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Archive for 5 abril, 2017

Por que o Corinthians está vendendo os CIDs que não lhe pertencem ?

abril 5, 2017

Dentro da programação realizada pela diretoria do Corinthians para pagamento do estádio em Itaquera, três procedimentos eram tratados como favas contadas: o repasse de R$ 420 milhões em CIDs para a Odebrecht, o empréstimo do BNDES, intermediado pela CAIXA (R$ 400 milhões) e a venda dos naming-rights da Arena.

O primeiro já aconteceu (os certificados estão em poder da construtora), o segundo, também (o dinheiro amortizou boa parte da pendência), enquanto o terceiro, diante da ganância de dirigentes, que pediam até 20% de comissão nas negociações, praticamente inviabilizou-se.

Em resumo: dos R$ 950 milhões (valor final, sem contar juros e correções, segundo a Odebrecht), restaria ao Corinthians apenas arcar com o contrato de empréstimo bancário (com outros acréscimos incorporados pelas arrecadações da Arena – destinadas na integralidade para abatimento da dívida).

Hoje a FOLHA publica que dirigentes do clube, entre os quais o ex-vice de futebol, Sergio Janikian (sócio de André Negão em lotérica, além de acusado, criminalmente, noutras investigações), estariam oferecendo os títulos a associados e conselheiros do Timão, a custo mínimo de R$ 65 mil (cada título).

Por que razão o Timão venderia certificados que não mais lhe pertencem e já foram utilizados para amortizar a dívida da construção ?

Em síntese, cabe à Odebrecht, que aceitou-os como forma de pagamento, vendê-los, não o Corinthians.

A resposta é óbvia: existe pagamento de comissão nesse tipo de negócio.

Resta saber se o Corinthians, que ao ceder os CIDs á construtora, e, em consequência, repassar os ônus e bônus do procedimento, entrará oficialmente nas transações (pagando vantagens indevidas) – na matéria email do clube é associado à comercialização – às custas de associados desavisados, que, acreditando no objetivo de ajudar ao clube, de fato, colocarão dinheiro nos bolsos da Odebrecht e de meia dúzia de espertalhões.

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abril 5, 2017

Blog do Paulinho

STF acelera ação criminal contra Andres Sanches (PT) e suposta quadrilha

abril 5, 2017

Na última quinta-feira (30) o TJ-SP recebeu o ofício nº 971/R, oriundo do STF, assinado pelo Ministro Celso de Mello, ordenado que todo o material colhido no âmbito da ação nº 1079956-54.2014.8.26.0100, originária do Tribunal de São Paulo (inclusive os depoimentos em vídeo) fossem enviados, com celeridade, ao órgão em Brasília.

Trata-se da ação de indenização promovida pelas ex-funcionárias de Andres Sanches, utilizadas, segundo a PGR, como “laranjas” pelo deputado federal Andres Sanches em golpe popularmente conhecido como “arara” (tomar dinheiro de instituições financeiras e fornecedores sem o objetivo de honrar os compromissos).

A quantia subtraída corresponde a muitas dezenas de milhões de reais.

Menos de 24 horas depois, na sexta-feira, o TJ já despachou o malote, que deverá chegar na próxima semana, no STF.

Com o procedimento, Celso de Melo adiantou bem as investigações sobre o inquérito que tramita em desfavor do parlamentar, em seu gabinete, que trata exatamente dos crimes descritos acima, que a procuradoria diz terem sido cometidos por Andres Sanches (que não está sendo encontrado pelos oficias de justiça) e suposta quadrilha formada por seus parentes e a contadora do grupo.

Já está nas mãos do magistrado, também, uma ação de ressarcimento promovida pela Receita Federal, que cobra R$ 12 milhões em multas, por conta da dissimulação de propriedade de empresa, atribuída ao parlamentar.

Se condenado, Sanches perderá o foro privilegiado e se verá à frente do temido juíz Sergio Moro, no âmbito da “Operação Lava-Jato”, pela qual é citado em delação premiada como beneficiário de “agrados” da Odebrecht.

Madame Arena ?

abril 5, 2017

Ontem, o Blog do Juca reveliu que a CREFISA, por intermédio de Madame Leila Pereira, está interessada em comprar a Arena Palestra, hoje, de propriedade da WTORRE.

Difícil entender as razões comerciais do negócio.

Seria compreensível se, durante os próximos anos, pudesse trata-la como Arena Crefisa, ou coisa semelhante, mas, por contrato firmado com uma seguradora (que nomeia o estádio), não poderá fazê-lo.

Ainda assim, recebendo este dinheiro, a WTORRE, desde a construção, financiada na integralidade por empréstimos bancários, até os dias atuais não conseguiu, diante dos custos de manutenção, amortizar um centavo sequer da pendência.

Em síntese, a Crefisa dificilmente teria lucro.

Assim como ocorre, atualmente, em sua incursão de patrocínio no Palmeiras, em que paga o dobro do valor de mercado para anunciar na camisa do clube e, mesmo sem estar previsto no acordo, despeja milhões em contratações de jogadores.

Os procedimentos são estranhos porque sugerem a busca pelo prejuízo, que, dependendo do contexto, assemelham-se a práticas de empresas mal-afamadas, como MSI e a Parmalat dos anos 90, ambas investigadas pelo crime de lavagem de dinheiro.

São Paulo: conselheiros estariam trocando votos por empregos em empresas de Abilio Diniz

abril 5, 2017

Na semana passada, publicamos relato do jornalista Paulo Pontes, da rádio Jovem Pan, dando conta de que conselheiros do São paulo estariam sendo procurados para vender seus votos em favor do candidato Mesquita Pimenta, que, supostamente, seriam pagos com dinheiro do empresário Abílio Diniz (financiador da campanha).

https://blogdopaulinho.com.br/2017/03/31/suposto-esquema-de-compra-de-votos-no-sao-paulo-teria-a-participacao-de-primo-de-aidar-e-financiamento-de-abilio-diniz/

Falou entre R$ 150 mil e R$ 300 mil.

Ontem, dois conselheiros do Tricolor, sob a condição de não serem identificados, procuraram o blog para contar que, além deste procedimento (que confirmaram), ofertas de empregos em empresas de Diniz estariam sendo oferecidas, extensivas à familiares.

“Tem gente que acredita ser esta a proposta mais tentadora”.

Ambos negaram a oferta, mas disseram que teve gente que aceitou.


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