Anúncios

Archive for 19 março, 2017

“O senhor é o Andres Sanches que saiu ontem no Jornal Nacional ?”

março 19, 2017

Revelamos, ontem, que o deputado federal Andres Sanches (PT), ex-presidente do Corinthians, perdeu ação que movia contra jornalistas da rádio Jovem Pan, que trataram-no, ao vivo, pelas alcunhas “bandido” e “sem vergonha”, em meio ao assunto da construção do estádio de Itaquera.

https://blogdopaulinho.com.br/2017/03/18/jornalistas-da-jovem-pan-que-trataram-andres-sanches-como-bandido-e-sem-vergonha-sao-absolvidos/

A audiência de conciliação se deu, para azar do parlamentar, no dia 16, um após a exibição, pelo Jornal Nacional da Rede Globo, de seu nome entre os que receberam “agrados” da Odebrecht.

Não por acaso, no dia 17, a sentença foi de absolvição sumária dos jornalistas.

Fonte garante que Andres, durante a audiência, quando argumentava tratar-se de um homem “honesto”, foi questionado:

“O senhor é o Andres Sanches que saiu ontem no Jornal Nacional?”

Daí por diante o resultado da ação havia se tornado irreversível.

Anúncios

Blog do Paulinho #99

março 19, 2017

O que espera o Corinthians para levar a Odebrecht à arbitragem ?

março 19, 2017

A comissão especial, designada pelo Conselho Deliberativo para avaliar detalhes sobre a execução do contrato assinado pelo Corinthians com a Odebrecht para a construção do estádio de Itaquera, espera o fechamento dos trabalhos para realizar sugestões de procedimentos à diretoria do clube.

Entre os quais, há quem acredite na necessidade de levar os conflitos (principalmente sobre o término das obras da Arena – a construtora diz ter executado 100%, dirigentes alvinegros discordam) para uma câmara de arbitragem (prevista em clausula contratual consentida entre as partes).

Fica a dúvida, porém, das razões da própria diretoria do Corinthians, que tem autonomia estatutária para tomar esta decisão sem a necessidade de esperar por “conselhos”, depois de tantas evidências, ainda não ter recorrido a este expediente.

Na arbitragem, a Odebrecht, sob pena de resultado negativo, seria obrigada a expor todos os documentos que a gestão alvinegra alega não estar conseguindo ter acesso, mesmo sendo ela parte fundamental do negócio.

Recentemente, também enfrentando problemas com seu estádio, o Palmeiras levou a WTorre à arbitragem, com absoluto êxito nas decisões finais.

Entre os impasses resolvidos, a construtora foi obrigada a adequar boa parte da Arena ao padrão FIFA (prometido no projeto, mas não executado) e a ceder ao clube 30 mil das 40 mil cadeiras à venda nos dias de jogos, quando desejava, em distorção de interpretação do contrato, ficar com a metade.

Ao utilizar-se da arbitragem o Corinthians acelerará a solução de impasses, evitando o rito bem mais lento dos trâmites judiciais, com grande possibilidade de, diante das evidências, dar por quitadas as pendências com a Odebrecht, restando apenas o empréstimo com o BNDES para se preocupar.

Porém (talvez seja este o freio que impeça a diretoria do clube agir por conta própria), serão reveladas possíveis atuações de conselheiros do Corinthians jogando “para os dois lados”, ou, como sugerem as delações de executivos da construtora na “Operação Lava-Jato”, em troca de “agrados”, contra os interesses alvinegros.

J. Háwilla e os imóveis em São José do Rio Preto

março 19, 2017

Dos mais importantes nomes da história do jornalismo brasileiro, há algum tempo residindo em São José do Rio Preto, em conversa com o blog revelou suspeita de estranha movimentação imobiliária na cidade:

(…) passei por inúmeros prédios de escritório, alguns prontos, outros em construção, um conjunto muito chique. Perguntei ao motorista de praça se havia mercado em Rio Preto para tanto prédio de escritório. Ele respondeu: “É daquele Háwilla, aquele que está preso em domiciliar nos Estados Unidos.”

J. Háwilla, que é o referido, diz estar passando por dificuldades financeiras, razão pela qual muitos de seus fornecedores já deram como perdidas as pendências com ele negociadas.

Parece que, fora dos holofotes, e talvez até com a ajuda doutros nomes, o empresário pode ter encontrado uma maneira de salvar algum patrimônio.

ATUALIZAÇÃO: o Blog do Paulinho apurou que os empreendimentos estão em nome de Rafael Hawilla, filho de J. Hawilla

Ombudsman da FOLHA diz que MPF vazou nomes da Lista de Janot

março 19, 2017

“A ombudsman apurou que a divulgação da chamada segunda lista de Janot se deu por meio do que, no mundo jornalístico, se convencionou chamar de “entrevista coletiva em off”.”

“Em geral, a informação em “off”, aquela que determinada fonte passa ao jornalista com o gravador desligado e com proteção de anonimato, não se coaduna com a formalidade de uma entrevista coletiva _para a qual os jornalistas são convocados protocolarmente a ouvir determinada autoridade.”

“Após receberem a garantia de que não seriam identificados, representantes do Ministério Público Federal se reuniram com jornalistas, em conjunto, para passar informações sobre os pedidos de inquérito, sob segredo, baseados nas delações de executivos da Odebrecht.”

(Trecho da coluna de PAULA CESARINO COSTA, ombudsman da FOLHA)

Chuck Berry foi o maior ídolo do rock and roll

março 19, 2017

Da FOLHA

Por THALES DE MENEZES

Chuck Berry foi o maior ídolo do rock and roll. Porque ele foi o maior ídolo de Keith Richards, que é o rock and roll personificado.

Berry não era apenas bom. Ele era ótimo, e foi ótimo antes de todo mundo. Em 1956, o rock era a música da moda, e quase todo mundo achava que não passaria disso, tocada por branquelos com jeitão de meninos fãs de pasta de amendoim, como Bill Haley e Elvis Presley.

Berry era negro E suas canções incendiárias falavam de pegar garotas e barbarizar por aí, coisas que um negro não deveria cantar no rádio. E ele não ficava só nas canções, pegava garotas e realmente barbarizava muito. Ele não foi para a cadeia apenas por ter aliciado uma garota de 14 anos. Ele raptou uma menina de 14 anos apache, tirada de uma reserva indígena!

Muita transgressão reunida, mas talvez seja uma boa imagem para representar o que foi Chuck Berry na música. Ele passou da conta, sempre. O rock era acelerado? Sua música era muito rápida. O rock era barulhento? Sua música era muito barulhenta.

Seus maiores sucessos foram gravados num período de pouco mais de três anos, antes de 1959, quando os problemas com a polícia passaram a comprometer sua fúria rock and roll. Nos anos 1960 e 1970, até gravou algumas coisas interessantes, momentos raros que ainda traziam alguma parcela do brilho intenso de seus primeiros tempos como astro da música. Depois, a carreira definhou.

Muita gente deve ter ficado surpresa com a notícia de sua morte. Não pela fatalidade, mas por pensar que ele já tinha morrido faz tempo. Não dá para dizer que Berry não soube se adaptar aos tempos que o seguiram. O rock é que deveria ter se adaptado a ele, afinal, é um dos pais do gênero.

E não foi fácil exercer esse papel de pai. Tudo era fácil para Elvis, Carl Perkins, Jerry Lee Lewis e os outros heróis brancos da primeira onda do rock. Era bem diferente para Berry e Little Richard, ambos negros, o primeiro com tom desafiador nas letras, e o segundo carregando sua homossexualidade para o palco. Para eles, era preciso enfrentar o mundo careta em troca de atrair alguns poucos garotos antenados com aquela música do diabo.

Além de ser um furacão no palco e escrever sucessos que faziam os garotos racharem o assoalho nas festinhas, Berry também foi um guitarrista excepcional, provavelmente o melhor tocador de guitarra do rock antes de Jimi Hendrix. Beatles e Rolling Stones não existiriam sem Berry. E basta medir a influência dessas duas bandas inglesas na juventude do mundo para tentar começar a entender a importância de Chuck Berry.

Se sua morte disparar uma busca das novas gerações por sua música, o rock vai agradecer.


%d blogueiros gostam disto: