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Archive for 18 março, 2017

Jornalistas da Jovem Pan que trataram Andres Sanches como “bandido” e “sem vergonha” são absolvidos

março 18, 2017

“No caso, a evidente gravidade dos dizeres dirigidos ao Querelante (Andres Sanches) mostra-se, no entanto, francamente proporcional à extrema gravidade dos fatos notórios, acima destacados, vale dizer: a nebulosíssima e caríssima construção de um estádio de futebol, no contexto de amplo escândalo de corrupção e que não pode ser desvinculada da mais grave crise econômica deste País.”

“Em suma, diante destes fatos, não seria possível esperar uma reação por parte da opinião pública que não fosse de reprovação e, mesmo, revolta.”

“Cumpre por fim destacar, ademais, que a condenação postulada pelo Querelante na presente ação penal, mesmo que decretada por este Juízo, não teria o efeito de reparar a honra do mesmo Querelante, notadamente sua honra objetiva, pois esta está posta em questão diante de toda a sociedade (e não apenas de um veículo de imprensa).”

Não é a palavra dos Querelados que põe em questão os atributos morais do Querelante.”

“As dúvidas que cercam a construção da arena (que já estavam postas perante a opinião pública antes mesmo da prática da conduta imputada aos Querelados é que expõem a honra do Querelante.”


O deputado federal Andres Sanches (PT), ex-presidente do Corinthians, impetrou, no último dia 03 de fevereiro, ação criminal por difamação e injúria contra os jornalistas Marco Antonio Villa e Thiago Uberreich, ambos da rádio Jovem Pan.

A motivação foi um comentário sobre os problemas da Arena de Itaquera, em que o dirigente alvinegro foi tratado pelas alcunhas “bandido” e “sem-vergonha”.

Ontem (17) ambos foram absolvidos, sumariamente, pelo JECRIM, um dia após estarem frente a frente com o parlamentar em infrutífera audiência de conciliação.

A sentença do juíz José Zoega Coelho, que, em tese, cria jurisprudência para que Sanches seja tratado pelas alcunhas que o incomodaram, no contexto das obras do estádio em Itaquera, é arrasadora:

Confira, abaixo, a íntegra da decisão (principalmente as partes que destacamos, em negrito):

“Trata-se de queixa crime que ANDRÉS NAVARRO SANCHEZ ajuizou em face de THIAGO UBERREICH e MARCO ANTONIO VILLA, alegando, em apertada síntese, que, durante programa de rádio, os Querelados teria incorrido na prática de crime contra a honra do Querelante, quando proferiram palavras ofensivas à sua honra.”

“Superada a fase preliminar, passo ao exame de admissibilidade da queixa. E o faço mesmo antes de abertura de prazo para a defesa e manifestação do Ministério Público, pois tenho a convicção que, só diante dos termos em que posta a acusação, a hipótese dos autos seja necessariamente a de absolvição sumária.”

“Vejamos. Como se infere do teor da queixa, a acusação versa sob tormentosa questão, envolvendo o direito à liberdade de manifestação de pensamento e o direito à liberdade de imprensa, de um lado, e a proteção ao direito à honra, de outro.”

“Todos os direitos envolvidos encontram respaldo no expresso texto constitucional.”

“No julgamento da ADPF 130/DF, o E. Supremo TribunalFederal, ao reconhecer a não recepção pela vigente Constituição Federal da antiga Lei de Imprensa (na íntegra), acabou por traçar os contornos e limites de uns e outro direitos fundamentais.”

“E assim o fez para destacar a total primazia do direito à liberdade de manifestação do pensamento e da liberdade de imprensa (pilares da ordem democrática) sobre os direitos da personalidade, como é o caso do direito à honra.”

“Sendo assim, o Excelso pretório:

a) afastou a possibilidade de qualquer tratamento jurídico diferenciado aos agentes de comunicação social (qualquer que seja o meio de comunicação);

b) sepultou toda e qualquer possibilidade de censura prévia ou embaraço, mesmo de ordem judicial, para a veiculação de qualquer matéria jornalística e, por fim,

c) assegurou a proteção ao direito à honra (e demais direitos da personalidade), porém em caráter meramente subsidiário. E tanto assim que prescreveu observância do princípio da modicidade, mesmo em casos de reparação de danos civisa dvindos do abuso do direito de informação.”

“No caso em questão, atendendo-se aos critérios traçados pelo E. Supremo Tribunal Federal – ademais no estrito âmbito de sua competência constitucional, de intérprete e garantidor último da norma constitucional – cumpre agora ajuizar se os fatos descritos na queixa mantêm-se nos limites do normal exercício do direito de livre manifestação do pensamento e da normal liberdade de imprensa, ou se, com abuso de tais direitos, atentou-se contra a honra do Querelante (e com o necessário dolo específico, vale dizer, com o propósito de ofender constituindo a finalidade precípua da conduta).”

“Desde logo adianta-se que tais limites não são rígidos.”

“Antes ao contrário, variam conforme as circunstâncias, dentre as quais passo a destacar as seguintes:

Em primeiro lugar, como também é entendimento assente do E. Supremo Tribunal Federal, a pessoa pública, famosa, naturalmente fica mais exposta à opinião pública (e, portanto, aos comentários da imprensa) com consequente redução da esfera de proteção da sua personalidade.”

“Como já se afirmou alhures “Ao decidir-se pela militância política, o homem público aceita a inevitável ampliação do que a doutrina costuma chamar de zona de iluminabilitá, resignando-se a uma maior exposição de sua vida e de sua personalidade aos comentários e à valoração do público”.”

“Além disso, acrescento eu que o detentor de mandato eletivo tem um compromisso ainda maior com a opinião pública e que decorre do vínculo político inerente ao mandato parlamentar.”

“Para além da simples fama ou notoriedade públicas, o detentor de cargo eletivo deve, por força da representação política que exerce, sempre prestar contas ao eleitorado (vale dizer, ao público em geral) de todas as suas ações no exercício de seu mandato.”

“Expõe-se, com isso, tanto aos aplausos dos seus aliados e correligionários, como à crítica, mesmo que ferrenha, de seus opositores.”

“E como credibilidade e confiança são ingredientes indissociáveis da representação política, ficam sujeitos à toda crítica pública não só os atos de governo e administração, mas também todas as opiniões do titular ou postulante a cargo eletivo e, ao fim e ao cabo, também todos os atributos profissionais, intelectuais e éticos do mandatário.”

No caso do Querelante, que ele tenha exercido presidência de popular clube de futebol não se dissocia da mandato parlamentar, pois claramente o exercício da referida presidência foi credencial apresentada pelo Querelante para habilitá-lo, perante o eleitorado, ao exercício do mandato parlamentar – que efetivamente recebeu.”

“Também não se pode deixar de tomar em consideração a situação de fato vigente ao tempo em que proferida a crítica ao Querelante e que é objeto da presente queixa.”

“É fato absolutamente notório a existência de sérias dúvidas a respeito de como se deu a construção do estádio de futebol (arena corinthians), construção esta que envolveu o ora Querelante (como então presidente da agremiação de futebol), a empreiteira Odebrecht (envolvida em rumorosíssimos escândalos) e o próprio primeiro escalão do governo federal, nos mandatos dos Presidentes eleitos pelo Partido dos Trabalhadores – partido pelo qual o ora Querelante posteriormente se elegeu deputado federal.”

“E tais dúvidas quanto à construção do estádio, seu custeio e remuneração, não são fatos isolados. Elas se inserem no contexto mais abrangente do escândalo que a tempos domina o noticiário do País,conhecido como “petrolão”, este cercado de elementos indiciários robustos da malversação de recursos públicos na ordem de bilhões de Reais – e tão robustos que levaram a decisões do Poder Judiciário sobre apreensões milionárias de bens e valores e mesmo prisões cautelares de importantes agentes públicos, inclusive do primeiro escalão da administração pública federal.”

“E os escândalos por sua vez não se dissociam da rápida deterioração econômica ao longo do ano de 2015, com retração da produção,aumento explosivo do desemprego e drástica redução da renda e do consumo– todos estes fatos notórios e que independem de prova.”

“Em suma, tudo que se relacione, direta ou indiretamente, como os bilionários desvios de recursos públicos nas gestões dos Presidentes da República eleitos pelo Partido dos Trabalhadores só fez aumentar a indignação e o clamor populares.”

À luz de tais pressupostos, de fato e de direito, reputo que,manifestamente, a conduta descrita na queixa mantêm-se nos limites do normal exercício do direito de livre manifestação do pensamento e normal liberdade de imprensa, sem poder se falar em abuso, em especial de propósito de ataque à honra do Querelante como fim precípuo da conduta.

“Com efeito, o Querelante exerceu presidência de popular clube de futebol, época em que se promoveu construção de suntuoso estádio de futebol, sempre com proximidade das autoridades federais hoje envolvidas em escândalos de desvio de dinheiro público.”

“Fato indissociável do exercício dessa presidência, o Querelante ainda se elegeu deputado federal. Tanto pela presidência do clube, tanto pelo exercício de mandato parlamentar, o Querelante estava sujeito a toda sorte de críticas por parte da opinião pública e na exata proporção da importância do seu cargo ou da sua exposição pública”

“Assim, e como acima já exposto, tanto menor era o âmbito de proteção dos seus direitos de personalidade.”

“É certo que as palavras alegadamente proferida pelos Querelados são sobremodo duras. O ataque vai além da crítica aos atos do Querelado. Atingem diretamente seus atributos pessoais. Mas mesmo estes, como também já acima exposto, podem chegar a ficar sujeitos ao direito de crítica, próprio da liberdade de imprensa.”

“No caso, a evidente gravidade dos dizeres dirigidos ao Querelante mostra-se, no entanto, francamente proporcional à extrema gravidade dos fatos notórios, acima destacados, vale dizer: a nebulosíssima e caríssima construção de um estádio de futebol, no contexto de amplo escândalo de corrupção e que não pode ser desvinculada da mais grave crise econômica deste País.”

“Em suma, diante destes fatos, não seria possível esperar uma reação por parte da opinião pública que não fosse de reprovação e, mesmo, revolta.”

“A proporcionalidade entre os duros termos em que externada a crítica e a gravidade dos fatos em que ditas críticas se ampararam a meu sentir demonstra que os Querelados não extrapolaram os limites do regular exercício da liberdade de imprensa.”

“A proporcionalidade retro referida não deixa de acentuar, também, a inexistência do dolo específico exigido para a caracterização do crime contra a honra.”

“É que, no caso, assoma o direito de crítica, ínsito ao papel da imprensa frente aos poderes constituídos, antes que um ataque direto e pessoal dos querelantes à pessoa do querelante, visando atingi-lo em sua honra,como finalidade última da ação.”

“Cumpre por fim destacar, ademais, que a condenação postulada pelo Querelante na presente ação penal, mesmo que decretada por este Juízo, não teria o efeito de reparar a honra do mesmo Querelante, notadamente sua honra objetiva, pois esta está posta em questão diante de toda a sociedade (e não apenas de um veículo de imprensa).”

Não é a palavrados Querelados que põe em questão os atributos morais do Querelante.”

As dúvidas que cercam a construção da arena (que já estavam postas perante a opinão pública antes mesmo da prática da conduta imputada aos Querelados é que expõem a honra do Querelante.”

“Como figura pública e política, o Querelante poderá tutelar sua honra somente por meio de sua defesa nas esferas competentes e com a obtenção do eventual reconhecimento de sua inocência.”

“Em conclusão, entendo que as condutas dos Querelados mantiveram-se nos limites do normal exercício da liberdade de imprensa, seja pela proporcionalidade entre as críticas e a gravidade dos fatos, notórios, subjacentes e que deram sentido às mesmas críticas; seja considerando ainda a subsidiariedade da tutela dos direitos de personalidade (como a honra) frente ao exercício da liberdade da manifestação do pensamento e da liberdade de imprensa (consoante entendimento do E. Supremo Tribunal Federal); seja pela necessária mitigação da proteção do direito de personalidade decorrente do vínculo político entre mandatário de cargo eletivo e o conjunto da sociedade.”

“Ainda que assim não fosse, a conduta imputada aos Querelados não poderia ser vista como revestida do necessário dolo específico.Ante o retro exposto, por se tratar de exercício não abusivo da liberdade de imprensa (e o exercício de um direito exclui a idéia de crime) as condutas imputadas aos Querelados manifestamente não podem em tese ser consideradas delitivas”

“Por conseguinte, absolvo sumariamente THIAGO UBERREICH e MARCO ANTONIO VILLA, dos delitos que lhe foram imputados na queixa, o que faço com fundamento no artigo 397, III, do Código de Processo Penal.”

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As escolhas de Abílio Diniz

março 18, 2017

O executivo José Roberto Pernomian Rodrigues, vice-presidente de integridade corporativa da BRF, foi detido, ontem, no âmbito da “Operação Carne Fraca”, da Polícia Federal, suspeito de facilitar crimes gravíssimos contra a população brasileira.

Conselheiros da empresa tentaram vetar sua contratação, em 2013, por conta doutro envolvimento, em 2007, na “Operação Persona”, que investigava fraudes em alimentos da CISCO.

Tratava-se, portanto, de pessoa suspeita.

Foi por ingerência do empresário Abilio Diniz, que bateu o pé em defesa de José Roberto, que a contratação foi definida.

Ontem, a Policia Federal demonstrou quem estava com a razão.

Em regra, as escolhas de Abilio Diniz são complicadas.

Enquanto dono da equipe do PAEC (Pão de Açucar que depois, adquirido por executivo do Bradesco, se transformou em Audax), trouxe para a gestão do futebol o intrépido José Carlos Brunoro, de passado conhecido na imunda Parmalat (à época lavanderia da Máfia) e presente notório no submundo esportivo.

Agora, tem bancado (em todos os sentidos da palavra) a campanha de José Eduardo Mesquita Pimenta, militante do Governo Maluf, ao lado de Celso Pitta, acusado de pedir dinheiro em transações de jogadores, de facilitar esquema nos contratos de imagem do clube e não honrar compromissos fiscais (seus bens estão penhorados), à presidência do São Paulo Futebol Clube.

Ao que parece, mais podre do que os produtos vendidos pelas empresas que preside (segundo a PF) é o dedo de Abílio Diniz, quase sempre apontado para gente complicada, seja no âmbito empresarial quanto no mundo esportivo.

Patrocinadores sem vergonha

março 18, 2017

Da FOLHA

Por MARILIZ PEREIRA JORGE

Em menos de uma semana, a maioria dos patrocinadores do Boa Esporte cancelou os contratos que mantinham com o time. Assim que foi confirmada a contratação do goleiro Bruno, houve uma debandada. Até a prefeitura de Varginha (MG) ameaça romper a parceria, que garante a cessão do estádio, o centro de treinamento e hotel para a concentração.

Todos têm mais juízo e são mais decentes do que as empresas que se mantêm firmes ao lado da CBF, apesar dos escândalos divulgados.

Desde que as primeiras prisões foram feitas pelo FBI em maio de 2015, incluindo a do ex-presidente da entidade José Maria Marin, cinco empresas romperam relações, mas apenas depois que outro ex-dirigente, Ricardo Teixeira, e o atual, Marco Polo Del Nero, foram indiciados pela Justiça americana, em dezembro de 2015.

A primeira a jogar a toalha foi a Gillette, seguida por Unimed, Sadia e Michelin. Em novembro de 2016, foi a vez da Samsung romper contrato. Parece óbvio o que leva uma marca a terminar antecipadamente uma parceria que iria até a próxima Copa. Ela se antecipou a futuros problemas, caso o FBI tenha êxito, mas deixou claro que não apoia bandidagem. Antes tarde do que nunca.

É preciso ter esperança de que algo aconteça para moralizar a CBF e, se acontecer, as empresas que ainda não têm vergonha de patrocinar a entidade, apesar das acusações de corrupção, formação de quadrilha e enriquecimento ilícito, hão de sofrer julgamento público até mais duro do que a Justiça fará com os réus.

Hackers invadiram o site do Boa Esporte, ameaçaram os patrocinadores, que também viram seus canais de comunicação inundados por xingamentos. Faz sentido que empresas não queiram vincular seu nome a um caso como esse,que só piora com as notícias.

Dá para entender a lógica na contratação de um homem condenado por ter mandado assassinar uma mulher para não pagar pensão. Ao saber dos apelos da mãe de Eliza Samudio, o presidente do Boa Esporte, Rone Moraes, que é pai de uma menina de 16 anos e de outra de 19, soltou a seguinte pérola: “Eu cuido das minhas filhas, sei com quem elas andam e aonde vão…”

O que ele quis dizer? Que se não andasse com as pessoas erradas, Eliza não teria sido morta? Moraes vai manter as filhas longe do time, para que elas não tenham contato com o homem com quem Eliza andava?

A postura de Rone Moraes não é exceção. As famílias que permitiram que seus filhos fossem até o campo para tirar foto com Bruno apenas confirmam o que escrevi há duas semanas: muita gente acha que Eliza apenas teve o que mereceu porque tentou dar o golpe da barriga.

A indignação do momento é porque Bruno terá o maior salário do clube, cerca de R$ 30 mil. Pouco importa. O único fato positivo dessa tragédia é que, se confirmada a paternidade, o filho de Eliza terá direito de receber a pensão pela qual ela morreu.

Que empresa toparia ter seu nome associado a uma história dessa? Ao que parece, nenhuma. Já com corrupção temos 10 que não têm vergonha nenhuma: Nike, Itaú, Vivo, Guaraná Antarctica, Chevrolet, Mastercard, Gol, English Life, Universidade Brasil, além de Ultrafarma e Cimed, que decidiram se associar à CBF depois que os escândalos tinham vindo à tona. Vai entender.

Coluna do Fiori

março 18, 2017

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Os nossos maiores problemas não estão nos obstáculos do caminho, mas na escolha da direção errada”

Augusto Cury – é um médico psiquiatra, professor e escritor brasileiro

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Noutro dia encontrei uma postagem na pagina Facebook que dizia: Quantas pessoas te amam e quantas de odeiam. Por curiosidade cliquei; resultado:

Com certeza 95% das pessoas que me odeiam estão relacionadas ao meio futebolístico: árbitros, dirigentes, sequencialmente, todos que abraçam o tortuoso caminho do desregramento

Encalço

Conforme zunzum que entendo estar próximo da verdade, Dionísio Roberto Domingues diretor de árbitros da FPF, possivelmente, com aquiescência do ex-árbitro Wilson Luiz Seneme, respectivamente, presidente da CA-CONMEBOL e membro do Comitê de Arbitragem da FIFA, está à cata de solução para afastar Luiz Flavio de Oliveira

Expurgação

O acima reforça que os independentes membros do MP, do poder Judiciário e Policia Federal, devam se unir com o propósito de apurar as irregularidades cometidas nas administrações da CBF, federações, clubes, entidades de classe, em especial a entidade representativa dos árbitros

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8ª Rodada da Série A1 do Paulistão 2017

Sábado 11/03

Palmeiras X São Paulo

Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza

Item Técnico

Nível da disputa ruim, quando exigido! Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza se fez presente

Item Disciplinar

Acertou por ter advertido com cartão amarelo 03 defensores do Palmeiras, assim como, 03 são-paulinos

No todo

Trabalho admissível

Domingo 12/03

Ponte Preta x Corinthians

Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo

Assistente 01: Danilo Ricardo Simon Manis

Assistente 02: Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo

Item Técnico

Com a ressalva do inexistente escanteio marcado e assumido, favorável ao Corinthians, ocorrido na metade do campo fiscalizada pelo assistente: 02 que deu origem aos lances que antecederam o gol que igualou o resultado da refrega

Item Disciplinar

Advertiu e corretamente 01 defensor da Ponte Preta e 03 corintianos

No todo

Demonstrou inteligência, disciplina e humildade; o principal representante das leis do jogo desenvolveu trabalho satisfatório

Quarta Feira15/03 – Copa do Brasil

ABC 1 x 1 São Paulo

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)

Itens Técnico/Disciplinar

Trabalho normal dos representantes das leis do jogo

Copa Libertadores 2017

Palmeiras 1 x 0 Jorge Wilstermann

Árbitro: Eduardo Gamboa (CHI)

Itens Técnico/Disciplinar

Sabe nada.

Concluindo

Para ser ruim tem que melhorar e muito

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Politica

Num mato sem cachorro

Tudo o que os políticos dizem ou sugerem bate num muro de irritação e descrença

Quanto mais os nomes das “listas do Janot” se multiplicam, mais o Congresso, em geral, e os políticos, individualmente, dão mostras evidentes de que estão completamente perdidos, nadando contra a corrente, em círculos, sem rumo e sem capacidade de reação. Acuados, isolados, não conseguem ouvir nem falar com a opinião pública. Estão sempre atrasados, a reboque dos fatos e reféns das versões.

As duas listas vazadas nesta semana já somam dois ex-presidentes da República e dois ex-ministro da Fazenda do PT, seis ministros do governo Temer, todos os três potenciais presidenciáveis do PSDB, cinco governadores e os ex e atuais presidentes da Câmara e do Senado. Ao todo, oito partidos envolvidos, incluídos aí todos os maiores.

São “todos iguais”, como se martela à exaustão na sociedade há décadas e agora é a chance de “provar”? Ou é questão de justiça “separar o joio do trigo”, como os listados gritam em desespero, sem ninguém ouvir? O desafio é explicar que praticamente todos os candidatos majoritários tiveram financiamento da Odebrecht e que os presidentes de partido, em geral, pediram doações para seus candidatos, mas eles não são, ou nem todos são, como Sérgio Cabral e Eduardo Cunha. No mínimo, há gradações.

A resposta será do Judiciário, mas até lá a opinião pública já terá (se é que já não tem) seu veredicto: todos “são iguais”. Isso prenuncia uma implosão do sistema político sem nada no lugar, mas as tentativas de resistência, até de convencimento, têm esbarrado num imenso muro de desprezo, desconfiança e irritação. Falta racionalidade.

Vamos ao foro privilegiado. Há exageros? Evidentemente há. O timing do Supremo é fora do razoável? É. Mas jogar todos os políticos na primeira instância é a salvação da lavoura? Nem todos os juízes são Sérgio Moro e há um velho compadrio: o político e o juiz tomam uísque juntos. Ou, ao contrário, o juiz é amigão do adversário, um perigo.

Com crise, saca-se sempre a reforma política, mas desta vez é diferente. Além da proporção da crise, ela tem origem na relação promíscua entre políticos e financiadores de campanha e há o fim do financiamento privado e as eleições estão logo ali, em outubro de 2018.

Sem o oceano de dinheiro de empreiteiras, bancos, frigoríficos, os candidatos vão ter que aprender a nadar no raso. As campanhas terão que ser, obrigatoriamente, mais baratas, como pareceu ser consenso num jantar de anteontem na casa do ministro do STF e do TSE Gilmar Mendes, na linha de frente de uma investida dos três Poderes pela reforma política. Nada de marqueteiros, filmes e efeitos especiais que deformam a realidade a peso de ouro. Mas sem voltar aos tempos da “Lei Falcão”, apenas exigindo que os candidatos se exponham e assumam suas ideias reais.

Além disso, quem terá acesso ao fundo partidário? Vai aumentar, em vez de diminuir, o caixa dois privado? No jantar, houve um consenso: não é possível compatibilizar campanha individual com o fundo. O jeito é lista fechada, em que o eleitor vota, não num candidato, mas numa lista preestabelecida pelos caciques dos partidos. A ideia, porém, virou o Judas da vez, entendida como forma de meter os Renans, Lobões e Jaderes no topo da lista e garantir-lhes a reeleição e o foro privilegiado em 2018.

Se há uma conclusão do jantar, que reuniu dois ministros dos TSE e STF, ministros de Temer, parlamentares e diplomatas, é que alguma coisa é preciso fazer, não para secar a Lava Jato, mas para atacar os males do sistema político sem implodir o Congresso, ferir o Executivo e resvalar no Judiciário. Mas, ninguém sabe exatamente o quê fazer, nem como. Os políticos estão num mato sem cachorro e não sabem como sair para chegar a 2018.

Autora: Eliane Cantanhêde – Publicado no Estadão do dia 17/03/2017

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Finalizando

“Estou cansado, no final da estrada (…) Mesmo assim, vejo com alegria o que fiz, sem me intimidar com a opinião dos outros”

Arthur Schopenhauer – foi um filósofo alemão

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-18/03/2017

Ouça abaixo os programas “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foram ao ar pela rádio Rock n’ Gol (http://rockngol.com.br)

 

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.


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