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Archive for 21 abril, 2017

O país em que Ricardo Teixeira e Del Nero se divertem

abril 21, 2017

Reportagem de Sérgio Rangel, para a FOLHA, dá conta de que o magnata indiano Lalit Modi, acusado por corrupção em seu país (enriquecimento ilícito), estaria negociando parceria com a CBF.

Nada mais provável diante do histórico de ambos.

Triste é evidenciar que, durante o período em que esteve no país, o indiano foi acompanhado, com todas as diversões possíveis (entre os quais passeio de helicóptero do empresário Wagner Abrahão), pelo ex-presidente das Casa Bandida, Ricardo Teixeira, que em vez de estar escondido embaixo da cama, como ocorreria com notórios corruptos em países sérios, posava para fotos publicadas em redes sociais.

“O Rei do Futebol”, chegou a dizer Modi ao referir-se a Teixeira, o que escancara, ainda mais, a falta de moralidade do indiano.

Por fim, não poderia faltar os registros com Del Nero (que não viaja por medo do FBI), com direito a utilização da camisa da Seleção Brasileira (com o nome do possível parceiro grafado) e a bajulação habitual dos membros da “corte” (ou seriam os bobos?), Walter Feldman e Rogério Caboclo.

Enquanto não existir uma Operação nos moldes da “Lava-Jato” no esporte, fugindo da promiscuidade de apurações vazias realizadas por CPIs quase sempre comandadas por bandidos, essa gente que faz e desfaz continuará, entre uma diversão e outra, curtindo com a cara de quem deseja seriedade no futebol nacional.

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Empresa ligada a ex-vice de finanças do Corinthians está enrolada, também, no caso Panamericano

abril 21, 2017

Felipe Ezabella, Raul Corrêa da Silva, Sergio Alvarenga e Fernando Alba

Recentemente, a Polícia Federal deflagrou a “Operação Conclave”, em que investiga falcatruas cometidas durante o Governo Lula, por intermédio da CAIXAPAR, no intuito de evitar a falência do Banco Panamericano, à época de propriedade do grupo Silvio Santos.

Se, no passado, um ex-dirigente do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg, por conta de ocupar cargo remunerado no Conselho da instituição, foi apenado em oito anos sem poder operar no mercado financeiro, agora, segundo relatório da Justiça Federal, outro velho conhecido do clube parece estar enrolado.

Diz trecho do documento:

“(…) em 2009, o vice-presidente de finanças e diretor da CAIXAPAR concluíram favoravelmente a um negócio prejudicial ao sistema financeiro dessa instituição e da própria Caixa Econômica Federal, além da contratação da BDO CONSULTORES, que em tempo exíguo (curto) encaminhou correspondência à CAIXAPAR, elaborada por Luis Guilherme Raposo, com opinião prévia sobre valor econômico das ações do banco Panamericano, atestando que o valor atribuído pelo FATOR S/A era “plausível e razoável”

“(…) nenhuma delas (BDO inclusive) detectou as falhas da operação empresarial e os riscos, até porque tudo foi feito apressadamente com o propósito deliberado de concluir o negócio entre a CAIXAPAR e o Panamericano”

Em resumo, a PF acredita que a BDO foi contratada para conceder parecer “maquiado”, com dados falsos sobre o Panamericano, facilitando e participando do golpe que beneficiou o grupo Silvio Santos à custa de dinheiro público.

A BDO é uma empresa internacional de consultoria, contabilidade, auditoria e afins que opera no Brasil associada à RCS Auditores Independentes, de propriedade do ex-vice-presidente de finanças do Corinthians, Raul Corrêa da Silva, fusão esta que renomeou o grupo para BDO/RSC.

Em resposta às acusações, a BDO/RSC informou à imprensa que à época dos fatos esta composição (fusão) inexistia, e que o atual grupo nada teria a ver com os fatos criminosos relatados pela Polícia Federal.

Porém, basta pequena verificação sobre o nome do dirigente apontado pela “Operação Conclave”, Luis Guilherme Raposo Machado Costa, para observar que além de ter operado pela BDO neste episódio, participou, também, conforme palavras do próprio “como sócio para a prática de fusões da BDO”.

É importante sempre relembrar que Raul Corrêa da Silva, presidente da BDO/RSC, ocupou a vice-presidência de finanças do Corinthians, sendo, no exercício deste cargo indiciado em três oportunidades no STF pela prática de crimes fiscais, além de, recentemente, ter sido apontado pelo economista Emerson Piovesan (seu sucessor no Timão), em documento protocolado no Conselho Deliberativo do clube, como responsável por “maquiagens” nos balanços alvinegros, mais precisamente o do exercício de 2014.

Foi responsável, também, por rubricar quase todos os documentos que viabilizaram o negócio entre Corinthians e Odebrecht para a construção do estádio de Itaquera, um deles, acusado de fraudulento, outro, indevidamente, como se fosse representante da Jequitibá Patrimonial (parceira da construtora), ambos quase ocasionadores do impeachment do presidente do Corinthians, Roberto Andrade.

Ouça a rádio Rock n’ Gol ao vivo !

abril 21, 2017

Blog do Paulinho

(excepcionalmente hoje não teremos a exibição do programa Blog do Paulinho, que retornará na próxima segunda-feira, às 10h30)

Coluna do Fiori

Comissão de Vereadores dá parecer favorável à concessão de Título de Cidadão Paulistano ao treinador Tite

abril 21, 2017

 

E reunião realizada na última quarta-feira (19), a Comissão de Educação, Cultura e Esporte aprovou parecer nº 307/2017, dando sequência à concessão do Título de Cidadão Paulistano ao treinador Tite, da Seleção Brasileira.

Votaram os vereadores: Cláudio Fonseca (PPS), Celso Jatene (PR, George Hato (PMDB) e Toninho Vespoli (PSOL), com relatoria da vereadora Aline Cardoso (PSDB) e presidência da mesa de Arselino Tatto (PT).

A homenagem foi proposta pelo vereador Alessandro Guedes (PT).

Diz o parecer:

O presente projeto de decreto legislativo, de autoria do nobre Vereador Alessandro Guedes, dispõe sobre a outorga de Título de Cidadão Paulistano a Adenor Leonardo Bachi, e dá outras providências.

A Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa exarou parecer pela legalidade.

A Comissão de Educação, Cultura e Esportes, no âmbito de sua competência, entende que o presente projeto é meritório e deve prosperar eis que rende homenagem a importante personalidade do futebol nacional, tendo sido jogador profissional até meados da década de 80 e iniciado trajetória ascendente como treinador de futebol na década de 90.

Na década de 2000 atuou nos principais clubes de futebol nacional, com projeção internacional.

Em 2012, como técnico do Sport Club Corinthians Paulista, Tite, como é conhecido, foi eleito o melhor técnico da Copa Libertadores da América.

É o único técnico brasileiro a conquistar os dois torneios mais importantes da América, além da Libertadores, também a Copa Sul-americana.

Atualmente é técnico da seleção brasileira de futebol a qual é a primeira seleção classificada para a Copa de 2018 (Rússia) fora a própria sede, com quatro rodadas antecipadas.

Assim, a homenagem é justa e o parecer é favorável.

Advogada mais temida pelos clubes de futebol recebe prêmio “personalidade do ano” no esporte

abril 21, 2017

Da Lei de Gerson para a Lei de Rodrigo Caio

abril 21, 2017

Da FOLHA

Por ROGÉRIO CHEQUER

Cena inusitada aconteceu no último domingo, semifinal do Campeonato Paulista, entre São Paulo e Corinthians.

Numa disputa de bola, o volante Jô e o zagueiro são-paulino Rodrigo Caio se embolam, e da confusão sobra um pisão na perna do goleiro do São Paulo. O juiz achou que tinha sido Jô o autor da pisada, e aplicou-lhe um cartão amarelo. Com dois cartões acumulados, Jô ficaria de fora do próximo jogo. Mas foi aí que aconteceu o inesperado.

Rodrigo Caio saiu de onde estava e foi falar com o juiz. Disse que tinha sido ele quem pisara no goleiro. Diante da confissão, o juiz retirou o cartão amarelo de Jô.

A cena, encarada como inusitada, gerou todo tipo de polêmica. A atitude de Rodrigo Caio foi elogiada pelos adversários e dirigentes (e, pasme, criticada por um colega). Chama a atenção que Rodrigo Caio não precisava fazer nada para que seu time levasse vantagem; bastava que ficasse calado. Mas não, ele tomou a iniciativa de ir até o juiz para esclarecer a verdade.

Em tempos de delações premiadas, passamos a assistir, todos os dias, depoimentos de executivos que contam realidades ultrajantes do Brasil. A diferença é que eles não o estão fazendo pela ética ou pela moral, e sim para não passarem anos na prisão. A exemplo de Marcelo Odebrecht, relutaram por mais de um ano em dizer a verdade. Só decidiram por ela quando viram que não havia mais saídas. Quando perceberam, pela primeira vez na vida, que de nada adiantaria a fortuna e influência que têm, ou uma equipe de advogados tão caros quanto inescrupulosos, pois foram pegos com a boca na botija. Só decidiram contar a verdade quando perceberam que, neste caso, não haveria Lei de Gerson.

Rodrigo Caio, por sua vez, nada ganharia com sua atitude. Muito pelo contrário, teria que enfrentar no jogo de volta um dos jogadores adversários mais perigosos. Ganharia apenas a tranquilidade de ter falado a verdade. E não hesitou em fazê-lo.

Cultura se cria a partir do comportamento de líderes e influenciadores. Suas atitudes são tomadas e seguidas como modelo. Um exemplo como este, vindo de um dos maiores hábitos do brasileiro —acompanhar futebol— começa a criar um precedente virtuoso para o povo.

Por fim, vale refletir o porquê de um evento como esse ser tratado como algo inusitado. Quando acontece na Europa, não chama a atenção. Mas num país onde, seja no esporte, nos negócios ou na política, o honesto é visto como trouxa, essa coragem, principalmente quando isenta de trocas, abre esperança de uma nova cultura. Chega da Lei de Gerson. Que venha a Lei de Rodrigo Caio.


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