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Empresário argentino ligado a empresa delatora do “Fifa Gate” cobra R$ 5,7 milhões do Corinthians

“Para trabalhar com clube, precisa ter know-how muito forte, conhecer bem as pessoas dentro do dele, saber quem será o novo presidente, quem é a diretoria de marketing”

(MARTIN LANUSSE)


Na última quarta-feira (09), o empresário argentino Martin Lanusse, por intermédio da “Prowefull Marketing Esportivo”, braço da criminosa “Torneos Y Competencias”, uma das principais delatoras do caso “FIFA Gate”, ingressou com ação de cobrança contra o Corinthians.

O valor é de R$ 5,7 milhões.

A ação corre na 1ª Vara Civel do Tatuapé, à cargo do juiz Paulo Guilherme Amaral Toledo.

Por intermédio da “Torneos”, para adquirir os direitos de transmissão dos principais campeonatos, diversas emissoras de televisão (a rede Globo é citada) pagavam propinas aos mais relevantes cartolas do futebol mundial (entre os quais, segundo o processo, Havelange, Teixeira, Marin e Del Nero).

Em recente entrevista, ao portal “Máquina do Esporte”, Lanusse discorreu sobre sua participação no mercado:

“A Pro nasceu há 13 anos, na Argentina, dentro do grupo Torneos Y Competencias, que tinha todos os direitos da Fox na América Latina e do Campeonato Argentino.”

“Era uma mistura de Globo com Traffic.”

“A Pro nasceu dentro desse negócio para lidar com licenciamento em clubes de futebol.”

“Eles criaram o Torneos Y Competencias Entertainment, na época, para fazer merchandising de clubes, como fazemos hoje com os brasileiros.”

“Um dos sócios caiu, mas mantivemos todos os clientes.”

“Era desconfortável continuar com o mesmo nome, então abrimos duas unidades de negócio, uma de esportes e uma de entretenimento”

“Criamos um processo de trabalho no qual fazemos captação, negociação, seja por Lei de Incentivo ou não, mandamos para o cliente verificar o produto, traduzimos o que é licenciamento de forma muito visual, fazemos contratos, digitalizamos todos os documentos, algo que nos coloca à frente de outras agências e até dos clubes.”

“Para trabalhar com clube, precisa ter know-how muito forte, conhecer bem as pessoas dentro do dele, saber quem será o novo presidente, quem é a diretoria de marketing (…)”

“O clube faz contrato de cessão de marca. Ele cede a marca para a empresa, que paga renda fixa, uma garantia mínima. Depois, recebe royalties, de acordo com as vendas, e esse valor é abatido da renda mínima.”

“Em tudo isso, a Pro ganha comissão. A Pro faz um trabalho ativo de captação de empresas.”

“Os contratos envolvem as três partes, nos quais há renda mínima, royalties, cortesias para o clube usar em eventos, e em tudo isso existem propoções de divisão entre o time e a Pro, como 75% para o clube e 25% para nós em todos esses quesitos.”


A “Prowerfull”, ligada aos criminosos da “Torneos Y Competencias”, chegou ao Corinthians por ação do diretor de marketing Luis Paulo Rosenberg.

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