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Archive for Maio 11th, 2018

Empresário argentino ligado a empresa delatora do “Fifa Gate” cobra R$ 5,7 milhões do Corinthians

Maio 11, 2018

“Para trabalhar com clube, precisa ter know-how muito forte, conhecer bem as pessoas dentro do dele, saber quem será o novo presidente, quem é a diretoria de marketing”

(MARTIN LANUSSE)


Na última quarta-feira (09), o empresário argentino Martin Lanusse, por intermédio da “Prowefull Marketing Esportivo”, braço da criminosa “Torneos Y Competencias”, uma das principais delatoras do caso “FIFA Gate”, ingressou com ação de cobrança contra o Corinthians.

O valor é de R$ 5,7 milhões.

A ação corre na 1ª Vara Civel do Tatuapé, à cargo do juiz Paulo Guilherme Amaral Toledo.

Por intermédio da “Torneos”, para adquirir os direitos de transmissão dos principais campeonatos, diversas emissoras de televisão (a rede Globo é citada) pagavam propinas aos mais relevantes cartolas do futebol mundial (entre os quais, segundo o processo, Havelange, Teixeira, Marin e Del Nero).

Em recente entrevista, ao portal “Máquina do Esporte”, Lanusse discorreu sobre sua participação no mercado:

“A Pro nasceu há 13 anos, na Argentina, dentro do grupo Torneos Y Competencias, que tinha todos os direitos da Fox na América Latina e do Campeonato Argentino.”

“Era uma mistura de Globo com Traffic.”

“A Pro nasceu dentro desse negócio para lidar com licenciamento em clubes de futebol.”

“Eles criaram o Torneos Y Competencias Entertainment, na época, para fazer merchandising de clubes, como fazemos hoje com os brasileiros.”

“Um dos sócios caiu, mas mantivemos todos os clientes.”

“Era desconfortável continuar com o mesmo nome, então abrimos duas unidades de negócio, uma de esportes e uma de entretenimento”

“Criamos um processo de trabalho no qual fazemos captação, negociação, seja por Lei de Incentivo ou não, mandamos para o cliente verificar o produto, traduzimos o que é licenciamento de forma muito visual, fazemos contratos, digitalizamos todos os documentos, algo que nos coloca à frente de outras agências e até dos clubes.”

“Para trabalhar com clube, precisa ter know-how muito forte, conhecer bem as pessoas dentro do dele, saber quem será o novo presidente, quem é a diretoria de marketing (…)”

“O clube faz contrato de cessão de marca. Ele cede a marca para a empresa, que paga renda fixa, uma garantia mínima. Depois, recebe royalties, de acordo com as vendas, e esse valor é abatido da renda mínima.”

“Em tudo isso, a Pro ganha comissão. A Pro faz um trabalho ativo de captação de empresas.”

“Os contratos envolvem as três partes, nos quais há renda mínima, royalties, cortesias para o clube usar em eventos, e em tudo isso existem propoções de divisão entre o time e a Pro, como 75% para o clube e 25% para nós em todos esses quesitos.”


A “Prowerfull”, ligada aos criminosos da “Torneos Y Competencias”, chegou ao Corinthians por ação do diretor de marketing Luis Paulo Rosenberg.

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Ação de cobrança que o São Paulo reverteu na Justiça revela razões da decadência do clube

Maio 11, 2018

Vinicius Pinotti

Em outubro de 2017, o São Paulo ingressou com ação judicial objetivando tornar nula a cobrança de valores da ORBIUM Ltda, assim como a sustação do protesto em cartório por conta deste fato, na casa dos R$ 50 mil.

A empresa alegava que o clube quebrou clausula do contrato de parceria que previa a gratuidade.

Em síntese, no mês de abril de 2015, Luis Roberto Demarco, associado do Tricolor, ofereceu em comodato vinte licenças de software para que fossem utilizadas pelo clube, no site e noutras programas ligados ao marketing.

Um ano após, uma minuta de comodato foi assinada, com duração indeterminada, em que foi inserida como clausula principal a permanência de Vinicius Pinotti em cargo de diretoria no São Paulo, sob pena de rescisão.

Inconformada com a migração de Pinotti da diretoria de marketing para a de futebol, a empresa decidiu executar o Tricolor, cobrando R$ 48,7 mil.

O juiz Christopher Alexander Roisin, da 11ª Vara Civel de São Paulo, deferiu o pedido do clube, tornando sem efeito a cobrança, exigindo a sustação do protesto, com direito a “pito” da ORBIUM, que negava o comodato “sem custo”, que foi revelado, na ação, pela troca de emails entre as partes:

“O pedido é procedente. Embora a ré negue a existência do contrato de comodato, sua existência, validade e eficácia estão comprovadas documentalmente” 

“(…) Ora, se afirma que precisa ser remunerada e que nunca existiu contrato de comodato, porque razão exige o pagamento apenas dos meses de maio de 2017 a agosto de 2017? Inegavelmente porque sempre houve comodato e o que motivou a cobrança foi a saída de Vinícius Pinotti da diretoria de marketing em maio de 2017”

“Além disso, do correio eletrônico retira-se ainda que a condição é Vinícius Pinotti estar na diretoria, diretoria que não foi qualificada no correio eletrônico, mas que segundo a defesa, não poderia ser qualquer diretoria, mas deveria ser a de marketing. Segundo a ata de fls. 131, Vinícius a partir de maio de 2017 passou a ocupar a diretoria de futebol, cumprindo,ictu oculli, a condição imposta”

“Diante do exposto, com fundamento no artigo 487, inciso I, do Código de Processo Civil, JULGO PROCEDENTE o pedido para: i)DECLARAR inexigível a dívida representada pela nota fiscal eletrônica nº 6727 (fls. 129), bem como qualquer cobrança relacionada ao contrato de comodato objeto da lide por seu período de vigência, que foi até agosto de 2017; e ii) CANCELAR definitivamente o protesto de fls.127 (protocolo nº 0009/10.10.17, do 10º Tabelião de Protestos da Capital – SP)”

Apesar da vitória judicial, a derrota institucional do São Paulo, ao aceitar a imposição do nome de um de seus dirigentes vinculado a acordo comercial, não por notório saber ou meritocracia, é evidente e reveladora das razões que levaram à decadência que o clube enfrenta, há algum tempo.

Ações de crimes fiscais cometidos por dirigentes do Corinthians retornam à primeira instância

Maio 11, 2018

Andres Sanches, Raul Corrêa da Silva, Roberto Andrade e André Negão

Em 2014, o Corinthians precisou tomar mais de R$ 100 milhões emprestados de bancos e agentes de jogadores, a juros especulativos, para impedir a prisão de quatro de seus dirigentes por crimes fiscais cometidos no exercício de seus cargos no clube.

Andres Sanches, André Negão, Raul Corrêa da Silva e Roberto Andrade teriam, cada qual com sua responsabilidade, contribuído para a prática criminosa de apropriação indébita concomitante à sonegação de impostos.

O valor depositado (R$ 100 milhões) correspondia apenas a, aproximadamente, 25% da pendência, acima de R$ 400 milhões.

Três inquéritos foram protocolados no STF para investigar o assunto: 4069, 4070 e 4077, todos sob o julgo do Ministro Luis Roberto Barroso, que ontem, por conta da queda do foro privilegiado, devolveu-os para a justiça de São Paulo.

Diferentemente do que os dirigentes alvinegros informam em entrevistas e também nas reuniões do Conselho, as ações não foram encerradas.

Semestralmente, o Corinthians era obrigado a comprovar, no Supremo (terá que fazer também, agora, na Justiça de São Paulo), que mantinha as obrigações resultantes dos crimes em dia, evitando, assim, o rompimento do acordo, que, se ocorrer, deixará os quatro cartolas citados em situação bem complicada.

Em tempo: o Blog do Paulinho noticiou, na noite de ontem, que o STF enviou outro inquérito criminal contra Andres Sanches. Confira os detalhes no link a seguir:

STF envia investigação criminal contra Andres Sanches para a Justiça de São Paulo

 

Medici, Geisel, Figueiredo e os “novos ditadores”

Maio 11, 2018

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Relatório da CIA, revelado após a liberação de documentos do serviço secreto americano até então escondidos por questões de segurança nacional, são absolutamente desmistificadores sobre o período da Ditadura Brasileira.

Os papéis colocam no mesmo balaio do assassino Medici os outros dois presidentes militares do período, Geisel e Figueiredo (este sempre elogiado, agora sabe-se, de maneira ainda mais equivocada, por permitir a transição, que já era inevitável, ao retorno da democracia).

O primeiro era um déspota conhecido, o segundo deu sequência às barbaridades pedindo que os assassinatos fossem mais restritos a ‘subversivos” perigosos, que somente ocorreriam com o aval do terceiro.

Este comportamento, desnudado por agentes da CIA, serve bem para abrir os olhos dos “Novos Ditadores”, quase sempre jovens que sequer imaginam, por ignorância ou desejo de mudança, o que se passava naqueles tempos sombrios da República, e pedem, sem perceber a periculosidade, por vezes incitados pelos perigosos, o retorno da ditadura, como se a democracia fosse a causa de todos os problemas nacionais.

Não é.

Em toda a história da humanidade, quem desvirtuou todos os sistemas políticos possíveis, dependendo da cultura popular de cada região, foram os homens.

O Brasil é um país que tem a maior parte população, lamentavelmente, ensinada, desde o berço, a levar vantagem (no sentido desonesto da palavra), prejudicando o sistema democrático, que não é, de fato, perfeito, mas diante das escolhas possíveis, é a que mais aproxima a humanidade da igualdade.

Dentre tantas diferenças que cercam “democracia” e “ditadura”, é certo que a primeira contamina-se pela ação popular, à margem da lei, em todas as camadas da sociedade, enquanto a segunda é a própria doença, transmitida pelos dominantes, que leva ao extermínio, físico e intelectual, dos dominados.

Leila Pereira humilha conselheiros do Palmeiras

Maio 11, 2018

Em recente reunião, madame Leila Pereira, esposa do dono da Crefisa, que ocupa cargo de conselheira do Palmeiras mesmo tendo concorrido em situação de regularidade não comprovada, deixou claro: somente investirá R$ 60 milhões no clube, em 2019, na condição de que os conselheiros aprovem a extensão do mandato de presidente alviverde, de dois para três anos.

Se não se trata de chantagem, parece.

Essa alteração, que a beneficiaria, evitando a espera de mais duas eleições para que possa concorrer à cadeira máxima do Verdão, em conjunto com a milionária proposta financeira (uma delas) demonstra, talvez, mais do que desejo, estranha necessidade de precisar estar sempre perto de negócios no futebol, campo fértil para quem tem boas intenções, mas também a quem objetiva ocultar crimes ligados ao sistema financeiro.

Ao tratar os conselheiros do Palmeiras com o ultimato exposto na postagem e convidá-los para outra reunião, dias após, com boca livre para mais de 200 deles, em hotel de luxo de São Paulo, Madame aparenta considerá-los de fácil cooptação.

Humilhação para os que sentem-se honrados em servir ao Palmeiras, mas oportunidade para quem deseja se servir do clube.

Marginais da Mancha Verde descumprem penalização que os afastava do estádio

Maio 11, 2018

Juiz Ulisses Pascolatti

Anteontem, o Palmeiras saiu na frente na disputa das oitavas de final da Copa do Brasil ao vencer o América/MG por dois a um, em pleno estádio Independência.

Porém, dois “torcedores”, ligados à facção “Mancha Verde”, não deveriam, mas estavam no local.

Cesar Augusto e Sandro Santos, ambos, segundo informações, impedidos, judicialmente, de frequentarem jogos do Palmeiras.

Devem ter explicações convincentes á prestar ao juiz Ulisses Pascolatti, do JECRIM, que, certamente, deverá chamá-los para reajuste de penalização.

Há petistas apostando estupidamente no apocalipse. E o suicídio como saída moral

Maio 11, 2018

Da FOLHA

Por REINALDO AZEVEDO

Na cabeça dos fanáticos, mantida a inelegibilidade de Lula, o partido não apresentaria uma alternativa

A esquerda é propensa a crenças escatológicas, finalistas. Há, sim, petistas a vislumbrar uma espécie de Apocalipse, com uma era posterior de redenção dos bons e de danação dos maus. A trombeteira é a senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidente da legenda.

Na cabeça dos fanáticos, mantida —e será— a inelegibilidade de Lula, o partido não apresentaria uma alternativa, o que deslegitimaria a disputa. Teria início, então, um longo “processo de lutas”, de sotaque revolucionário, contra o “governo ilegítimo”, o sistema judicial e o “statu quo”. E os mocinhos petistas venceriam os bandidos golpistas…

É delírio de alienados. Mas é certo que custaria caro ao país. Uma avalanche de votos brancos e nulos e a turbulência permanente teriam força para desestabilizar a democracia. Não haveria a menor chance de os companheiros vencerem esse embate no abismo. Ocorre que fanáticos querem ter razão, não vencer. Por isso são tão perigosos.

Jaques Wagner e Fernando Haddad resolveram apostar minimamente na racionalidade e fizeram um aceno discreto a Ciro Gomes (PDT). Foram alvos da fúria de Gleisi, a quem Lula enviou uma carta afirmando que flertar com um “Plano B” corresponderia a uma admissão de culpa, o que é de uma espantosa tolice. “Urna não é tribunal”, escrevi (https://abr.ai/2rB0qAR) no dia 6 de setembro de… 2006!

Para as esquerdas, no entanto, o ex-presidente é o modelo de “intelectual orgânico” vislumbrado por um teórico comunista que escrevia compulsivamente na cadeia: Antonio Gramsci (1891-1937).

É pouco provável que saiam de Curitiba os novos “Cadernos do Cárcere”. Até porque, goste-se ou não do que Gramsci formulou —e eu não gosto—, ele evidenciava uma aguda compreensão do que estava em curso no seu tempo. Parte do comando do PT não está entendendo nada.

O favoritismo de Lula não abre caminho para a sua absolvição. Fecha. Ademais, as pesquisas não expressam a crença na sua inocência. A maioria diz que ele sempre soube de tudo. Sua liderança eleitoral prova apenas o estrago que o Papol (Partido da Polícia) fez na política, que sintetizei neste espaço (https://bit.ly/2G6k6S6) no dia 17 de fevereiro do ano passado: “Se todos são iguais, então Lula é melhor”.

Solto ou preso, Lula não será candidato porque a Lei da Ficha Limpa, que ele sancionou com o apoio unânime do PT, não deixa. Procurem saber o que escrevi sobre essa estrovenga em 2010. Sempre a considerei uma aberração jurídica. Já então o princípio do trânsito em julgado era jogado no lixo.

Se uma pessoa tem chance de ser absolvida em terceira instância, como é que se lhe vai aplicar uma sanção permanente por condenação em segunda? Afinal, o pleito que estará proibida de disputar não volta mais, ainda que venha a ser inocentada.

Ocorre que os companheiros achavam que a dita-cuja faria mal apenas a seus adversários. Aliás, pensavam o mesmo sobre a “lei anticorrupção”, a 12.846, sancionada por Dilma em 2013. Lá está a delação como um vale-tudo. A ex-mandatária agora se mostra arrependida. Também nesse caso, não é por bons motivos.

“Eleição sem Lula é fraude” é sinal de que parte considerável do PT ainda não entendeu que o Papol não discrimina ninguém. O delírio do petismo, que tem a desfaçatez adicional de cobrar que legendas de esquerda se comprometam com o indulto a Lula, só reforça a posição dos carcereiros da política.

Nota à parte: a imprensa descobriu que a Polícia Federal meteu algemas nas mãos, correntes nos pés e uniforme laranja em Luiz Carlos Cancellier de Olivo, então reitor da UFSC, embora não tenha uma miserável prova contra ele.

Em 6.000 páginas de inquérito e 800 de relatório, só se encontram ilações e arranjos narrativos ao gosto destes tempos. Olivo se matou. Os métodos empregados contra o reitor são os consagrados pela Lava Jato. Moral da história: você caiu vítima do Papol? Resta o suicídio.

Nestes dias, só existe inocente morto. Ainda vão me obrigar a reler a carta de Getúlio e a rever o que este país produziu de mais trágico e patético.


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