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Romeu Tuma Junior e a Máfia Chinesa

Paulo Li e Romeu Tuma Junior em viagem à China

Entenda o caso e saiba quais são as principais suspeitas:

Encomendas

Em algumas ligações, o secretário de Justiça aparece como “cliente” de Li. Ele pergunta ao chinês sobre mercadorias que estaria interessado em adquirir, como aparelhos celulares, computadores, videogame, câmera fotográfica e malas de viagem.

Estrangeiros

O inquérito da PF aponta também que Li conseguia agilizar processos em tramitação junto ao Departamento de Estrangeiros, subordinado diretamente ao secretário, além de intermediar a emissão de vistos permanentes para chineses em situação ilegal no Brasil.

Anistia

Após a aprovação da lei que regularizou a situação de imigrantes que viviam irregularmente no Brasil, em julho, o chinês relatou a Tuma Júnior a existência de um mercado ilegal que agenciava processos de anistia para estrangeiros, algo que segundo a PF ele próprio fazia.

Liberação de contrabando

Tuma Júnior é suspeito de ter usado seu cargo para liberar mercadorias apreendidas que pertenciam ao chinês Fang Ze, suposto integrante da rede de negócios de Paulo Li.

Dólares

O secretário foi gravado em um telefonema tentando reverter um flagrante no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, quando agentes da PF apreenderam US$ 160 mil que estariam sendo levados ilegalmente para os Emirados Árabes. Lobby a favor de “genro” – Diálogos interceptados pela PF revelam que Tuma Júnior também buscou obter a aprovação do namorado de sua filha em um concurso público da Polícia Civil de São Paulo.


TRANSCRIÇÕES DE CONVERSAS INTERCEPTADAS PELA POLICIA FEDERAL ENTRE ROMEU TUMA JUNIOR E PAULI LI, ACUSADO DE CHEFIAR A MÁFIA CHINESA NO BRASIL

25 jul 2009
11h05min26s

Tuma Jr. diz a Paulo Li que precisa encontrá-lo. Li diz estar com muitos problemas e que também gostaria de falar com o secretário. No mesmo telefonema, Tuma Jr. pergunta a Li se chegou um aparelho de celular sobre o qual haviam conversado. O secretário pede que Li providencie um videogame importado.

Tuma Jr. – Vamos encontrar à noite pra gente conversar e ver como é que tá (sic) as coisas.
Paulo Li – P., precisa conversar, viu? Muito problema, precisa conversar.
Tuma Jr. – Quer ir sete e meia?
Li – Sete e meia, tá bom?
(…)
Tuma Jr. – Escuta, aquele telefone do Fran chegou, não?
Li – P. que pariu! Chegou uma que não é aquele lá! Chegou preto.
Tuma Jr. – Igual aquele?
Li – Igual aquele lá, mas preto.
Tuma Jr. – É 1.600 também?
Li – Eu trazer pra você ver.
Tuma Jr. – Traz pra mim (sic) ver.
Li – Chegou, mas ninguém tem no Brasil. Ninguém tem. Só esse aqui.
Tuma Jr. – Se for igual, eu troco e dou o meu pra ele. Fica frio.
Li – É, mas não fica bonito. É preto, né caralho!
Tuma Jr. – Deixa eu te falar: lá na Vinte e… lá na Paulista vende aquele jogo Wii?
(…)
Tuma Jr. – Dá pra saber quanto é que é? Eu preciso comprar pra Renata mas na Europa tava caro.
Li – Eu vou, vou dar uma passadinha lá pra ver, tá bom?
Tuma Jr. – Tá bom (…) Daí me fala, aí eu já levo o dinheiro pra você.
Li – Tá bom, Tá bom.
Tuma Jr. – Até já, tchau.

27 Jul 2009
20h16min09s

Por telefone, Tuma Jr. dá satisfação a Paulo Li sobre um dos processos de seu interesse. Trata-se de um pedido de legalização de permanência no Brasil, em trâmite no Ministério da Justiça. Li aproveita para cobrar de Tuma Jr. providências sobre o andamento de outro procedimento. O secretário afirma que transmitirá a demanda a um d re seus subordinados, o diretor do Departamento de Estrangeiros do MJ, Luciano Pestana.

Tuma Jr. – Deixa eu te falar: você tinha pedido um negócio pro Luciano de ‘Uang Hualin Chen Ian’.
Paulo Li – Caramba. O quê que é isso?
Tuma Jr. – Ah, não sei. Era uma permanência. Já tá publicado já, tá?
Li – Ah, é. Daquele negócio lá (…) Tá bom, tá bom, jóia. Que mais?
Tuma Jr. – Publicou dia 16 de julho.
(…)
Li – Como é que chama o cara?
Tuma Jr. – É. Uang Haulin…
(…)
Tuma Jr. – Como é que é o nome do Tomas?
Li – Tomas?
Tuma Jr. – É. É Fang ‘Tche’, é isso?
Li – Fang Ze? Fang Ze é o Tomas. Fang Ze. É.
Tuma Jr. – Como é que fala? Como é que escreve? Fang?
(…)
Li – É, verificar quando que ele chegou aqui no Brasil. Publicou no (ininteligível) permanente dele. Quinze anos contando aquele data.
Tuma Jr. – Quinze anos de permanência. Tá. Eu vou ver aqui.
(…)
Li – Ah, tá bom, tá bom. Você vai ver negócio pra mim, né? Tá bom, então.
Tuma Jr. – Tô vendo tudo já.
Li – Pelo amor de Deus! Porque…
Tuma Jr. – Eu vou passar pro Luciano. Ele vai ver… Vai esclarecer isso aqui.
Li – Esclarecer… E o, e o… Não, não é só esclarecer, né?

EM TEMPO: Paulo Li trabalhou durante três décadas com o ilibadíssimo Senador Romeu Tuma, antes de se tornar assessor de Romeu Tuma Junior (que diz desconhecer as práticas criminosas no chinês) na Secretaria Nacional de Justiça

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