretor de piscina), Andres Sanches, sempre elegante, e seus assalariados, com direito a gestos obscenos, encontraram tempo para homenagear este jornalista com um sonoro “vai pra puta que o pariu”.

Ainda bem que o encontro não se deu na balada “Villa Mix”, casa de Andres Sanches, denunciada, diversas vezes, por impedir a entrada de negros e demais discriminados, considerados “não adequados” para o local.

Confira abaixo outros registros do evento:

“Le K Benzema” implora convocação de atacante do Real Madrid para a Copa do Mundo

A próxima terça-feira (14) é a data limite estipulada pela FIFA para que as Seleções indiquem os jogadores convocados para a Copa do Mundo.

Apesar do sucesso no Real Madrid, clube pelo qual conquistou três, quase quatro Champions League nos últimos anos, é improvável que Karim Benzema esteja na lista da França.

O motivo principal é o envolvimento do atacante numa mal-contada história de “chantagem”, que teria sido efetivada por seus amigos de infância contra o companheiro de seleção, Valbuena, para não divulgação de vídeos eróticos do atleta.

Benzema diz que contatou Valbuena, oferecendo-se para intermediar a questão – sem envolvimento da polícia, para ajudá-lo, mas os investigadores indiciaram-no por associação criminosa, da qual foi absolvido, em primeira instância.

Desde então, lá se vão mais de dois anos, período em que o treinador Didier Deschamps recusou-se a convocá-lo para a Eurocopa e deverá, tudo indica, repetir o gesto da Copa da Rússia.

No desespero, uma produção do “Chanel +” da França, nomeada “Le K Benzema”, foi lançada, recentemente (chegou ao Brasil este mês, pelo NETFLIX), com duas horas de entrevistas e campanha para que o atleta seja convocado para o Mundial.

O jogador conta sua versão, diz que Deschamps prometeu convocá-lo à Eurocopa, independentemente do caso, mas foi pressionado pelo Ministro do Esporte a não fazê-lo.

Depoimentos de Zidane e demais jogadores, do Real Madrid e do Lyon, enaltecem o comportamento profissional de Benzema, minimizam os problemas pessoais e servem quase de panfleto pedindo a convocação do francês ao Mundial.

Chega a ser tocante o esforço de todos para ajudá-lo.

Deschamps cederá à pressão ?

Seria interessante, para a Copa do Mundo, que sim.

Pelo que revela o documentário, a rejeição, diferentemente do alardeado como desculpa para não convocar Benzema, é muito maior da cúpula do futebol francês do que dos jogadores, alguns deles entrevistados em “Le K Benzema”.

Parreira na Copa de 70

(trecho da coluna de TOSTÃO, na FOLHA)

“Na Copa do Mundo de 1970, repetem que, na véspera da final contra a Itália, na preleção de Zagallo, estava presente Aymoré Moreira, técnico campeão do mundo em 1962, que trabalhava em uma emissora de televisão, e que ele teria sido determinante na maneira de jogar do Brasil.”

“Nunca vi Aymoré no hotel.”

“O observador foi Parreira, que era também auxiliar da preparação física, que assistiu ao jogo entre Itália e Alemanha e fez dezenas de fotos do sistema de marcação do time italiano e as colocou em sequência, como se fosse um desenho animado.”

“Era a tecnologia da época.”

Da minha alma

Do THE PLAYERS TRIBUNE

Por DANIEL ALVES

uando eu senti a dor no meu joelho, minha alma saiu do meu corpo. Eu soube a partir do momento que eu caí no gramado que eu não ia conseguir estar no avião para a Copa do Mundo.

No vestiário, os médicos do PSG me disseram que nós teríamos de esperar até o dia seguinte para obter os resultados de alguns exames, mas eu já sabia no meu coração que estava acabado. Todos apareceram comemorando com a Copa da França, e eu não quis demonstrar nenhuma emoção negativa para os meus colegas de equipe – se você conhece o Dani Alves, sabe que eu sou um cara feliz pra c***alho – então, eu estava sorrindo e tentando aproveitar. Mas todos conseguiam ver pela expressão dos meus olhos que alguma coisa estava errada.

Eu só chorei uma vez, e foi quando estava sozinho. E deixa eu dizer coisa – eu não quero ninguém chorando por mim. Eu não quero que ninguém sinta pena de mim. Tenho vivido os meus sonhos. Dani Alves não vai pra Copa do Mundo da Rússia, mas é um cara feliz pra c***alho!.

Vou assistir ao Brasil do mesmo jeito que costumava assistir quando era um moleque na roça. Só que a minha TV será muito maior desta vez. Agora, eu contei pra você antes como cresci dormindo numa cama de concreto. Eu contei para você como eu costumava acordar às cinco da manhã para ajudar meu pai a pulverizar pragas lá na roça e então pedalar 10 quilômetros até a escola. Muitas pessoas depois que leram a minha história me disseram, “Porra, Dani, isso é triste. Era difícil para você!” Mas, não, cara, comparada a muitas pessoas na minha cidade, era da hora.

Meu pai batalhava na roça com a plantação de beterraba e frutas, e ainda tinha o bar que ele cuidava à noite, então a gente tinha um dos únicos aparelhos de TV na região. Era uma pequena TV com palha de aço amarrada em volta da antena para pegar os canais de longe. Eu acho que era dos anos 1970. A imagem ficava muito bagunçada, também, mas funcionava. A não ser nos dias nublados – daí a gente estava ferrado.

Meu pai era doente por futebol. Ele era obcecado, então a TV era tudo para ele. Isso fez dele uma espécie de prefeito da cidade. Eu me lembro que, durante a Copa de 1994, a nossa casa era como o centro do mundo. O país inteiro ficava paralisado por quatro semanas, e ninguém na nossa cidade tinha lugar pra ir ver os jogos, então todo mundo vinha até nossa casa. Tipo, todo mundo. Era como se a casa se tornasse em um mini-estádio de futebol. Imagine 50 pessoas em volta de uma TV pequena, berrando, gritando e fazendo a festa.

O que é engraçado é que, no Brasil, a gente sempre escuta sobre as crianças que crescem pintando as ruas de verde e amarelo, certo? Bem, a gente era da roça, do interior, do meio do nada. Então, nós não tínhamos ruas para pintar! A gente teria de pintar a lateral de uma vaca ou coisa do tipo. Então, em vez disso, nós trouxemos a festa para nossas casas. Todas as casas tinham bandeiras do Brasil espalhadas em todo lugar. Essa era a cena na nossa casa em 1994. Tempo de festa, mano.

Quando os jogos começavam, era como se nós estivéssemos no campo, de verdade. Na Inglaterra, na França, na Alemanha, eles amam futebol, sim. Mas eles são apenas torcedores. Eles são apaixonados, mas estão só assistindo. No Brasil, nós não estávamos apenas assistindo. Nós estávamos jogando, você entende o que eu estou dizendo?

Eu percebi a diferença quando eu tinha 10 anos de idade, vendo o Cafu e o Romário naquela TV pequena. Quando eles atacam, nós atacamos com eles. Quando eles defendem, nós defendemos com eles. Nós cruzamos os nossos dedos, nós ficamos tensos, nós suamos, como se nós estivéssemos jogando. No Brasil, as pessoas dizem que o futebol é tipo de experiência religiosa. Mas é muito mais parecido com uma experiência física. Eu costumava ficar tão nervoso assistindo que eu não conseguia ficar sentado, então eu pegava uns baldes de fertilizantes do celeiro, me sentava e um deles e então eu começava a batucar com minhas mãos o outro balde, e aí eu fazia com que todo mundo começasse a cantar.

A Copa do Mundo era uma coisa de outro mundo. Tudo parava. O Brasil inteiro estava unido, vivendo cada momento um com o outro. No Brasil, as pessoas sabem muito bem da classe social à qual elas pertencem, sabe? Mas durante a Copa do Mundo você tem gente da classe alta e da classe baixa – de repente, não interessa. É como se, por quatro semanas, todos nós colocássemos a camisa da Seleção Brasileira, e todos fôssemos a mesma pessoa. Me lembro de ter sentido isso pela primeira vez em 1994, e eu disse: “Eu quero viver o que o Romário está vivendo. Eu quero estar naquela TV, usando essa camisa amarela”.

Eu consegui viver esse sonho a partir dos meus 18 anos de idade. Eu usei essa camisa amarela de verdade. Eu dei o sangue pelo meu país. Agora, nesta Copa do Mundo, eu vou pro ataque com toda a nação brasileira.

Acredito que esse time pode ganhar a taça. Nós temos o talento e as estrelas, e, o mais importante, nós temos um maestro. Tite tem conseguido criar um ambiente incrível desde que assumiu a Seleção Brasileira, e ele mostrou aos jogadores que nós não podemos ser solistas. Nós temos de estar em perfeita harmonia para alcançar os nossos sonhos.

Eu tenho jogado pela Seleção Brasileira por 12 anos, e esta é a conexão mais forte que nós já tivemos – na organização, na estrutura, nas ideias, em tudo. Nós temos uma boa mescla de jogadores jovens, como Gabriel Jesus e Philippe Coutinho, com jogadores mais experientes que se lembram da mágoa da última Copa do Mundo e querem fazer as coisas direito dessa vez.

Eu não me considero um veterano. Como vocês podem ver, meu espírito tem 13 anos de idade. Quem sabe, quando a Copa do Mundo de 2022 estiver próxima, eu ainda vou estar lutando por um espaço no time. Meu corpo estará com 39 anos, mas meu espírito terá completado 17.

Sabe, eu conto uma história aos meus colegas de time, e é essa história que eu vou deixar para vocês…

Quando nós ganhamos a Champions League pelo Barcelona em 2015, muitas pessoas duvidavam que nós poderíamos repetir a tríplice coroa. Mas nós, os  jogadores, acreditávamos um no outro, e quando nós batemos a Juventus na decisão, eu corri até o Adriano depois do apito final. Eu olhei para ele, e ele olhou para mim, e nós começamos a gritar, tipo berrando. Nós não sabíamos o que fazer.

Ahhhhhhhhhhh!

Depois, eu olhei para as filmagens, e fiquei tipo: “Que que eu estava fazendo, mano?” Parecia ridículo. Mas nós não conseguíamos fazer outra coisa. Nós estávamos envolvidos por uma emoção que eu não consigo explicar. Nós gritávamos, “Ahhhhhhhh, c***alho! Pqp, nós conseguimos de novo!”

O que é essa sensação? É a sensação de ser criança. Você não consegue dizer nenhuma palavra. Você só pode gritar.

Se nós ganharmos a Copa do Mundo, eu não vou sair gritando. Pela primeira vez, eu prometo, ficarei calado. Não haverá palavras de Dani Alves. Eu não vou dizer nada. Eu só estarei chorando.

Em boa hora

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Da FOLHA

Por JÂNIO DE FREITAS

Teor do documento da CIA não muda só os papéis alardeados dos ditadores

Ter alguém como Bolsonaro recebendo o maior apoio para exercer a Presidência, segundo as pesquisas sem Lula, dá a mais concentrada resposta às perguntas sobre o indescritível desastre brasileiro. Apoio a alguém sem preparo, retrógrado, com bens acumulados sem explicação e defensor da ditadura em suas piores violências, enquanto sondagens mostram também tais apoiadores indignados com as sucessivas exibições das roubalheiras engravatadas, da ferocidade em sandálias e da degradação na política.

Nesse quadro, é oportuna a revelação documental da CIA, o órgão americano para a espionagem e a subversão de direita, da responsabilidade direta dos generais-presidentes Geisel, Médici e Figueiredo, como autorizadores, nos assassinatos e desaparecimentos de centenas de opositores da ditadura. Localizado pelo pesquisador Matias Spektor, da FGV, o documento é de extrema importância. Não por Bolsonaro, que é apenas um germe, não único, deixado por aquela infecção de 21 anos. O que explica sua ideia de que assassinatos e desaparecimentos equivalem a “um tapa no bumbum de um filho”.

O teor do documento não muda só os papéis alardeados dos ditadores, sobretudo o atribuído a Geisel. Corrige as dimensões da ditadura, expondo-a não mais como um regime de força arbitrária, impulsionado no choque de correntes militares menos e mais extremadas, mas, isto sim, como regime unificado por sua essência comprometida com o extermínio humano. Guardadas as devidas proporções, bastante semelhança com o poder ao tempo do falso socialismo no Leste Europeu.

Já na primeira fase de governo do udenista Castello Branco, o “general democrata” que instalou a ditadura, Geisel proporcionou uma indicação clara sobre si mesmo. As denúncias de torturas no imediato pós-golpe, as piores nas dependências da Marinha e da Vila Militar, no Rio, como em Pernambuco e Rio Grande do Sul, fizeram Castello incumbir Geisel, seu chefe da Casa Militar, de uma investigação geral. Era, claro, só um mascaramento da realidade. Mas a desfaçatez de Geisel não teve nem habilidade. Com a tortura sabida e comentada no país todo, seu relatório negou haver ao menos um casinho de arranhões, só para encontrar algum “excesso”. Como resultado prático, era o aviso de que o novo regime não repelia a violência, nem lhe estabelecia limites.

O documento da CIA fundamenta a convicção, contestada por muitos, de que fatos como o atentado do Riocentro não eram de insubordinação, mas de obediência. Daí que Figueiredo, antes de saber direito do que se tratava, prometesse “prender e arrebentar” os envolvidos, e depois lhes desse cobertura. O assassinato de Lídia Monteiro, secretária da OAB, o alegado desastre de Zuzu Angel, tantos crimes polêmicos encontram agora um rastro retroativo e inquestionável, até seu ponto de partida.

É a isto que Jair Bolsonaro defende. É a isto que o general Antônio Mourão defende, puxando a lista dos companheiros que pretendem entrar na política. Suas defesas não são à ditadura como descrita até conhecer-se o documento da CIA, surgido quando alguns inquietam com a quebra do seu devido silêncio.

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