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Archive for 16 de abril de 2017

Blog do Paulinho #103

abril 16, 2017
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Conselheiros exigirão que André Negão diga quem levou dinheiro do Corinthians

abril 16, 2017

“Fabinho, não é só anotando na caderneta, não. Eu sei todo mundo que já levou vantagem em alguma coisa, fizeram alguma coisa, trabalharam, levaram dinheiro do clube ou fizeram alguma coisa.”

“Então é o seguinte, eu não tenho problema com ninguém, não. Ou tá a favor ou tá contra. Quem estiver contra vai sentir o peso do cajá.”

“Sabe o que é cajá? Aquele chicote que bate e estala, vai estalar no couro de todo mundo. Quem tem algum problema que se cuide, porque vai estalar o chicote”.


Ontem, o Blog do Perrone vazou áudio enviado por wathsapp pelo vice-presidente do Corinthians, André Negão, a um dos membros da chapa “Renovação e Transparência”, contendo ameaças a dissidentes do grupo, que, no desespero do avanço das investigações da Operação Lava-Jato estão se acentuando.

Porém, em meio ao desabafo, o “ex-bicheiro” acabou por confessar, no mínimo, omissão em crimes cometidos contra o clube.

Saber que levou vantagem, dinheiro ou fez “outra coisa” contra o Corinthians e não denunciar é evidente comprovação de solidariedade, talvez até conivência, em possíveis delitos.

Por conta disso, e também das acusações da Operação Lava-Jato, que dão conta da participação não apenas de Negão, mas de seus “chefe”, Andres Sanches, em recebimento de vantagens da Odebrecht, construtora do estádio de Itaquera, conselheiros do Corinthians exigirão, na próxima reunião do Conselho Deliberativo, que o vice-alvinegro dê nome aos bois.

Há quem articule, inclusive, para pedir o afastamento, temporário, de ambos no Corinthians até que as investigações sobre o estádio de Itaquera sejam concluídas.

Ouça abaixo o áudio em que André Negão ameaça delatar quem levou dinheiro do Corinthians:

Crefisa poderá ser processada pelo Vaticano

abril 16, 2017

Madame Leila Pereira

Na última semana, torcedores do Palmeiras, em visita ao Vaticano, entregaram ao Papa Francisco uma camisa do clube, com o nome do pontífice grafado às costas.

Educado, o líder da igreja católica posou para fotos (atitude que teria com qualquer camisa que viesse a receber como presente), que espalharam-se pelas mais diversas mídias.

Sem autorização para tal, a CREFISA, patrocinadora do Palmeiras, divulgou em diversos jornais propaganda de página inteira, em distorção do episódio, escrevendo:

“Torcida que canta e vibra ganhou reforço”

“O papa Francisco entrou para a família Palmeiras e abençoou o manto”

Anteontem, o Vaticano foi avisado, por leitor deste blog, da utilização indevida da imagem da Igreja para fins comerciais, que respondeu:

“Não autorizamos qualquer propaganda com o nome do Papa Francisco. O caso será analisado pelos advogados do Vaticano”.

A Crefisa e sua presidente, Madame Leila Pereira, que não são conhecidos, propriamente, por ações religiosas, tudo indica, em breve, terão que explicar á Justiça o súbito interesse em associar o pontífice a suas incursões publicitárias.

Advogado de Andres Sanches e André Negão divulga notícia que incrimina seus clientes

abril 16, 2017

André Negão e João Oliveira

É notório que das qualidades do Dr. João Oliveira, advogado do deputado federal Andres Sanches (PT) e do vice-presidente do Corinthians, André Negão, a inteligência não é da mais exaltadas.

Mas, ontem, a falta de cuidado com seus clientes ultrapassou limites do aceitável.

Oliveira compartilhou, pelo facebook, vídeo da delação premiada de Marcelo Odebrecht, que detalha a corrupção nas obras do estádio de Itaquera.

Sanches é acusado, por delatores da empresa, de ser beneficiário de muitos milhões de reais em “agrados” da construtora, que teriam sido intermediados por Negão.

Depois da merenda, Fernando Capez é acusado de desviar dinheiro de ONG, que seria “agrado” da Odebrecht

abril 16, 2017

O deputado estadual Fernando Capez (PSDB), acusado de desviar dinheiro das merendas em São Paulo, foi delatado também na Operação Lava-Jato, pelo executivo Carlos Armando Paschoal, que o acusa de receber R$ 100 mil, em dinheiro, da Odebrecht.

A “doação” teria sido realizada, oficialmente, para a ONG “C Tem Que Saber C Tem que Curar”, que deveria cuidar de campanhas de combate à Hepatite C.

Capez, que é presidente da ONG, confirma o recebimento, mas diz se tratar de ação legal, diferentemente da versão do delator, que afirma ter liberado o pagamento por intermédio de Caixa 2 com objetivos eleitorais (financiamento de campanha).

Em se comprovando a operação (o caso será enviado para o STJ), o deputado, além de receber dinheiro indevido, teria cometido outro desvio, mais grave, que é o de retirar dinheiro de caixa utilizado para ações sociais em proveito próprio.

Seria capaz o Capez de indecência dessa magnitude ?

Por que “deus” não paga imposto?

abril 16, 2017

Da FOLHA

Por HÉLIO SCHWARTSMAN

É quase certo que não vai dar em nada, mas não vejo como não apoiar a proposta de iniciativa popular que prevê o fim da imunidade tributária de que gozam as igrejas.

Em tempos em que se debate a viabilidade fiscal do Estado, é estranho que templos, que movimentam R$ 21 bilhões de reais por ano (dados de 2011) —cifra igual ao faturamento do setor de serviços na cidade de São Paulo (2016)—, não paguem um centavo de imposto.

Falo com conhecimento de causa. No ano da graça de 2009, fundei a Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio. Seus estatutos traziam um amontoado de delírios entremeados de elucubrações teológicas sem sentido, mas, como não contrariavam nenhuma disposição do Código Civil, pudemos registrar a nova fé em cartório, tirar um CNPJ de organização religiosa e, com ele, abrir uma conta bancária na qual fizemos aplicações financeiras isentas de imposto.

Os detalhes da iniciativa, que nos custou R$ 418 e cinco dias úteis (não consecutivos), estão numa reportagem publicada naquele ano.

Acredito que, no passado remoto, houvesse razões legítimas a justificar a imunidade, da qual o artigo 150, VI, b da Constituição é um resquício. Tratava-se de assegurar a liberdade de culto e repelir o expediente então muito em voga de criar impostos que onerassem minorias religiosas. Parece difícil, porém, sustentar que isso ainda faça sentido. Pela atual Carta não seria possível taxar uma igreja e deixar outra isenta.

Outro argumento dos que defendem a imunidade é que ela estimularia as atividades beneficentes das igrejas. Pode ser, mas, neste caso, por que não estender o benefício a qualquer empresa ou grupo que exerça algum tipo de ação social?

Mesmo reconhecendo que algumas igrejas mantêm relevantes programas, o princípio da solidariedade tributária, pelo qual todos precisam contribuir para que as taxas sejam menores, deveria prevalecer.

Nota do blog: faz-se necessário esclarecer aos tapados religiosos que o “deus” do título da coluna é alusivo ao comportamento das igrejas, não se tratando, como alguns cérebros lavados entenderam, de ataque à figura divina de “Deus”.


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