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Cartolagem da CBF sofrerá duro golpe com perda de “esquema” da CBF Academy

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Marco Antônio Teixeira

Em 2011, a FIFA e a UEFA exigiram, como requisito para treinadores brasileiros atuarem no exterior, que a CBF chancelasse os diplomas obtidos por este profissionais em cursos ministrados por entidades especializadas.

A Casa Bandida atuaria como faz o MEC com os cursos mais convencionais, legitimando os diplomas.

Porém, dirigentes da CBF, liderados por Marco Antônio Teixeira, tio de Ricardo Teixeira, de maneira irregular, decidiram aproveitar-se da situação para auferir lucro diante da necessidade dos treinadores, associando-se a empresários de Viçosa/MG, que criaram novos cursos, sem autorização legal para fazê-lo.

Antes, os principais treinadores do Brasil, entre os quais: Tite, Felipão, Zé Ricardo, Jorginho, entre outros, tinham como opção a ABTF (Associação Brasileira dos Treinadores de Futebol), que era regulamentada para ensinar o ofício.

A CBF, com objetivo de tornar-se único caminho para os técnicos conseguirem exercer a profissão, decidiu então monopolizar o mercado, deixando de chancelar cursos que não fossem aplicados na própria entidade.

Treinadores famosos, entre os quais PC Gusmão e Marcelo Troisi, que possuíam certificados da ABTF que a CBF recusava-se a aceitar, foram, por conta disso, demitidos de seus ofícios no exterior.

Com esquema montando, denominado “CBF Academy”, a Casa Bandida passou a cobrar, no mínimo, R$ 20 mil para legalizar a profissão, inviabilizando muitos novatos de seguirem na carreira, mas distribuindo bolsas de estudo a “amigos do Rei”, entre os quais o ex-lateral Branco.

A Lei 8650, explicita a irregularidade da CBF em promover cursos, regulamentando a ABTF e FBTP como habilitadas para tal.

Porém, a moleza da cartolagem está com os dias contados, por conta das entidades que, apoiadas em diversas frentes, estão conseguido expor a diferença, exigindo, na Justiça, a preservação da legislação.

Existem cerca de três mil treinadores, todos associados à ABTF, impedidos de trabalhar por conta do monopólio da CBF.

A mobilização está “desabando” o esquema “CBF Academy”, que deverá continuar apenas com o dever de “chancelar” os diplomas (não aplicar cursos), assim como, em breve, já citado em depoimento na Justiça Americana, deverá cair, também, a prepotência de Marco Antônio Teixeira, candidatíssimo a passar seus últimos dias ao lado do sobrinho, se as autoridades brasileiras se movimentarem.

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Ousadia do Atlético/PR merece aplausos

O Atlético/PR comportou-se com a coragem que outras grandes equipes do futebol brasileiro não ousaram ao contratar o treinador Fernando Diniz para dirigir a equipe em 2018.

Trata-se de um profissional de conceitos interessantes, adepto do bom futebol, que terá no Furacão a chance de comprovar que pode montar equipes ofensivas, técnicas, mas também equilibradas defensivamente.

Precisa apenas controlar o temperamento, por vezes, próximo da má-educação.

Se obtiver êxito, elevar-se-á à condição de um dos melhores profissionais do país, erguendo consigo um clube que, há tempos, luta para ser maior do que é.

Num futebol brasileiro de nível tão baixo, o sucesso de Diniz serviria como mola propulsora à retomada da ousadia de uma nação que se tornou-se reconhecida por praticar o esporte mais relevante do mundo de maneira diferente de tudo o que se via no restante do planeta.

Ezabella pode ser impugnado no Corinthians. Novas descobertas agravaram situação do candidato

Em 30 de dezembro, o Blog do Paulinho revelou, com farto material comprobatório, a relação comercial do candidato a presidente do Corinthians, Felipe Ezabella, com o jogador Elias, ex-Timão, de quem é procurador, inclusive em negócios realizados com o clube.

Felipe Ezabella, Elias e Carlos Leite, que teria gastado R$ 200 mil para comprar votos no Corinthians

No dia seguinte, o associado alvinegro Rolando Wohlers, o Ciborg, fez chegar às mãos do desembargador Miguel Marques e Silva, presidente da Comissão Eleitoral Alvinegra, pedido de investigação sobre o assunto, que respondeu:

“Nós vamos analisar”.

Diz o art. 43 do Estatuto do Corinthians:

“Não poderá fazer parte de qualquer poder social do clube (…) o associado que:”

C) tenha com o Corinthians qualquer tipo de relacionamento profissional, na condição de procurador, empresário, agente de atletas ou como sócio dos que exerçam tais atividades;

D) venha a receber ou reivindicar, sob qualquer pretexto ou justificativa, mesmo profissionalmente, interesses contrários aos do Corinthians ou venha representar terceiros em ações movidas contra a associação (…)”

Após a publicação da matéria anterior, descobrimos novos dados, que comprovam ainda mais o período de ligação de Ezabella com Elias, que o próprio garantiu ser anterior ao vínculo com o Timão, e também outro caso, talvez até mais grave, de oposição aos interesses do Corinthians.

Em seu currículo no LINKEDIN, o candidato deixa claro ser fundador do escritório de advocacia “Goffi Scartezinni”, desde junho de 2001 (16 anos e sete meses), em sociedade com a família Scartezinni, abrangendo, portanto, seu período inteiro como conselheiro, vice-esportes terrestres e e agora candidato à presidência do Corinthians.

Além de participar das negociações de Elias com o Corinthians, tanto a primeira, oriunda da Ponte Preta, quanto a seguinte, retornando de Portugal, sem contar as três ações, recentes, movidas contra agentes de futebol (discussões de partilhas de comissionamentos), muitos outros casos tiveram a participação de Ezabella no resguardo dos direitos do jogador.

Em 2015, por exemplo, Ezabella viajou até o Rio Grande do Sul, promovendo ação de Elias contra o site “Olé do Brasil”:

CASO ROGÉRIO: SÓCIO DE EZABELLA DEFENDEU O PALMEIRAS EM AÇÃO MILIONÁRIA CONTRA O CORINTHIANS

Cid Flaquer Scartezzini Filho, sócio de Felipe Ezabella

Em 2013, o Corinthians ingressou com recurso no STJ contra o Palmeiras, para não perder R$ 32 milhões, cobrados pelo ex-lateral Rogério “Pedalada”, num rolo de direitos trabalhistas até os dias atuais não bem definido.

O advogado do Verdão foi Cid Flaquer Scartezzini Filho, sócio de Felipe Ezabella.

É evidente o conflito de interesses.

Aliás, coincidentemente, ao sair do Corinthians, Rogério foi jogar no Sporting, de Portugal, clube com quem o candidato alvinegro parece manter boas relações.

Voltando ao processo, Ezabella tinha livre acesso, à época, ao departamento jurídico alvinegro, comandado pelo Dr. Sergio Alvarenga, um dos líderes de sua chapa, podendo repassar, se quisesse, informações privilegiadas ao defensor do Palmeiras.

Tirante a evidência do sobrenome “Scartezzini”, que nomeia o escritório do qual o candidato à presidente do Corinthians é fundador, o Blog do Paulinho encontrou casos em que atuaram juntos, comprovando a sociedade.

Num deles, com movimentação processual de 2015, a dupla defendeu o Hospital e Maternidade Santa Joana e a obstetra Dra. Araci Costa contra uma paciente, a Sra. Sandra Cristina, que sentiu-se lesada pelo atendimento prestado:


Cabe agora à Comissão Eleitoral do Corinthians decidir, diante dos fatos expostos, se Felipe Ezabella está ou não apto a disputar a presidência alvinegra.

Os “politizados” jogadores de futebol brasileiros

Incapazes de resolver problemas básicos sem auxílio de terceiros (desde contratos com clubes até simples compras de mercado), não se espera da grande maioria do atletas de futebol do Brasil conhecimento político suficiente para boas escolhas nas urnas em 2018.

Pesquisa realizada pelo UOL é esclarecedora.

Questionados sobre em quem votariam para Presidente, o resultado foi o seguinte:

1º) Não responderam – 58,55%

2º) Bolsonaro – 20,72%

3º) Lula – 5,4

4º) Luciano Huck – 2,7%

O quadro demonstra que o número de alienados é ainda grande maioria, além de avaliação preocupante entre os candidatos mais apoiados: Bolsonaro, um déspota mais à direita; Lula, corrupto condenado que dizia-se de esquerda e Huck, alternativa entre os dois lados, capaz de bajular gente como Aécio Neves e Eike Batista.

Quem é o “trapalhão” do Corinthians ?

Marcio Rasino Hernandes

O Blog do Perrone revelou, ontem, que Marcio Rasino Hernandes, torcedor fervoroso do Palmeiras, foi o associado que protocolou, na Comissão Eleitoral do Corinthians, pedido de impugnação do candidato à presidência do clube, Roque Citadini, sob argumentação de que, como conselheiro do TCE-SP, estaria impedido de exercer cargo diretivo no alvinegro.

Citadini rebate e diz que a jurisprudência lhe assegura razão, caso que deverá ter parecer final ainda esta semana.

Marcio Hernandes, morador do bairro do Tatuapé, cliente assíduo de posto de gasolina na Mooca, nasceu no dia 09 de janeiro de 1970 e mentiu ao dizer que ingressou nos quadros do clube em 1974.

Em verdade foi no dia 09 de março de 1983.

O palmeirense nunca votou nas eleições do Corinthians, muito menos participou de grupos políticos no Parque São Jorge, o que, por razões óbvias, evidenciam-no, ainda mais, como “terceiro” de alguém.

Hernandes, aliás, demonstra verdadeira aversão ao Timão nas mídias sociais.

Ao comemorar o título brasileiro do seu Palmeiras, Marcio publicou:

“Chooooraaa gambazada!!! Enea !!!!”

O palmeirense, que se diz preocupado com o futuro político do Corinthians, comemorou derrota do Timão até para o arquirrival São Paulo:

“kkkkk depois de tomar uma goleada do São Paulo por 4×0 vai precisar mais do que isso. Parabéns Osvaldo de Oliveira, continue assim kkkk piada!!! kkkk”

Se ninguém no Parque São Jorge, diante do evidente quadro, duvida que Hernanes sequer leu o que assinou (na entrevista fugiu da resposta quando questionado sobre detalhes da peça), a grande questão ainda a ser esclarecida é a identidade do contratante, espécie de “trapalhão”, absolutamente descuidado na escolha do preposto.

Adriano, os “amigos” e os vícios

(trecho da coluna de TOSTÃO, na FOLHA)

Outro centroavante que brilhou por pouco tempo foi Adriano.

Se ele tivesse sido ajudado pelos “amigos” e tratado seus problemas psicológicos e vícios com regularidade, continuidade, por médicos e psicólogos, em vez de tantos tapinhas nas costas, bajulações e badalações, ele teria chance de ter jogado as Copas de 2010 e de 2014 e até estar ainda em forma.

O sequestro da emoção

Do PÚBLICO (PORTUGAL)

Por JAMIL CHADE

‘O futebol esteve nas últimas semanas no banco dos réus e seus dirigentes sob a ameaça de uma punição inédita’

O cronista brasileiro Nelson Rodrigues constatava que, em dia de jogo de Copa do Mundo, ocorria “uma suspensão temporária da vida e da morte”. Uma população inteira estaria com seus ouvidos grudados em um rádio de pilha, com o coração batendo no ritmo da narração que chegava pelas ondas. Em jogo estava uma disputa que superava qualquer outra prioridade de suas existências.

Dois anos depois das prisões dos membros da FIFA, em Zurique, praticamente todos os indiciados pela Justiça americana admitiram seus crimes e fecharam acordos de delação premiada. Três deles — o brasileiro José Maria Marin, o peruano Manuel Burga e o paraguaio Juan Napout — insistiam que eram inocentes e que, portanto, iriam se defender.

Mas, à medida que o processo caminhou, ficou cada vez mais claro que não se tratava apenas de um julgamento contra três pessoas. Em jogo estava o futebol internacional, seus cúmplices e suas entranhas do poder.

Não eram poucos na FIFA que me diziam que estavam preocupados com o que poderia ser dito em Nova Iorque, à medida que a data do julgamento se aproximava. Hoje, tudo o que a entidade temia se transformou em realidade. Acusados e testemunhas passaram a usar a corte como um palco privilegiado para revelar o que supostamente ocorre no futebol, muito além da bola. Em suma: dirigentes passaram a tratar o futebol como sua propriedade privada, cobrando propinas [subornos] a qualquer um que quisesse fazer parte da milionária indústria do esporte.

O processo, por exemplo, atinge em cheio as pretensões do Catar de sobreviver como sede da Copa até 2022. O ex-dirigente argentino, Julio Grondona, morto em 2014, foi apontado como receptor de um milhão de dólares em troca de seu voto aos árabes para que pudessem sediar o Mundial. Ele era o presidente do Comitê de Finanças da Fifa e, em outras palavras, era o dono da chave do cofre da entidade.

Ao relatar o caso diante da juíza Pamela Chen, o empresário argentino Alejandro Burzaco revelou como Grondona lhe contou bastidores do dia da votação para escolher a sede das Copas. Nas primeiras rodadas da eleição, o então presidente da CONMEBOL, Nicolas Leoz, teria votado pelo Japão e Coreia do Sul como sede de 2022. No intervalo da reunião, Grondona e Teixeira chegaram até o paraguaio e o “chacoalharam”. “O que você está fazendo?” Quando o processo eleitoral foi retomado, Leoz mudou de comportamento e votou pelo Catar, para o alívio dos demais dirigentes.

O Catar voltou a ser citado quando executivos indiciados por pagamentos de propinas confirmaram, diante do tribunal, que uma empresa do país do Golfo estava prestes a se associar com os agentes hoje acusados quando a crise estourou. Se não bastasse, na Europa, o dinheiro do Catar no futebol também está na mira da Justiça.

Na Suíça, investiga-se a corrupção do capital do Golfo na aquisição de direitos de TV para a Copa do Mundo. Na França, autoridades encontraram uma conta em Mônaco em nome do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira. Nela, recursos vindos do Catar teriam sido depositados.

Em uma conversa que eu mantive com o ex-presidente da FIFA, Joseph Blatter, em meados de novembro, ele confirmou que foi a vitória do Catar para sediar a Copa de 2022 que abriu o “caos” em sua instituição e no futebol. Segundo ele, havia um acordo de que o Mundial iria para os EUA. Mas o consenso “fracassou” depois da intervenção da política francesa, do Presidente da França (Sarkozy), que se encontrou no Palácio do Eliseu com o príncipe herdeiro do Catar, hoje o emir do país do Golfo.

“Depois daquilo, Michel Platini veio até mim e me disse: ‘Desculpe-me Sepp, não posso garantir mais meus votos para os EUA’”, contou. Blatter está convencido de que se o Catar não tivesse ficado com o Mundial, “não estaríamos nessa situação caótica”.

Mas, em Nova Iorque, o torcedor começou a descobrir que não são apenas os grandes eventos globais que podem ter sido comprados. Na América do Sul, executivos levados à corte como testemunhas relatam como pagaram milhões de euros em propinas em troca de contratos para torneios. Copa Libertadores, Copa Sul-Americana, Copa do Brasil, Copa América e tantas outras eram, no fundo, eventos que enriqueciam alguns poucos, alimentados pela paixão de milhões. Todos foram condenados e imediatamente levados a prisões federais americanas.

Não escaparam nem mesmo grandes grupos de imprensa do Brasil, Espanha e América Latina, citados como parte do esquema de corrupção. No caso da TV Globo, ela foi mencionada como tendo destinado supostas propinas para ficar com o direito de transmissão das Copas de 2026 e 2030. Todas as empresas citadas negam qualquer tipo de responsabilidade.

Mas o que o processo que terminou na sexta-feira, dia 22, revelou é que, de fato, uma paixão que mexe com um garoto no interior do Amazonas, na periferia de uma grande cidade europeia ou mesmo entre a camada mais privilegiada de um país foi sequestrada por um grupo de oligarcas da bola com um único objetivo: o enriquecimento próprio.

De forma infesta, usurparam uma das poucas coisas que é legítimo em um torcedor: sua emoção. A cada partida assistida em campo ou na televisão, em cada camisa comprada, em cada item adquirido, o torcedor aparentemente não financiou o futebol. Mas seus donos, em contas secretas em Andorra, Suíça e paraísos fiscais.

Desde criança, foi vendida a história a todos nós de que nossas seleções nos representam. Quando ganham, são recebidos como heróis nacionais numa conquista “do país”. Quando são humilhados em campo, é uma nação inteira que flerta com a depressão.

Nos próximos meses, estaremos todos de olho em nossos adversários na Copa de 2018. Faremos análises profundas sobre nossas chances de chegar até a próxima fase, estudaremos cada jogador dos “inimigos”. Sonharemos com uma final inédita entre Portugal e Brasil, em que o grito de “campeão” ecoe pelo mundo na língua de Camões e de Nelson Rodrigues.

Mas, longe de Moscovo, descobrimos numa corte americana que os verdadeiros adversários não estão do outro lado do campo. Estamos descobrindo que esse futebol, em alguns lugares do mundo, tem dono. E não é o torcedor.

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