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Archive for 13 abril, 2017

Planilha aponta R$ 3 milhões de Caixa 2 para Andres Sanches

abril 13, 2017

Da FOLHA

Por CAMILA MATTOSO, RANIER BRAGON e BELA MEGALE

A Odebrecht apresentou ao Ministério Público uma planilha que aponta pagamentos de R$ 3 milhões para o deputado Andres Sanches (PT) por meio de Caixa 2.

De acordo com o documento, o dinheiro foi repassado a André Luiz de Oliveira, o André Negão, vice-presidente do Corinthians e assessor do gabinete do parlamentar.

Sanchez, ex-presidente do Corinthians e responspavel pela construção do estádio do time, na Zona Leste de São paulo, foi eleito em 2014 com 169.658 votos.

Para saber mais detalhes, clique no link a seguir:

http://www1.folha.uol.com.br/esporte/2017/04/1875345-planilha-aponta-r-25-milhoes-de-caixa-2-para-andres-sanchez.shtml

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A Poesia de Andres Sanches ?

abril 13, 2017

Enquanto a Polícia Federal, em sua Operação Lava-Jato, avança nas descobertas de dirigentes e conselheiros do Corinthians beneficiados pela obras do estádio de Itaquera (já se sabe o nome de três: Andres Sanches, André Negão e Vicente Cândido), o Blog do Paulinho, a cada dia, percorre o provável caminho do que poderia ser a “lavagem” de recursos indevidos.

Recentemente, revelamos que o deputado federal Andres Sanches tem investido em comércios propícios para esse tipo de procedimento.

Sempre por intermédio de terceiros, por vezes, utilizando-se do nome do filho, Lucas Sanchez, boates, bares, patrocínios de duplas sertanejas, entre outros gastos e recebimentos, de difícil comprovação, estão acontecendo, quase todos investimentos iniciados após o estádio em Itaquera dar início às suas obras.

Vale lembrar que, durante boa parte deste período, o então conselheiro alvinegro, que havia sido presidente, oficialmente não possuía rendimentos, passando a tê-los (cerca de R$ 33 mil mensais), somente após as eleições que o alçaram ao posto de parlamentar, ainda assim, dinheiro insuficiente para tanta movimentação empresarial.

Na rua São Jorge nº 373, existe uma famosa padaria, denominada “A Poesia”, frequentada, pela proximidade com o Parque São Jorge (que se localiza no nº 777 do mesmo logradouro), por dirigentes, conselheiros e associados do Corinthians.

Sua constituição na JUCESP é datada de 06 de julho de 2006, em nome de Manuel Gomes de Souza, Jorge Guedes de Souza e José Antonio Guedes de Souza, todos membros de uma única família.

Estranhamente, no dia 04 de maio de 2016 (dez anos após), Lucas Gomes Navarro Sanchez, filho do deputado federal Andres Sanches, registra na Junta Comercial, ao lado doutro seguidor do parlamentar no Parque São Jorge (frequenta, por vezes, a Área Vip do estádio em Itaquera), Fábio Henrique Bracale (que já enfrentou problemas na Justiça por conta da “Lei Maria da Penha”), um empreendimento denominado “Lufa, Estacionamento, Lava-Rápido e Conveniência Ltda”.

O endereço da empresa?

Rua São Jorge nº 373, o mesmo da padaria “A Poesia”, com o adendo “com frente à rua Santa Catarina 512”, ou seja, a especificação da frente e da lateral do imóvel.

No documento registrado na JUCESP, há a indicação dos seguintes objetos sociais: estacionamentos de veículos, serviços de lavagem, lubrificação e polimento de automotores e lanchonetes, casa de chá, de sucos e similares (?).

Frequentadores da padaria “A Poesia” utilizam-se do referido estacionamento, suposto negócio de Andres Sanches, que tem entrada para a rua São Jorge e saída para a rua Santa Catarina (ambas descritas na constituição social), sem a necessidade de pagamento, o que, por razões óbvias, inviabilizaria o retorno comercial, oficial, do negócio, mas cairia “como uma luva” se o objetivo fosse lavar dinheiro de origem que não pode ser comprovada.

Seria este um dos caminhos das “vantagens” destinadas a Andres Sanches, delatadas pelos executivos da Odebrecht, construtora do estádio de Itaquera ?

Levando-se em consideração que o endereço do estacionamento é o mesmo da “A Poesia” (mesmo prédio), estariam os proprietários, ao manter os respectivos nomes no contrato social (original do empreendimento) encobrindo um negócio ainda maior do parlamentar ?

Fala-se que Sanches poderia ter adquirido todo o imóvel, num pacote que envolveria a totalidade dos empreendimentos do local.

A Polícia Federal tem um extenso caminho ainda à ser percorrido, que envolve não apenas a comprovação dos recebimentos de vantagens indevidas pelo parlamentar, mas também as diversas maneiras que, supostamente, poderiam estar sendo utilizadas para ocultá-las.

Dois inquéritos no STF, em desfavor do deputado, demonstram que trata-se de um especialista em transformar “poesia” em realidade.

CONSTITUIÇÃO SOCIAL DA PADARIA “A POESIA” LOCALIZADA NA RUA SÃO JORGE nº 373

CONSTITUIÇÃO SOCIAL DO “LUFA ESTACIONAMENTO”, LOCALIZADA NA RUA SÃO JORGE nº 373, EM NOME DE LUCAS SANCHEZ

FÁBIO HENRIQUE BRACALE, “SÓCIO” DE LUCAS SANCHEZ, FILHO DE ANDRES SANCHES, E SEU “BO” INSERIDO NA “LEI MARIA DA PENHA”

FACHADAS, PRINCIPAL E LATERAL, DA PADARIA “A POESIA” E SEU ESTACIONAMENTO PARA CLIENTES, LOCALIZADOS NO MESMO ENDEREÇO CONSTITUÍDO PELO “LUFA ESTACIONAMENTO”

Ouça a rádio Rock n’ Gol ao vivo !

abril 13, 2017

Blog do Paulinho

Por Fora do Campo

Delação de Odebrecht explicita acordos espúrios do estádio de Itaquera, mas pode favorecer Corinthians em renegociação

abril 13, 2017

Depoimento de Marcelo Odebrecht, em delação premiada à Polícia Federal, no âmbito da Operação Lava-Jato, tratou, à princípio, de explicitar o alicerce do negócio em que o desejo de construção de estádio do torcedor corinthiano foi utilizado para favorecer, seja politicamente ou financeiramente, alguns poucos escolhidos.

Em entrevista, ainda durante a construção, o deputado federal Andres Sanches disse que somente ele, Lula e Emilio Odebrecht mexeram na engenharia financeira da Arena em Itaquera.

Ficou claro, com a revelação de Marcelo Odebrecht do teor da reunião, realizada em sua residência no dia 13 de janeiro de 2011, que a viabilização foi mais trabalhosa.

Estiveram presentes, pelo Corinthians, Andres Sanches (que levou a tiracolo Ronaldo “Fenômeno”) e Luis Paulo Rosenberg, além do governador Geraldo Alckmin, do prefeito Gilberto Kassab e, entre outros, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

“Eles trouxeram o Ronaldo, o ‘Fenômeno’, só para ‘dar uma importância ao evento’, na visão deles”, disse o empresário.

Por razões óbvias, não se definiu neste encontro possíveis pagamentos de vantagens pessoais (que somente devem ter sido acertadas, caso a caso, pessoalmente ou por intermédio de prepostos, em reuniões particulares – assuntos estes que são objeto doutros inquéritos), mas sim, maneiras de burlar a legislação para erguer o estádio da Copa do Mundo.

“A zona do estádio do Corinthians”, como definiu Odebrecht, se deu, segundo seu relato, pelo fato de todos os envolvidos descumpriram suas partes no acordo firmado durante o jantar.

Pelo que ficou acordado, o Corinthians acertou pagar apenas os R$ 400 milhões do BNDES (R$ 70 milhões a mais do que o valor aprovado em reunião do Conselho Deliberativo, que limitava o gasto a R$ 330 milhões), enquanto o restante deveria ser coberto pelo poder público.

O vídeo da delação, por razões obvias, deverá ser utilizado pelo clube em renegociações da dívida que tem, exatamente, o objetivo de seguir por este caminho: pagar apenas o empréstimo bancário.

Ainda no jantar, definiu-se que o Governo, com a anuente promiscuidade do BNDES, liberaria o referido empréstimo, e que o Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, “inventaria” os CIDs de R$ 420 milhões (que, em tese, serviriam para quitar o restante da obra).

Segundo Odebrecht, no final, a construtora obrigou-se a emprestar dinheiro para o projeto, que custou mais de R$ 1,2 bilhão (sem contar os juros), porque os Governos pularam fora de arcar, como combinado, estruturas que serviriam apenas para a Copa do Mundo.

O BNDES, pela figura de seu presidente, com testemunho dos presentes, inclusive, ensinou os responsáveis da obra a burlar o impedimento existente para empréstimo a clubes de futebol (diante do evidente risco), sugerindo a criação de um Fundo, que assinaria o acordo.

Em sendo verdadeiras as afirmações, todos os presentes no jantar, por ação ou omissão, deveriam ser indiciados, pelo flagrante conluio em desfavor dos cofres públicos.

Disse ainda o delator:

“Estádio de abertura de Copa do Mundo é um absurdo. Você faz o estádio para um dia. É o evento da abertura, que tem 70 chefes de estado, e depois você tem de desmontar um bocado de coisa. Nenhum outro evento vai justificar aquele estádio.”

“Então o estádio para a abertura da Copa do Mundo, que foi dimensionado para o Corinthians àquela época, era um estádio de mais ou menos R$ 800 milhões, R$ 900 milhões. Você sai de um estádio de R$ 400 milhões, que era o que o Corinthians queria, para um de R$ 800 milhões, R$ 900 milhões, por causa das exigências da abertura da Copa do Mundo”.

Outras delações, ainda reservadas em sigilo de Justiça, dão conta de que, durante o negócio, vantagens indevidas foram pagas ao deputado federal Andres Sanches (PT), que teria utilizado-se do vice-presidente do Corinthians, André Negão, para recebê-las; e que outro conselheiro do clube, também do mesmo grupo, o deputado federal Vicente Cândido (PT), levou sua fatia do bolo, provavelmente para agilizar as decisões da presidente Dilma Rousseff.

Porém, diante do histórico dos que jantaram com Odebrecht em janeiro de 2011, não seria desonesto supor que outros “agrados” possam ter sido “fornecidos”, não apenas a quem sentou-se na mesa, mas também àqueles que sabiam ser absolutamente necessárias suas assinaturas nos documentos viabilizadores de toda a operação (alguns deles, dirigentes do Corinthians).

Delações de Marcelo e Emílio Odebrecht enterraram a Carta Capital

abril 13, 2017

A covarde postura da ESPN Brasil

abril 13, 2017

O presidente do Vasco da Gama, Eurico Miranda, proibiu a entrada da ESPN Brasil em São Januário após o jornalista Rafael Ribeiro, da emissora, criticar o excesso de comemoração do clube ao se classificar para as finais da Copa Rio.

Não deveria, por razões óbvias, mas está em seu direito.

Pior agiu a ESPN.

Se Eurico, no estilo dele, acredita estar defendendo a honra do Vasco da Gama, a emissora fez exatamente o contrário com seu profissional, expondo-o a constrangimento após dizer, publicamente e ao mandatário vascaíno, que tomaria providências sobre o assunto, insinuando “enquadramento’ do profissional ou até possível punição.

Uma imoralidade jornalística indigna da bela história traçada pela ESPN em anos anteriores.

Em nossa opinião, Rafael Ribeiro exagerou ao mensurar a alegria do clube, que tem o direito de comemorar, dentro dos limites do razoável, o que quer que seja, da maneira que julgar mais adequada, porém, deveria, como sempre ocorreu no canal, ter absoluta liberdade para fazê-lo.

Ainda assim, se a ESPN julgasse que houve excesso de seu profissional, deveria alertá-lo internamente, nunca utilizar-se do episódio para fazer política, pública, de boa vizinhança com dirigente de clube.

Rafael Ribeiro foi tratado de maneira desleal.

Triste episódio que marca negativamente uma emissora que, noutros tempos, seria incapaz de curvar-se, de maneira tão constrangedora, à cartolagem nacional.

Esporte e política

abril 13, 2017

Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

É frequente, como sabe a rara leitor e o raro leitor, a política entrar aqui como se fosse um passe ou um gol. Quase sempre um gol contra.

Raramente é para elogiar, como quando FHC editou a Medida Provisória que redundou no Estatuto do Torcedor e quando Lula a transformou em lei.

Frequentemente é para criticar como quando ambos meteram os pés pelas mãos ao nomear para o Esporte ministros que nada tinham a fazer na área, a não ser, eventualmente, se locupletar.

No golpeado governo Dilma Rousseff deu-se igual.

Nesta quinta-feira (12), ainda com o país abalado, embora não surpreso, pela relação dos nomes citados na Lava Jato, por mais que a vontade seja de falar da falta que faz em plena forma o trio Busquets, Xavi e Iniesta ao MSN, é preciso falar da íntima relação entre esporte e política.

Antes de mais nada, como aquele lembrete que ainda é feito nos cinemas e nos aviões de carreira, é de bom tom lembrar que os denunciados são todos inocentes até prova em contrário, como Teixeira, Marin, Del Nero, Nuzman, Coaracy, etc.

Depois, também será prudente que a política se mistura com tudo, até no sorvete de coco de mestre Tostão. Há os que prefiram o de coco queimado, caso deste que vos fala.

Nesta Folha sempre se soube disso e a tendência é a de que cada vez mais outros veículos se juntem.

Porque em tempos de Trump, de Lava Jato, de ambiciosos astros marqueteiros da TV como Doria, Justus, Huck (por que não o Faustão?) e atentados com bomba contra times de futebol como aconteceu com o Borussia Dortmund, a política está no ar, no asfalto, nas piscinas, ginásios e nos gramados.

Na semana retrasada foi a vez do ombudsman Jim Brady, da ESPN, nos Estados Unidos, tratar do anúncio de uma nova política para o trato da velha política nas plataformas da marca.

“A ESPN emitiu novas diretrizes políticas e eleitorais para seus funcionários que, embora permitindo a discussão política sobre as plataformas da rede, recomendam ligar esses comentários para esportes sempre que possível.

As novas políticas também fornecem diretrizes separadas para funcionários da ESPN que trabalham em notícias e aqueles envolvidos em comentários.

“Dado o intenso interesse nas eleições presidenciais mais recentes e o fato de subsequentes discussões políticas e sociais muitas vezes se cruzarem com o mundo do esporte, descobrimos que é um momento apropriado para rever as nossas diretrizes”, afirmou Patrick Stiegman, vice-presidente mundial da ESPN Conteúdo e presidente do Conselho Editorial interno da empresa, que redigiu as novas diretrizes.

Stiegman disse que nenhuma questão ou incidente levou à mudança, mas Craig Bengtson, vice-presidente da ESPN e Editor-Chefe de reportagens e notícias, afirmou que o clima político tenso da nação desempenhou um papel.

“Temos a convergência de um ambiente politicamente carregado e todas essas novas tecnologias se juntando de uma vez. Com base nisso, queríamos que a política refletisse a realidade do mundo de hoje. Há pessoas falando sobre política de maneiras que não vimos antes, e não somos imunes a isso”.

Mais claro, impossível.


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