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Archive for 4 abril, 2017

Fabio Carille utiliza nome do Corinthians em suposto esquema para a base do clube

abril 4, 2017

No dia 07 de fevereiro de 2015, em votação apertada, Roberto “da Nova” Andrade, sob indicação de Andres Sanches (PT), foi eleito presidente do Corinthians.

Antes havia trabalhado, no clube, como diretor de futebol, o que lhe garantiu proximidade com todos os departamentos do setor: profissional e de base.

Menos de um mês depois, em 03 de março de 2015, o atual treinador do Corinthians, Fabio Carille (à época assistente), que chegou ao clube, vale sempre a pena lembrar, trazido pelo empresário de jogadores Mano Menezes, constituiu a empresa França e França Escola de Futebol Ltda, com nome fantasia “Fabio Carille Escola de Futebol”, na cidade de Sertãozinho/SP.

Os nomes utilizados como proprietários foram o de seus parentes: Guilherme Luis França e Flavia Carille de Araújo França.

Em 20 de maio de 2016, período em que o prestigio do treinador aumentou no Parque São Jorge, a razão social foi alterada para “Carille & França Escola de Futebol Ltda”, trocando a sócia Flavia Carille pela mãe de Fabio Carille, a Sra. Vanda Maria Carille de Araújo.

A COOPTAÇÃO DE JOGADORES

Desde que foi criada, e parece ser este o objetivo, a “escola” de Fabio Carille tem cooptado jogadores com idade para categorias de base, utilizando-se do nome do Corinthians.

Oficialmente, sem autorização para tal.

Pelo menos, ontem, dirigentes do clube, questionados, disseram desconhecer qualquer operação do Timão em Sertãozinho.

Conversamos, também, com pai de um garoto inscrito para a peneira que será realizada nos próximos dias 12 e 13 de abril, no campo do Sindicato dos Metalúrgicos, que revelou:

“Eles disseram que é um teste para o Corinthians, e que, se meu filho passar, assinaremos contrato de agenciamento com eles, para depois passar por outra peneira, em São Paulo”.

Em resumo, Fábio Carille, pelo que se observa, estaria por trás de esquema de cooptação de jogadores, para depois colocá-los no Parque São Jorge, provavelmente com a facilitação de Nei Assoli (homem de Andres Sanches que cuida das peneiras no setor), com o agravante de ser o treinador da equipe principal, ou seja, o decisor do futuro de atletas pelos quais sua empresa receberia comissionamentos.

Mais Mano Menezes, impossível.

No site oficial do empreendimento de Fabio Carille, constata-se que outros dois profissionais do departamento de futebol alvinegro (membros de sua comissão técnica) participaram da operação.

Resta saber se comercialmente ou por medo de se indispor com o comandante.

São eles: Dr. Caio Maurício Sampaio Mello (fisioterapeuta) e Luciano Moreira Rosa (analista bio-mecânico).

Pela proximidade das datas compreendidas pela eleição de Roberto Andrade à presidência do Corinthians e da abertura da empresa de cooptação de atletas por Fabio Carille, aliado ao fato de ambos terem convivido, em proximidade, no departamento de futebol, é lícito supor que estejam por dentro dos procedimentos, que, apesar de tratados como “oficiais”, são desconhecidos, internamente, no clube.

Talvez alguns poucos saibam, entre os quais os que foram citados na matéria e, certamente, dirigentes da base, necessários para o funcionamento do esquema.

EMPRESA DE FÁBIO CARILLE, SEUS PREPOSTOS E ALTERAÇÕES

DOMÍNIO DO SITE DA EMPRESA DE FABIO CARILLE EM NOME DE PREPOSTO

ANÚNCIO DA EMPRESA DE FÁBIO CARILLE (PUBLICADO NO SITE DO TREINADOR) INDICANDO QUE OBSERVADOR DO CORINTHIANS AVALIARÁ ATLETAS DE SUA “ESCOLINHA”

FICHA DE AVALIAÇÃO (A SER PREENCHIDA PELOS ATLETAS) INDICANDO TRATAR-SE DE UMA AVALIAÇÃO “DO CORINTHIANS”

POSTAGEM NO SITE DE FÁBIO CARILLE INDICANDO A PARTICIPAÇÃO DE MEMBROS DE SUA COMISSÃO TÉCNICA (NOMEADOS ACIMA), EM TRABALHOS DA EMPRESA

TÍTULO DE CIDADÃO SERTANEZINO CONCEDIDO, EM NOVEMBRO DE 2016, A FÁBIO CARILLE, COMPROVANDO SUA EFETIVA ATUAÇÃO NO MUNICÍPIO

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abril 4, 2017

Blog do Paulinho

Chape e Atlético Nacional: quando o evento é mais importante que o resultado

abril 4, 2017

Em momento histórico, Chapecoense e Atlético Nacional, da Colômbia, começam a decidir, a partir de hoje, o título da Recopa Sul-Americana.

Os brasileiros, campeões da Copa Sul-Americana, os colombianos, da Libertadores da América.

É das poucas vezes em que o evento torna-se mais importante do que qualquer resultado.

Até porque a conquista mais relevante já se deu quando existiram sobreviventes no fatídico acidente do voo da Chape e, depois, generosos, os colombianos trataram seus adversários brasileiros com emocionante irmandade.

Belluzzo e Tirone concordaram em pagar R$ 1,8 milhão de comissão a Valdívia

abril 4, 2017

Trata-se do atleta e contrato por meio do qual a Sociedade Esportiva Palmeiras, reconhecendo que a embargante auxiliou na transferência dValdivia para o clube e intermediou a negociação entre o atleta e o Palmeiras, compromete-se ao pagamento à embargante, a título de comissão, do valor de 1.840.000,00, em dez parcelas mensais de R$ 184.000,00, condicionados os pagamentos à apresentação da nota fiscal respectiva (fls. 112/114).

O contrato e seu aditamento, como admite a própria embargante, foram assinados pelos então Presidentes da Sociedade Esportiva Palmeiras em cada data, respectivamente, Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo e Arnaldo Luiz Albuquerque Tirone


O ex-jogador em atividade, Valdivia, que infelicitou o Palmeiras em passado recente, ganhou, dias atrás, ação do clube em que cobra comissão por sua própria transferência, no valor de R$ 1.840.000,00.

A Sentença, além de detalhar a forma de pagamento, indica dois responsáveis por dar anuência ao negócio: os ex-presidentes Luis Gonzaga Belluzo e Arnaldo Tirone.

Para piorar a situação, o próprio clube, em sua defesa, diz (no processo) ter ocorrido burla ao Estatuto, que obriga a assinatura do diretor financeiro, não existente no acordo.

Confira abaixo:

Processo 1135665-06.2016.8.26.0100 – Embargos à Execução – Obrigações – Sociedade Esportiva Palmeiras – Jorge Luis Valdivia Toro Me

SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS, qualificada nos autos, opôs os presentes EMBARGOS À EXECUÇÃO que lhe move JORGE LUIS VALDIVIA TORO ME, também qualificada nos autos, alegando, em síntese, que, por força de contrato de comissão, bilateral por natureza, realizado entre as partes para efetuar a contratação do atleta Valdivia pelo Palmeiras, a embargante se obrigou a pagar pela intermediação na contratação do atleta, nos termos do contrato – firmado pelas partes e por duas testemunhas -, dez parcelas mensais de R$184.000,00.

Inadimplente, a embargante renegociou a dívida, obrigando-se a pagar dezoito parcelas mensais de R$ 81.777,78, por meio de aditamento ao contrato.

Alega, porém, que o contrato, porque é bilateral, e seu aditamento, não possuem natureza de título executivo extrajudicial, além de não terem sido assinados pelo Diretor do Departamento Financeiro do clube, como mandam seus estatutos, argumentando com a exceção do contrato não cumprido ao dizer que a embargada não apresentou as notas fiscais devidas.

Por fim, alegou excesso de execução.

Foram juntados documentos de fls. 19/147.A decisão de fls. 155 recebeu os embargos sem efeito suspensivo.A embargante pediu, em petição de fls. 158/160, a reconsideração da decisão, que foi mantida pelos próprios fundamentos a fls. 161.Contra essa decisão a embargante interpôs agravo de instrumento (fls. 178/193).A embargada apresentou impugnação aos embargos à execução (fls. 164/172), rebatendo todas as alegações da embargante.Houve manifestação à impugnação (fls. 194/197).

É O RELATÓRIO.DECIDO.

A hipótese é de julgamento antecipado da lide, uma vez que a matéria controvertida é unicamente de direito, já estando suficientemente demonstrada a questão fática.Os embargos são improcedentes.

O instrumento particular de compromisso de pagamento de comissão celebrado entre as partes é título executivo extrajudicial, porque assinado por duas testemunhas e porque prevê a obrigação líquida e certa, e agora exigível, de pagamento de valor determinado pela embargante à embargada.

Trata-se do atleta e contrato por meio do qual a Sociedade Esportiva Palmeiras, reconhecendo que a embargante auxiliou na transferência dValdivia para o clube e intermediou a negociação entre o atleta e o Palmeiras, compromete-se ao pagamento à embargante, a título de comissão, do valor de 1.840.000,00, em dez parcelas mensais de R$ 184.000,00, condicionados os pagamentos à apresentação da nota fiscal respectiva (fls. 112/114).

Referido contrato foi aditado para que o preço total fosse pago em duas parcelas de R$ 184.000,00 e dezoito parcelas mensais de R$ 81.777,78 (fls. 115/117).

O contrato e seu aditamento, como admite a própria embargante, foram assinados pelos então Presidentes da Sociedade Esportiva Palmeiras em cada data, respectivamente, Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo e Arnaldo Luiz Albuquerque Tirone.

Nada há de irregular na ausência da assinatura do Diretor Financeiro, que não era indispensável para a validade do contrato, uma vez que, nos termos do artigo 115, XII, do Estatuto Social da embargante, compete ao Presidente “representar a Sociedade Esportiva Palmeiras em juízo ou fora dele”.

É o que basta para que, perante terceiros, seja válida obrigação assumida em nome do clube pelo Presidente, ainda que sem a assinatura conjunta do Diretor Financeiro, prevista no inciso XXXII do mesmo dispositivo estatutário, devendo ser observada, ainda, a teoria da aparência e a boa-fé objetiva.

De outro lado, a embargada, ao contrário do que alega a embargante, emitiu a nota fiscal referente à parcela que venceria em 13/09/2012, tendo cumprido com sua obrigação, não se podendo falar em exceção do contrato não cumprido e nem em bilateralidade a afetar a qualidade de título executivo da avença.Com efeito, como se verifica dos documentos juntados a fls. 122/126, a embargante emitiu a Nota Fiscal Eletrônica de Serviços em 11/09/2012 e recolheu os tributos devidos, sendo certo que essa nota foi enviada ao Palmeiras pelo sistema da Prefeitura Municipal de São Paulo, para o e-mail da pessoa previamente cadastrada pelo clube junto ao Município (fls. 122).

É irrelevante a alegação da embargante de que não recebeu o documento por e-mail.

O que importa é que a nota fiscal foi tempestivamente emitida na forma preconizada pelo Município de São Paulo, o que demonstra o cumprimento da obrigação contratual da embargada.

Por fim, não há excesso de execução, eis que o valor principal do débito está sendo cobrado no valor exato previsto no contrato, ou seja, R$ 81.777,78, não cabendo qualquer dedução de obrigações tributárias sobre tal montante.

Eventual obrigação tributária de qualquer das partes não afeta o valor certo e determinado das parcelas a que a devedora se comprometeu a pagar.Ante o exposto e considerando o mais que dos autos consta, julgo IMPROCEDENTES os presentes embargos, condenando o embargante ao pagamento das custas e despesas processuais e dos honorários advocatícios do D. Patrono da embargada, que ora arbitro em 10% do valor da execução.

Prossiga-se na execução.


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