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Archive for 18 de abril de 2017

Apito, Cristiano Ronaldo e Marcelo colocam Real Madrid na semifinal da Champions

abril 18, 2017

Real Madrid e Bayern realizavam uma grande partida de futebol, os alemães venciam por dois a um e tinham grande chance de fazer o terceiro, até que a arbitragem, em poucos minutos, deixou de expulsar Casemiro e o fez com Vidal, injustamente, no final da segunda etapa.

O ato findou as chances alemãs de vencer no tempo normal e tornaram-nos presas fáceis na prorrogação.

Antes disso, Cristiano Ronaldo abriu o marcador de cabeça, no ínício do segundo tempo, mas o Bayern virou, em penalidade bem convertida por Lewandowski, e num  num gol contra de Sérgio Ramos.

No tempo extra, genial, Cristiano Ronaldo fez mais dois, totalizando impressionantes 101 gols na Champions League, um deles, porém, quando o jogo estava empatado, em clara posição de impedimento.

Uma lástima.

O outro, dado de bandeja por Marcelo – que jogou um partidaço ! – após o brasileiro passar por três jogadores e tocar para o português, com trabalho apenas de empurrar para as redes.

Deu tempo ainda para Asensio dar números finais ao placar, noutro belo tento.

O Real segue rumo à tentativa de seu 12º título no torneio, contando com Cristiano ronaldo afiado e os árbitros, talvez por sorte, sempre simpáticos ao clube espanhol nos lances mais decisivos de suas últimas partidas.

Em tempo: outro classificado para as semifinais foi o Atlético de Madrid, que empatou com o Leicester, na Inglaterra, em um a um.

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As malandragens de Rogério Ceni

abril 18, 2017

O treinador Rogério Ceni, mito Tricolor, além de ironizar a atitude leal de seu atleta, Rodrigo Caio, durante a partida do São Paulo contra o Corinthians, fugiu da resposta sobre se teria a mesma atitude do jogador, ou seja, apontar ao árbitro equívoco que, por ventura, levasse ao desfavorecimento de sua equipe:

“Eu já parei. Não vou responder isso.”, falou.

Mas, em entrevista a Jô Soares, em 2007, Ceni deixou bem claro seu posicionamento, contando vantagem sobre pequena “malandragem” cometida, pelo próprio, em desfavor do adversário, o Santos Futebol Clube.

Confira:

Há ainda, em sua vida particular, o famoso “Caso Dona Olga”, revelado pelo Blog do Paulinho, em 2013:

Exame grafotécnico derrotou Rogério Ceni na Justiça

Cadê o Conselho de Ética do Corinthians ?

abril 18, 2017

Desde a última semana, dissidentes do grupo Renovação e Transparência estão sendo achincalhados e ameaçados pelo vice-presidente do Corinthians, André Negão, que diz, inclusive, saber “quem levou dinheiro do clube”.

Entre os apontados, nitidamente, estão os ex-dirigentes Sergio Alvarenga, Raul Corrêa da Silva, Felipe Ezabella e Fernando Alba (os tais “quatro” que se reuniram nos jardins – segundo palavras de Negão).

Se, como pessoas físicas, sabe-se lá por quais razões, nenhum deles respondeu, fica a dúvida sobre o silêncio escandaloso do Conselho de Ética alvinegro, que, por muito menos, perseguiu associados críticos da gestão.

Principalmente porque entre seus membros está um dos ameaçados, o Dr. Sergio Alvarenga, que, por razões óbvias, não pode alegar desconhecimento das acusações.

A falta de iniciativa para, no mínimo, apurar as palavras de André Negão, é indicativa de que algo pode ter fundo de verdade, apesar de que, as ameças, ainda assim, deveriam ser objetos de reprovação.

Ouça a rádio Rock n’ Gol ao vivo !

abril 18, 2017

Blog do Paulinho

Entre o ruim e o pior, o São Paulo será derrotado nas eleições

abril 18, 2017

Logo mais, à partir das 19h, 239 conselheiros do São Paulo estarão aptos a escolher, por via indireta, o presidente do clube, que permanecerá no cargo, se não for cassado (como Aidar) até o ano de 2020.

As opções, lamentavelmente, não são animadoras.

Votar no presidente Leco, adepto de práticas subterrâneas quando diretor de futebol, pouco competente nas decisões administrativas do clube, além de populista (a efetivação de Rogério Ceni, ainda imaturo, como treinador é o caso mais relevante) representa dar continuidade ao que está ruim, com poucas perspectivas de melhora.

Porém, a opção pelo adversário é ainda pior.

Escolher Eduardo Mesquita Pimenta é trazer de volta ao poder são-paulino a figura de Carlos Miguel Aidar e tudo o que ambos representam, personagens que são de tristes histórias no Tricolor.

Os dois foram expulsos do São Paulo, acusados de práticas absolutamente reprováveis, ligadas à corrupção.

Por trás deles, está o dinheiro de Abílio Diniz, que, segundo diversas testemunhas, entre as quais um repórter da rádio Jovem Pan, estaria comprando votos de conselheiros adeptos do “toma-lá-dá-cá”.

A única certeza, diante de tão triste quadro, é que o São Paulo, instituição, será derrotado, independentemente do resultado apurado ao final da noite de hoje.

Herança de Lulinha? Corinthians é processado por jogador de Futebol Americano

abril 18, 2017

Na última sexta-feira (14), o jogador de futebol americano, Gabriel Hassani André Piaui, ingressou com ação de cobrança contra o Corinthians, por Dano Moral, na 1ª Vara Cível do Tatuapé.

O atleta fez parte do Corinthians Steamrollers, que, segundo o deputado federal Andres Sanches, era um dos “serviços” (a criação do time) atribuídos a Luis Claudio Lula da Silva, o Lulinha, quando não frequentava baladas com o dirigente.

Vale lembrar que a empresa do filho de Lula, a Touchdown, é acusada, no âmbito da Operação Lava-Jato, de ter sido criada com a finalidade de trabalhar dinheiro sem origem comprovável.

Outro processado por Gabriel é o suposto manager da equipe, o dirigente Ricardo Trigo, que também atuava como jogador do clube.

Há poucas informações ainda sobre o teor do processo, que foi registrado sob nº 1005192-77.2017.8.26.0008, apenas que outros jogadores da mesma equipe, que, apesar de cuidada por terceiros tem o Corinthians como solidário, pretendem, também, tomar o mesmo caminho.

Caio Campos, Alexandre Frota, Mario Gobbi e Ricardo Trigo

Reação negativa ao gesto de Rodrigo Caio é retrato da cultura brasileira

abril 18, 2017

Enquanto o jogador Rodrigo Caio escondia-se dos holofotes, vários, alguns até aproveitadores, de boa parte da imprensa que tentava exaltá-lo por conta de um gesto de honestidade explícita na partida em que atuou pelo São Paulo contra o Corinthians, demonstrando, felizmente, ter ciência do simples cumprimento da obrigação, outros, contaminados pela cultura brasileira, que vitima grande maioria de seus cidadãos, não se constrangeram em criticá-lo.

O zagueiro Maicon, companheiro de profissão, contratado em transação obscura (R$ 30 milhões), detonou:

“Eu acho que é melhor a mãe dele [Jô] chorando do que a minha. Prefiro a mãe dos meus adversários chorando do que a minha”.

Não se podia esperar declaração melhor da facção criminosa Independente, formada, em grande parte, por bandidos que se dizem torcedores do Tricolor:

“não existe generosidade com quem nunca irá nos dar a mão”.

Em contra-partida, esperava-se, se não a indevida exaltação, pelo menos o apoio do comandante de Rodrigo Caio, o Mito Rogério Ceni, mas houve contradição.

Ao mesmo tempo em que falou, ironicamente, que seu zagueiro comportou-se como cavalheiro, ao ser questionado se teria a mesma atitude dele no gramado, o ex-goleiro respondeu:

“Eu já parei. Não vou responder isso.”

Nos bastidores, há relatos de que outros jogadores e boa parte dos dirigentes do São Paulo incomodaram-se com a atitude de Rodrigo Caio, alguns até pedindo sua cabeça na proxima janela de transferências.

Este é, em escala menor, mas em proporção semelhante, o comportamento do povo brasileiro, “levador de vantagens” que sempre, por conta disso, acaba vivendo em desvantagem, iludido por uma cultura suja, que reflete os resultados nos setores determinantes da sociedade, muitos deles investigados, diariamente, por ações recentes da Polícia Federal.

Neste país, quem age com correção é tratado como “otário”, pelos doutrinados da “malandragem”, e exaltado por aqueles que lutam para manter intactos os bons princípios, não por acharem especial agir com honestidade, mas para que o exemplo possa, de alguma maneira, mudar pensamentos e atitudes reprováveis do cotidiano.

Por que não estamos nas ruas?

abril 18, 2017

Da FOLHA

Por JOÃO PINHEIRO DA FONSECA

Em 2013 eu e milhões de brasileiros tomamos as ruas do Brasil. Não era por 20 centavos. Era por um Brasil melhor, um país que funcionasse. Não havia coerência ou clareza ideológica entre os participantes. Havia apenas a esperança de que a ação coletiva de tomar as ruas produzisse a transformação.

Em 2015 e 2016 fui às ruas novamente, desta vez com um objetivo claro: o fim de um governo incompetente e corrupto que cometera fraude para mascarar a ruína do Estado brasileiro. O que nos movia era a indignação. Extirpar a cabeça do esquema que assaltava o país foi uma vitória real, embora insuficiente.

Em 2017, a “mãe de todas as delações” escancara a podridão do nosso sistema. A classe política joga abertamente contra a população. A julgar pelos últimos anos, seria o momento ideal para nos fazermos ouvir nas ruas novamente. E, no entanto, não nos mexemos. Por quê?

Se 2013 foi o ano da esperança e 2015 o da indignação, em 2017 ficamos sem nenhum dos dois.

Não há esperança sem a perspectiva de algo bom. Sempre repetimos que político “é tudo farinha do mesmo saco”. Isso não é estritamente verdade. Há graus: há quem burle regras eleitorais; quem roube para proveito pessoal; e quem roube para perpetuar um projeto de controle do país. Ainda assim, mesmo diferenciando os sacos de farinha, não dá vontade de levar nenhum. O menos pior não inspira.

Além disso, o sistema político é poderoso demais e detém as ferramentas para se perpetuar. A cultura e as instituições vencem os bons propósitos. Transformam a ética protestante dos alemães da Odebrecht em pixuleco. Não que a ética protestante, com toda sua repressão e neurose, nos fosse desejável. Mas seria importante acreditar que algo -algum ideal, alguma norma- pudesse ser preservado da nossa entropia moral. Sem isso, nenhum anseio persiste.

Não dá nem para se indignar. Chegamos ao ponto de saturação; nada mais choca. A partir de um ponto o cinismo toma conta. A revolta pelos ideais traídos dá lugar à suspeita de que todos os ideais são um truque para enganar os otários. A causa não está perdida; ela nunca existiu.

E ainda piora. A corrupção que nos deprime é problema pequeno dentre os que afligem o Brasil. Os R$ 10 bi desviados pela Odebrecht em nove anos não fazem cócegas no déficit primário de R$150 bi só neste ano, nos 13 milhões de desempregados, na aceleração do desmatamento e no analfabetismo funcional generalizado. Não tem a quem recorrer: o câncer já entrou em metástase. As luzes vão se apagando. Acabou.

Mas não toque ainda o tango argentino.

Felizmente, as sociedades não seguem o ciclo biológico. A morte não é o fim. Continuaremos a existir e a nos virar. A opção é dupla: ou assistir passivamente à terra arrasada e torcer para que os novos representantes sejam de outro material, melhores e menos corruptíveis, que seus antecessores. (Dica: não serão.)

Ou então aceitar um desafio mais ousado: refundar o Brasil. Dar início a uma Constituinte que redesenhe o formato e o papel do Estado e os incentivos para quem nele ingressa. Nada menos que um novo começar do zero está à altura da falência múltipla que nos paralisa. Em vez do país morto-vivo, apostar tudo na ressurreição. Se há um momento possível, é agora. Por que não estamos nas ruas?


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