Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Os guerreiros somente usam a verdade

Já os covardes só lutam com a mentira”

Alexandre Boarro – Pensador

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Erro de Direito na Final da Série A1 do Paulistão 2018

Confio ter ocorrido erro de direito nas atividades do 4º e 5º árbitros quando da contenda Palmeiras 0 x 1 Corinthians, ocorrida no dia 08/04/1018; lembrando o nome e atividade dos escalados:

Árbitro: Marcelo Aparecido de Souza

Assistente 01: Anderson José de Moraes Coelho

Assistente 02: Daniel Ziolli

Quarto Árbitro: Adriano de Assis Miranda

Quinto Árbitro: Alberto Poletto Masseira

O trabalho da equipe de arbitragem é regido pelas regras V e VI

– a primeira: define a função do principal representante das leis do jogo

– a segunda: delibera sobre a função dos assistentes, dentre estes os denominados “cones” que trabalham na marca das linhas de fundo

Função do quarto árbitro:

– supervisionar o procedimento das substituições

– verificar o equipamento de um jogador ou substituto

– verificar o reingresso de um jogador ao campo de jogo depois do sinal de autorização do árbitro

– inspecionar as bolas reservas

– indicar o tempo de jogo adicional que o árbitro informa que concederá no final de cada tempo de jogo (inclusive nas prorrogações)

– informar o árbitro de qualquer conduta incorreta dos integrantes das áreas técnicas

Função do quinto árbitro:

O único dever do árbitro assistente de reserva é substituir um árbitro assistente ou quarto árbitro que não possa continuar a desempenhar as suas funções

Resumindo

– Durante o transcurso da contenda o quarto árbitro percorreu  toda a extensão da linha lateral cuja metade do campo foi fiscalizada pelo assistente 01

– O quinto árbitro exerceu as atividades que legalmente deveria ser exercida pelo quarto

Completando

Certamente o todo poderoso diretor da CA-FPF Domingos Roberto Domingues, decidiu as atividades do 4º e 5º árbitros

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Quarta Rodada da Série A do Brasileirão – 2018

Sábado 05/5

São Paulo 2 x 2 Atlético-MG

Árbitro: Rafael Traci (PR)

Item Técnico

Trabalho oportuno

Item Disciplinar

Foram advertidos corretamente com cartão amarelo: 04 defensores são-paulinos e 04 atleticanos, mesmo assim, poderia ter sido mais enérgico

Domingo 06/05

Corinthians 0 x 0 Ceará

Árbitro: Savio Pereira Sampaio (DF)

Item Técnico

Considerando que maioria das cobranças de penalidade máxima é transformada em gol, sem medo de errar, afianço:

– Estava próximo e com total visão do lance, mesmo assim, deixou de marcar a penalidade máxima em cima do corintiano Pedrinho, para confirmar o desacerto; na cara dura, tirou o amarelo do bolso, penalizando o atleta

Item Disciplinar

Cartões amarelos: Corinthians: Pedrinho e Gabriel – Ceará: Naldo, Everson, Arnaldo e Rafael

Grêmio 5 x 1 Santos

Árbitro: Pericles Bassols Pegado Cortez (PE)

Item Técnico

Cabível

Item Disciplinar

Correto por ter advertido com cartão amarelo 01 gremista e 03 santistas

No todo

A baba do quiabo

Copa Sul-Americana 2018

Quarta Feira 09/05

São Paulo 1 x 0 Rosário Central

Árbitro: Eber Aquino (PR)

Item Técnico

Trabalho Admissível

Item Disciplinar

Advertiu corretamente com cartão amarelo 01 são paulino e 03 da equipe visitante

Acertou nos momentos que tirou o cartão vermelho do bolso para expulsar Cueva e Petros, os desatinados são-paulinos

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Política

O arrependimento de Dilma

 

Ela deveria reconhecer avanços da colaboração premiada

Em Londres para o painel de encerramento do Brazil Forum UK, seminário anual sobre temas brasileiros ocorrido na London School of Economics, a presidente cassada Dilma Rousseff se mostrou arrependida por, “infelizmente”, ter sancionado a Lei n.º 12.850/2013. Foi este diploma legal o responsável por regulamentar o instituto da colaboração premiada, um marco divisor da Operação Lava Jato.

“Infelizmente – vou começar assim – infelizmente eu assinei a lei que criou a delação premiada, mas foi assinada genericamente, sem tipificação exaustiva e poderia virar uma arma”, disse Dilma Rousseff em seu português peculiar. Para a presidente cassada, com os acordos de colaboração premiada “começa o processo de maior investigação do Brasil”.

Neste ponto, não há o que discordar. Mas em se tratando de Dilma Rousseff, convém lembrar, é o arremate de suas perorações que costuma jogar alguma luz sobre seu confuso raciocínio: “Utilizaram o que construímos contra nós”.

À medida que avançavam as investigações da Lava Jato e os figurões do PT e dos partidos que compunham a base aliada dos governos petistas foram, pouco a pouco, passando à condição de investigados, réus ou sentenciados, a primeira das muitas “narrativas” criadas com o intuito de escamotear a dureza dos fatos – o Brasil fora governado por um grupo de ineptos e criminosos durante o tempo em que o PT esteve no governo federal – dizia justamente que os casos de corrupção que, dia sim e outro também, estarreciam os brasileiros por sua magnitude e desfaçatez só vinham à tona porque foi durante as gestões petistas que foram reforçados ou criados mecanismos eficazes no combate à corrupção, entre os quais um suposto fortalecimento da Polícia Federal e a sanção da lei que Dilma critica no exterior.

Como a médio e longo prazos a realidade sempre se sobrepõe às fantasiosas narrativas, logo a natureza falaciosa do discurso petista ficou evidente. Quatro anos após o início da Operação Lava Jato, gabinetes de todas as instâncias do Poder Judiciário e celas de estabelecimentos prisionais em variados Estados lidam com nomes que não se restringem a apenas um partido político ou coligação.

Os acordos de colaboração premiada representam um dos maiores avanços no combate à corrupção na história do País. Foi graças a eles que investigações policiais que há não muito tempo levariam a nada se tornaram ações penais que resultaram nas condenações de importantes figuras dos meios político e empresarial.

Em que pese o mau uso do instituto que foi feito por alguns membros do Ministério Público Federal (MPF), por razões ainda obscuras para a sociedade, não é a importância da colaboração premiada que deve ser questionada. Fosse uma estadista, Dilma Rousseff seria capaz de reconhecer os avanços trazidos pela Lei n.º 12.850/2013. “Infelizmente”, no entanto, ela prefere seguir sua trajetória política como mais uma agitadora de torcida.

É curioso, mas não chega a ser surpreendente, que Dilma e os petistas se mostrem arrependidos por seus acertos, não pelos erros que cometeram no poder. Pouco antes de ser preso, o ex-presidente Lula da Silva também lamentava não ter avançado em seu segundo mandato com a reinstituição da censura no Brasil, que ele candidamente costuma chamar de “regulação da mídia”.

A presidente cassada Dilma Rousseff deveria se arrepender por ter afundado o País na pior recessão econômica de sua história. Deveria se arrepender por provocar o desemprego de 13 milhões de brasileiros.

Como ex-presidente do conselho de administração da Petrobrás, Dilma deveria se arrepender por ter autorizado a inexplicável compra da refinaria de Pasadena, no Texas.

Como ex-chefe de Estado, Dilma Rousseff deveria se arrepender por ter enxovalhado o nome do Brasil no exterior ao dar apoio a regimes autoritários e populistas na África e na América Latina.

São muitas as razões para um eventual arrependimento de Dilma Rousseff.

Elas só não devem superar as de muitos de seus eleitores.

Publicado no editorial do Estadão do dia 09 de Maio de 2018

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Finalizando

“Não há nada de mais espantoso que a eloquência de um homem que não diz a verdade”

Thomas Carlyle – foi um escritor, historiador, ensaísta e professor escocês durante a era vitoriana

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Chega de Corruptos e corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-12/05/2018

Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foi ao ar em nosso canal do YouTube.

Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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