Romeu Tuma Junior votou em Andres Sanches, no Corinthians, para garantir cargo no Governo Lula

Romeu Tuma Junior e Lula

“Sou oposição há mais de 20 anos” é um dos mantras repetido à exaustão pelo candidato a presidente do Corinthians, Romeu Tuma Junior, auxiliado pela distância cronológica dos fatos e pela falta de interesse da imprensa em investigar a informação.

A verdade é bem diferente.

Em 2007, o senador Romeu Tuma acertou com o PT a nomeação de seu filho ao cargo de Secretário Nacional de Justiça.

As reuniões, realizadas com José Dirceu e José Genoino, iniciadas em abril de 2007, definiram as seguintes condições, de interesse estratégico do partido, para a efetivação do acordo:

  • engavetar a CPI da Petrobrás, gerando prejuízos, hoje sabe-se, milionários ao país;
  • votar contra a cassação de Renan Calheiros;
  • ajudar a eleger Andres Sanches na presidência do Corinthians

Engavetamento CPI da Petrobrás

No dia 06 de setembro de 2007, a FOLHA noticiou que Romeu Tuma , havia uma semana, conseguiu as assinaturas necessárias para engavetar as investigações sobre os atos criminosos na Petrobrás.

Pela manhã, na mesma data, o Diário Oficial da União oficializava a posse de Romeu Tuma Junior, assinada pela então Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, como Secretário Nacional de Justiça:

Estava cumprida a primeira parte do acordo.

Desenforcando Renan Calheiros

Em 2007, todos os jornais do país tratavam como certa a cassação do senador Renan Calheiros (PMDB), após, dias antes da votação, escutar dos senadores votantes que o placar mínimo necessário, de 41 votos, estava garantido.

À época corregedor da casa, Romeu Tuma soube agir com discrição.

No dia 06 de setembro, em duas votações abertas (pré-plenário), no Conselho de Ética e na CCJ, Tumão, com esperteza dos que administravam, sem alarde, container no Porto de Santos e galpões na cidade de Caieiras, votou contra Renan.

Porém, o jogo no pleno do Senado, disputado em 12 de setembro de 2007, com voto fechado, foi bem diferente.

Por apenas um voto (dos 41 necessários, apenas 40 pediram a cassação), Renan Calheiros foi absolvido.

No dia 17 de setembro, a FOLHA revelou que, nos bastidores de Brasília, apesar de ter sinalizado em duas oportunidades, com voto aberto, pela degola de Renan, o senador Romeu Tuma, na votação fechada, mudou de lado, citando ainda, como razão para tal, acordo para favorecer o filho, Tuma Junior, indicado à Secretaria Nacional de Justiça.

Todas as partes, por razões óbvias, sempre negaram.

Cumpria-se a segunda etapa do acordo.

Elegendo Andres Sanches no Corinthians

Após cumprir as primeiras “tarefas”, o senador Romeu Tuma começou a abordar, pessoalmente e por telefone, conselheiros do Corinthians (as eleições de 2007 foram indiretas) pedindo votos a Andres Sanches, sob pretexto de “unir o Corinthians”.

O Blog do Paulinho conversou com cinco conselheiros, entre dezenas de aliciados, que confirmaram a manobra do senador.

Na data da eleição, em 09 de outubro de 2007, os Tumas, pai e Junior, reiteraram os pedidos pessoalmente, consequentemente, votando a favor do candidato do PT.

Sanches foi eleito com 175 votos, contra 158 de Paulo Garcia, 14 de Osmar Stabile e 03 em branco.

A palavra foi cumprida, a bem do PT e dos Tumas, para desespero do Brasil, do Corinthians e decepção, agora, da Operação Lava-Jato.

O desenrolar dos acontecimentos é conhecido do público, Tuma Junior foi demitido do Governo, em 2010, acusado de facilitar a vida da Máfia Chinesa no Brasil, defendendo-se com argumentos inverossímeis, entre os quais que desconhecia as práticas de Paulo Li, assessor direto do gabinete, que era funcionário de seu pai há 30 anos.

Cartão de Paulo Li, apontado como chefe da Máfia Chinesa, com a indicação “Assessor Especial” de Romeu Tuma Junior

Anos depois, Tuminha lançou um livro, “Assassinato de Reputações”, em que denuncia graves condutas do ex-presidente Lula, algumas verdadeiras, insinuando, inclusive, ser ele um dos anuentes com o assassinato de Celso Daniel.

Não explicou, porém, as razões dele próprio (Tuma Jr.) ter aceitado trabalhar para alguém que, segundo a publicação, sabia, desde os anos 80, tratar-se de um dos maiores bandidos nacionais.

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4 ideias sobre “Romeu Tuma Junior votou em Andres Sanches, no Corinthians, para garantir cargo no Governo Lula

  1. Queria muito que essas figuras sumissem do Corinthians, e não só o Tuma, que parasita o clube há séculos, mas Andrés, Citadini e Garcia, Todos sem nenhuma competência pra tirar o clube dessa situação e que tão esperando sua vez pra mamar.

  2. Mas ele não era teu parceiro? To confuso

    Paulinho: Foi, por alguns meses, meu advogado…. nunca amigo… o rompimento se deu quando ele se achou no direito de pedir imoralidades ao blog e eu recusei

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