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Após “caso contrabando”, Tuma Junior desistiu de duas candidaturas e foi alvo de condução coercitiva da PF

Paulo Li e Romeu Tuma Junior em viagem à China

Em 2007, por conta de acordo do Senador Romeu Tuma com o Governo do PT, que consistia, segundo informações de jornais à época, em abafar a CPI da Petrobrás e em ajudar o “companheiro” Andres Sanches a eleger-se presidente do Corinthians, o rebento Tuma Junior foi alçado ao cargo de Secretário Nacional de Justiça.

Três anos depois, sem conseguir afastar-se de práticas notórias da família, Romeu Tuma Junior foi demitido pelo Ministério da Justiça, após acusações, expostas pela mídia, de facilitação aos procedimentos da Máfia Chinesa, em que o assessor de seu gabinete, Paulo Li, era figura proeminente do esquema.

Daí por diante a vida do ex-delegado desandou.

No dia 27 de setembro de 2010, o MP-SP instaurou procedimento de investigação por improbidade administrativa contra Tuma Junior, arquivado um ano depois, mas com investigações prosseguindo no âmbito federal:

Tuma Junior, receoso e com desejo de retornar à vida pública, impetrou pedido, no Ministério da Justiça, em 2012, solicitando direito de “Acesso à Informação” sobre ações criminais que tramitaram contra ele, desde 2002 até a presente data, assim como saber, também, se outras pessoas ou veículos tiveram acesso aos dados.

Esclarecendo que investigações sob sigilo não podem ser fornecidas a supostos investigados, e que o pedido não se enquadrava na Lei de Informação, o MJ negou-lhe, em 26 de fevereiro de 2013, a documentação (no link abaixo, a negativa do Ministério):

Tuma acesso à informação

Apalavrado com o DEM, Tuma Junior lançou-se candidato a vereador em São Paulo, sob nº 25222, mas, aparentemente, sem ter certeza de sua condição jurídica, renunciou:

É curiosa a relação de bens do candidato, totalizada em R$ 135.522,00 (uma Moto Honda 1995, um carro Stylo 2005 e uma capitalização no Banespa), apesar dele, há seis anos atrás, período da campanha, já desfilar em bons veículos, morar em residência de padrão elevado e administrar alguns imóveis.

Com a fracassada tentativa de retorno à política, Tuma Junior, ainda envolto em dúvidas sobre procedimentos de investigação que poderiam complicar-lhe a vida pessoal, decidiu se aposentar, mas somente conseguiu fazê-lo através de Mandado de Segurança, após diversas negativas do DAP, da Polícia Civil, por, supostamente, não possuir os requisitos necessários:

Meses depois, no dia 05 de agosto de 2014, a Polícia Federal solicitou Mandado de Condução Coercitiva a Romeu Tuma Junior, aparentemente cumprido em sua residência, sobre inquérito mantido em sigilo até os dias atuais:

Após o sucesso de vendas, com grande ajuda da revista VEJA, da obra de ficção denominada “Assassinato de Reputações’, Tuma Junior foi instado, novamente, a tentar entrar na vida pública, desta vez pelo PTB, em acordo com o desfrutável vereador Campos Machado, que dispensa apresentações.

O ex-delegado registrou candidatura a vereador de São Paulo no dia 10 de agosto de 2016 – fato que nunca revelou a ninguém, sob nº 14141, mas, após verificação de nova possibilidade de virem à tona problemas do passado, renunciou, doze dias depois, não sem antes ter exposto, pelo TSE, ação criminal que responde, até os dias atuais, por calúnia, injúria e difamação, por conta de supostas mentiras contadas no livro a que nos referimos na matéria:

Agora, em 2018, Tuma Junior objetiva, mais uma vez, retornar ao holofotes políticos, razão pela qual lançou-se candidato à presidência do Corinthians, mesmo sabendo não possuir chances de obter êxito na empreitada.

Não por acaso, em vez de registrar o domínio de internet com nome de sua chapa, a contraditória “Democracia Corinthiana Participativa”, decidiu fazê-lo com o endereço “tuma2018”, que servirá, por razões óbvias, para a disputa de outubro, no âmbito nacional.

Difícil é saber se o tiro não sairá pela culatra, diante da exposição negativa que pode gerar uma provável última colocação no pleito alvinegro, sem contar a recente fala, publicada no Estadão, defendendo “calote” na CAIXA sobre as dívidas do estádio de Itaquera, e se os problemas judiciais do candidato estarão resolvidos, para evitar a terceira renúncia seguida, passível, em piada popular, de pedir “música no Fantástico”.

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