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Archive for 6 de abril de 2017

Fernando Garcia utiliza-se de preposto para cobrar R$ 500 mil do Corinthians na Justiça

abril 6, 2017

Fernando Garcia, Paulo Garcia e Andres Sanches

O empresário Fernando Garcia, irmão de Paulo Garcia, dono da Kalunga (que financiou a campanha do deputado federal Andres Sanches (PT)), possui extenso leque de prepostos para realizar transações com jogadores de futebol, entre pessoas físicas e jurídicas.

Por conta deste procedimento, tem por hábito dizer á imprensa – que, mal informada, lhe dá voz sem maiores questionamentos – que possui “apenas meia dúzia” de jogadores no Corinthians, quando, em verdade, a conta ultrapassa (somando categoria de base) duas dezenas.

Vale lembrar que Garcia foi indiciado, recentemente, por “associação criminosa”, antiga “formação de quadrilha”, e vem sendo observado, de perto, pela Polícia Federal, por conta de ações, tudo indica, ilícitas, ligadas a transferência de valores no e ao exterior.

Nesse sistema de dissimulação, Fernando ingressou com ação de cobrança contra o Corinthians, utilizando-se da empresa preposta B2F Marketing Esportivo Ltda.

Acredita ter direito a receber R$ 503.655,00.

Mas basta uma passada rápida na constituição social da B2F para perceber que o proprietário é o agente Bruno Misorelli, que integra quadro social, junto com Fernando Garcia, doutro destacamento de suas empresas, a ELENKO B2F (há várias dissimulações, desta maneira, com revezamento de empresários).

B2F que processa o Corinthians em nome de Bruno Misorelli

ELENKO B2F com a indicação de sociedade entre Bruno Misorelli e Fernando Garcia

Ação contra o Corinthians em nome da B2F

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Ouça a rádio Rock n’ Gol ao vivo !

abril 6, 2017

Blog do Paulinho

(hoje, excepcionalmente, não teremos a gravação do programa Blog do Paulinho, que retornará amanhã, às 10h30)

Por Fora do Campo

(hoje, excepcionalmente, não teremos a gravação do programa Por Fora do Campo, que retornará na próxima quinta-feira, às 19h)

O agente de jogadores Antonio Carlos Zago e o Corinthians

abril 6, 2017

Antonio Carlos e Ronaldo “fenômeno” em Presidente Prudente

Ontem, em entrevista, o agente de jogadores Antonio Carlos Zago, que atualmente infelicita o Internacional no cargo de treinador de futebol, proferiu:

“Houve essa especulação da ida do Valdívia para o Corinthians. Depois disseram que o Inter o ofereceu. Isso foi mentira. Terei que mostrar as mensagens que tenho no celular. Procuraram o Valdívia desde o início do ano.”

Deve ser verdade.

Porém, é inacreditável que ninguém o tenha questionado: por qual razão o Corinthians, em vez de conversar com a diretoria Colorada, trocava “wathsapp” com o treinador, que, em tese, deveria cuidar da preparação da equipe, sem se meter em transações de jogadores ?

A resposta, para quem é bem informado nos bastidores, é óbvia: Zago tem ligação familiar com o deputado federal Andres Sanches, “dono” atual do Corinthians, com quem dividiu negócios no departamento de futebol alvinegro, até cair do cargo após o escândalo na boate Pops Drinks, em Presidente Prudente, ao supostamente permitir, segundo relatos, orgia generalizada de jogadores e prostitutas, um dia antes da estreia de Ronaldo “fenômeno” contra o Palmeiras.

Ou seja, se alguém mantinha contato com ele, era Andres Sanches (que diz estar fora do Timão), não o atual presidente, Roberto Andrade (com quem não se bica), que, por conta de não fechar o negócio, preferiu detonar.

Convenhamos, nada que a diretoria do Internacional, composta por diversos agentes de atletas, possa ter moral para contestar, mas, sim, motivo de preocupação para o torcedor, verdadeiro apaixonado pelas cores coloradas.

Dono de academia de Karatê vende jogo de suposto masters do São Paulo no interior

abril 6, 2017

No próximo dia 15 de abril, suposta equipe “masters” do São Paulo enfrentará, na cidade de Artur Nogueira/SP, um time local, com anuência do prefeito Ivan Cleber Vicensotti (PSDB).

O contrato nº 070/2017 teve licitação dispensada.

A fatura, no valor de R$ 12.300,00, será paga em nome de Marcelo Luis Messias, dono de uma Academia de Karatê (Shin Meikan).

Não há participação, nem, segundo informações, consentimento do São Paulo Futebol Clube no negócio.

Sucesso de Tite não limpa imagem da Casa Bandida do Futebol

abril 6, 2017

Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

Tite errou ao assumir a seleção brasileira depois de ter assinado, em dezembro de 2015, um manifesto contra a CBF ao lado de, inicialmente, 126 personalidades, entre as quais Pelé, Chico Buarque de Holanda e Jô Soares.

O teor não permitia segunda leitura, como o seguinte trecho: “Exigimos a renúncia definitiva de Marco Polo Del Nero e sua diretoria, seguida da convocação de eleições livres e democráticas para o comando da CBF, sem a atual cláusula de barreira, mecanismo que impede a aparição de posições independentes ao sistema vigente, pois exige oito assinaturas de federações e mais cinco de clubes para candidaturas”.

Em junho de 2016 o treinador passou por cima de sua assinatura e assumiu o posto para fazer da seleção uma equipe novamente respeitada pelo mundo afora, com oito vitórias consecutivas nas eliminatórias para a Copa do Mundo na Rússia e classificá-la com quatro rodadas de antecedência.

Hoje se está falando alto pelos botecos (gracias, Chico) que Tite salvou a imagem da CBF.

Mas, será?

Necessário lembrar de 1970 quando, em plena ditadura, o tricampeonato era temido como peça de propaganda de um regime que exilava, torturava e matava.

O técnico encarregado de classificar o Brasil para a Copa no México foi ninguém menos que o comunista João Saldanha.

Tudo bem, ele não assinara manifesto algum contra a então CBD e ainda tratou de dizer ao ditador de plantão para cuidar de seu ministério porque o time quem escalava era ele.

Desnecessário dizer que até os presos políticos, e são inúmeros os testemunhos, de Dilma Rousseff inclusive, acabaram seduzidos pelo magnífico futebol da seleção e torceram junto do país pelo tri.

Porque quanto pior, pior.

A ditadura não cairia com uma derrota nos gramados mexicanos assim como não sobreviveu por mais 15 anos por causa da vitória.

Nem por isso a história registra Garrastazu Médici como campeão, a não ser da tortura, por não confundi-lo com Pelé, Tostāo, Gérson, Jairzinho e Rivellino.

Em tempos de show de horrores pelo país, da brutal crise de representatividade vivida de norte a sul, de leste a oeste, da pouca credibilidade até da Justiça contaminada por vaidosos atores a disputar holofotes com os das novelas da TV, imputar a Tite a responsabilidade de salvar a imagem da Casa Bandida do Futebol é um exagero.

A seleção levou de sete da Alemanha e nem por isso a CBF ruiu. Se Marco Polo não viaja e tem a companhia de Ricardo Teixeira, no máximo, dentro das fronteiras brasileiras, e se José Maria Marin curte prisão domiciliar em Nova York, nada disso tem a ver com os resultados da seleção, mas apenas com as investigações do FBI.

O torcedor não confundiu futebol e ditadura e também não o confunde com a corrupção.

Independentemente das atuações nos gramados, no Congresso Nacional a bancada da bola trata de defender a cartolagem, como se viu na CPI da CBF, estropiada pelos Romeros Jucás da vida.

Tite não faz parte do problema, mas da solução, pelo menos no futebol.

Culpá-lo por ser competente obriga que seja defendido, sem esquecer de seu pecado.

É Tite quem dá certo, não a CBF.


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