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Archive for 14 março, 2017

Gavioli no Corinthians e na Odebrecht

março 14, 2017

Há pouco mais de um mês, por indicação do deputado federal Andres Sanches (PT), dizem, parte do acordo que livrou o atual presidente do Corinthians, Roberto Andrade, do impeachment, o  clube contratou um gestor remunerado de finanças: Roberto Gavioli.

Estranha aquisição num clube que mantém o discurso de corte de cargos para redução de despesas.

Mais estranho ainda é o fato da Odebrecht, construtora do estádio de Itaquera, ter entre seus principais executivos a figura de um senhor de nome “Antonio ROBERTO GAVIOLI”, que a Polícia Federal, no âmbito da Operação Lava-Jato, acusou de ser o emissário que pagou percentual da propina destinada a Andres Sanches (R$ 2,5 milhões), por intermédio do vice-presidente alvinegro, André Negão (que também foi levado a depor).

No clube, a versão oficial é de que um não tem nada a ver com o outro.

Pode ser.

Mas datas, sobrenomes e, principalmente, a pessoa que indicou o funcionário a um cargo absolutamente estratégico no Parque São Jorge, concomitantemente às informações de que dirigentes alvinegros haviam sido denunciados por diretores da Odebrecht, ocasionaram justificadas suspeitas, até o momento, não totalmente dissipadas.

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Ouça a rádio Rock n’ Gol ao vivo !

março 14, 2017

Blog do Paulinho

(por conta de obras do servidor de internet nas redondezas do estúdio em que é gravado o programa Blog do Paulinho ficou inviabilizada a transmissão e a gravação do podcast no dia de hoje. Amanhã estaremos de volta no horário habitual. Desde já pedimos desculpas por eventuais aborrecimentos)

Maluf, Pitta e Pimenta – a gestão mais honesta da história de São Paulo

março 14, 2017

(Diário Oficial – maio de 1994)

Fluminense vai para o tapetão contra o Blog do Paulinho, mas dá vexame

março 14, 2017

Na última sexta-feira (10), o Fluminense ingressou com ação contra o Blog do Paulinho, na 2ª Vara Civil de São Paulo.

Pede R$ 50 mil por danos morais.

Pela história gloriosa do clube, uma pechincha.

Porém, diferentemente de seus advogados de tribunais esportivos, que vencem mesmo quando não perecem ter argumentos razoáveis para tal (razão do apelido “tapetense), o escritório contratado para defender o clube na capital paulista fez uma lambança histórica: impetrou o processo sem dizer qual era a matéria que, supostamente, agredia a moral da equipe carioca.

Diz sentença da juíza Dra. Cecília de Carvalho Contrera:

“Se o autor traz com causa de pedir publicação veiculada por meio da rede mundial de computadores, deve ele no mínimo indicar o endereço eletrônico (URL) para acesso da mencionada matéria ofensiva.”

“Venha aos autos espelho da postagem que está sendo objeto de impugnação nesta ação, indicando inclusive o respectivo endereço eletrônico para que possa ser visualizada, em quinze dias, sob pena de indeferimento da inicial”.

Acho que em quinze dias, prazo concedido pelo judiciário para que o Fluminense acesse a busca do Blog do Paulinho e consiga imprimir a postagem em questão, devem ser suficientes para evitar novo episódio constrangedor.

Os bodes expiatórios

março 14, 2017

Por LUIS NASSIF

No domingo, a Folha cometeu outra pós-verdade na manchete principal: “Andrade Gutierrez diz que subornou o Tribunal de Contas de SP”.

Os autores da reportagem são sérios. O prato feito que receberam, dificilmente.

A reportagem criou a figura de um suposto candidato a delação premiada. Ou seja, nem delator é, logo não pode ser identificado.

O candidato a delator, suposto executivo da Andrade Gutierrez, informou que subornava um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que, por sua vez, repassava a propina para seus colegas, para fechar os olhos às irregularidades dos contratos.

A estratégia foi utilizada com muito sucesso no caso Alstom. Denunciou-se um conselheiro, Robson Marinho, que havia sido Chefe da Casa Civil do governo Covas. O escândalo perpassou os governos Alckmin e Serra. Nas denúncias do Ministério Público Estadual e no Federal, não havia a figura de nenhum político, apenas funcionários de segundo e terceiro escalão e o conselheiro Robson Marinho.

No caso do MPF, a maneira como escondeu os políticos tucanos foi escandalosa, com o procurador Rodrigo De Grandis evitando atender aos pedidos do Ministério Público suíço, apesar de cobrado pelo Mionistério da Justiça. A maneira como a corregedoria do MPF o absolveu comprovou de maneira enfática a partidarização do poder.

Agora, quando as delações chegam novamente nos políticos paulistas, cria-se uma denúncia em cima de um conselheiro, Eduardo Bittencourt de Carvalho, há 6 anos afastado do TCE. Bittencourt era um aplicado tucano que em 2002 adquiriu os bois da fazenda de Fernando Henrique Cardoso por preço de gado inglês.

Foi afastado do TCE por suspeita de enriquecimento ilícirto, mas jamais foi influente junto aos seus pares. E jamais poderia ser personagem central dos escândalos da Andrade Gutierrez no estado. Afinal, para conseguir contratos irregulares o suposto candidato a delator tratou provavelmente com Paulo Preto, com autorização de José Serra e Geraldo Alckmin. A parte de Bittencourt foi menor: apenas fechar os olhos para a maracutaia.

A folha corrida de Arthur Eugênio Mathias, sócio de Edgard Soares no site Futebol Interior

março 14, 2017


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