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Archive for 12 março, 2017

Matéria da FOLHA, que cita Citadini, ferve os bastidores do Parque São Jorge

março 12, 2017

A FOLHA de hoje exibe como sua matéria principal delação premiada de executivos da construtora Andrade Gutierrez, que afirmam ter pagado propina de 1% das obras do metrô ao conselheiro do TCE-SP, Eduardo Bittencourt, que nega a informação.

Um dos diretores do grupo, em suposta negociação para delação (ainda não efetivada), diz que o dinheiro teria sido distribuído aos outros conselheiros do Tribunal, entre os quais, Roque Citadini.

Foi o suficiente para os bastidores do Parque São Jorge entrarem em ebulição,

Inimigos e adversários de Citadini espalharam, durante toda a manhã, pelas mais diversas mídias sociais, os lnks da reportagem, acompanhados dos mais desairosos comentários.

A matéria, pelos fatos relatados (os comprováveis), em verdade, absolvem o conselheiro do TCE e do Corinthians.

Diz trecho da FOLHA:

“Citadini, por exemplo, acusou problemas em obras da linha 5 – lilás e no monotrilho. O preço da linha 5 teve um aumento de R$ 1,05 bilhão. O trecho feito pela Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa foi o que sofreu a maior elevação: passou de R$ 862 milhões para R$ 1,15 bilhão, aumento de R$ 284,4 milhões.”

“Citadini pediu que a obra do monotrilho fosse paralisada porque não havia projeto básico, detalhamento de custos, e a concorrência feria a Lei das Licitações.”

“Em janeiro do ano passado, o governo rompeu o contrato do monotrilho alegando que as empresas abandonaram a obra. Já a Andrade Gutierrez dizia que o governo atrasava pagamentos.”

Auditoria independente da construtora, também citada na matéria, revela:

“A Andrade Gutierrez fez uma auditoria para checar o caminho do dinheiro que foi distribuído como propina e descobriu que os valores entregues a Bittencourt foram repassados a um operador financeiro. A auditoria, no entanto, não encontrou rastros de pagamentos que cheguem até os outros conselheiros.”

Ou seja, apesar de um diretor da Andrade Gutierrez, ainda em negociação para delação, supostamente (a indicação é apenas de fonte da jornalista) insinuar que outros conselheiros podem ter sido beneficiados, nada foi falado, oficialmente, muito menos comprovado.

Ainda assim, o assunto deverá render discussões acaloradas no Corinthians, principalmente entre os que estão envolvidos na “Operação Lava-Jato” ou apenas discordam do nome de Citadini para a disputa do cargo de Presidente do Corinthians.

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Blog do Paulinho #98

março 12, 2017

Na surdina, Corinthians (sem anuência do Conselho) e Odebrecht aprovam acordo com a CAIXA e o BNDES

março 12, 2017

Na última quarta-feira (08), o Arena Fundo de Investimento Imobiliário – FII, gestor do estádio de Itaquera, aprovou, por unanimidade, novo acordo com a CAIXA, relativo ao repasse dos R$ 400 milhões (já efetuados) junto ao BNDES.

Diz a ata, registrada um dia depois (09), que houve comparecimento de todos os cotistas, ou seja, Corinthians, Odebrecht e Arena Itaquera S/A (BRL TRUST).

Recentemente, em reunião do Conselho Deliberativo, decidiu-se que o clube de Parque São Jorge não poderia assinar novos acordos relativos ao estádio sem conhecimento prévio e anuência do órgão.

A direção alvinegra, em clara afronta, ignorou.

Foram aprovados pelo FUNDO ARENA, segundo o documento de reunião:

“Os representantes dos cotistas deliberaram de forma unânime pela aprovação da assinatura dos instrumentos exigidos pelo financiador (CAIXA), incluindo o Contrato de Financiamento Mediante Repasse nº 417.355-11, contratado com o BNDES, entre a Arena Itaquera, a CAIXA e demais partes, bem como a assinatura dos demais contratos necessários (aditamentos), ao implemento das condições dispostas na Comunicação Eletrônica GECOA 6.2050/2016, enviada pela CAIXA no dia 29 de dezembro de 2016 (Comunicação CEF), condição de eficácia para a concessão de prazo de carência total (juros e amortizações) do serviço da dívida do Financiamento por seis meses, com início em 15 de novembro de 2016 e final em 15 de abril de 2017, inclusive, conforme também disposto na Comunicação CEF.”

“Deste modo fica a Administradora autorizada a realizar todos e quaisquer atos necessários para a implementação da matéria aprovada.”

Em resumo, o Corinthians e seus parceiros do estádio, estavam sem pagar o financiamento do estádio, desde antes da metade de 2016, e voltaram a fazê-lo a partir de novembro (em ato contínuo) com prazo final (para o calote) até abril de 2017 (próximo mês), mas somente na última semana, aprovaram, de fato, esta manobra.

Ampliou-se, por consequencia, o valor da dívida da Arena, com novas cobranças de juros e correções sobre o valor final contratado.

Uma atitude de pouca transparência, que dá margem à suspeita de ocultação de procedimentos, sabe-se lá por quais razões, aos órgãos de fiscalização dos envolvidos (no caso do clube, seu Conselho Deliberativo).

Cinco anos da queda de Ricardo Teixeira

março 12, 2017

No dia 12 de março de 2012, o futebol brasileiro se livrou de Ricardo Teixeira, por intermédio de carta-renúncia apresentada pelo sucessor, o não menos imoral José Maria Marin (que acabou preso, depois, ao dar continuidade ao legado anterior).

O cartola permaneceu 23 anos no poder.

Sua queda marcou o fim de uma dinastia, iniciada pelo sogro, João Havelange, que, por décadas, transformou o principal esporte do país em captador de recursos ilícitos para um pequeno grupo de beneficiados.

Teixeira passou por duas CPIs (no exercício do cargo), sendo indiciado dezenas de vezes, com uma condenação por contrabando (talvez o menos significante de seus desvios de conduta).

No epílogo de sua passagem pela CBF, o cartola trouxe para perto de si o ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches, que sonhava em ocupar o lugar do dirigente, mas, depois da renúncia, como o “tonto” do “zorro”, perdeu espaço para o grupo do atual presidente, Marco Polo Del Nero, de quem agora tenta se reaproximar.

A queda de Teixeira, se não deu fim ao sistema corrompido dos bastidores da CBF, serviu, em simbolismo, para dar esperança àqueles que, incessantemente, combatem os que insistem em viver à margem da Lei, mostrando ser  possível atingir essa gente, e, quiça, no futuro, mudar as coisas no futebol brasileiro.

Grupo político do Santos é pressionado por membros que se tornaram funcionários do clube

março 12, 2017

O atuante grupo político, denominado “Santos sempre Santos”, decisivo para a eleição de Modesto Roma Junior no último pleito, tem enfrentado complicações por conta de alguns de seus membros que, no embalo da vitória política, aproveitaram para assegurar uma “boquinha” na Vila Belmiro (tornaram-se funcionários do clube).

Antes combativos, os assalariados pressionam para que as críticas do “SSS” contra a gestão atual, e, principalmente, contra o empresário Marcelo Teixeira – que é quem, de fato, manda no presidente – cessem, temendo por seu empregos.

Demonstração clara de que o objetivo dessa gente sempre foi pessoal, sobrepondo-se aos desejos de melhorias para o Santos Futebol Clube.

Disse o presidente do “Santos Sempre Santos”, em comunicado enviado aos membros do grupo:

“É de conhecimento de todos que a nossa Associação esteve, nas ultimas eleições, ao lado do Grupo que elegeu o atual presidente Modesto Roma e, algumas pessoas ligadas ao nosso Grupo passaram a exercer alguns cargos no SFC.”

“Ocorre que, tratando-se a Santos Sempre Santos de um Grupo independente, em prol exclusivamente do SFC, algumas criticas surgiram a atual Gestão, o que me parece bastante natural, até porque eram criticas construtivas à Gestão e não a pessoas.”
“Quando assumi a Presidência, em meu discurso, deixei claro que, daria continuidade ao que a Associação tinha acertado e, mudaríamos no que erramos. Uma das coisas que colocamos como objetivo seria o FIM do “EMPREGUISMO”, ou seja, para trabalhar no SFC você precisaria ser um grande “Profissional”, sendo contratado através de uma analise do marcado de trabalho, baseado em trabalhos realizados, currículo, etc.”

“Alguns dos atuais funcionários que pertenciam a nossa Associação, já à algum tempo, questionavam as criticas revelando que estavam com medo de perder o emprego, sendo explicado a eles que Criticas construtivas não iam parar só para preservar empregos no SFC.”

Diante deste quadro, os descontentes tornaram-se dissidentes, criaram um novo grupo, denominado “Amigos do “Marcelo Teixeira” (mais pelego, impossível), e estão, via redes sociais, cooptando membros do “SSS”, além doutros setores do clube, para o “lado negro da Força”.

Certos acontecimentos transcendem a objetividade

março 12, 2017

Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

IDIOTAS DA OBJETIVIDADE, para seguir na trilha de Nelson Rodrigues, seria o rótulo de quem imputou à arbitragem o milagre de Camp Nou, ou o dia em que Neymar pôs Lionel Messi em patamar subalterno.

Que o juiz alemão errou o repeteco mostrou à exaustão, mas o videotape é burro, como ensinou o mestre.

O zagueiro escorregou e Neymar tropeçou nele; Marquinhos não tocou em Suárez o suficiente para derrubá-lo; Mascherano derrubou Di Maria; Mascherano meteu o braço na bola na área no primeiro tempo.
Pronto: Barcelona 4, PSG 3.

Os catalães estão fora da Liga dos Campeões e os franceses eliminaram os rivais a quem jamais haviam vencido em mata-matas.

Mas não.

Houve também um pênalti em Neymar quando o jogo estava 1 a 0 e, só para ilustrar a burrice do videotape, Zico, ao comentar para o Esporte Interativo, achou que ambos os pênaltis assinalados para o Barça aconteceram.

Ou seja, há controvérsias e a opinião de Zico, que conhece porque esteve lá, tem peso, muito peso.

Pois veja a rara leitora e o raro leitor, cá estamos perdendo tempo e espaço ao falar do juiz qual um idiota da objetividade.

Falemos, então, do Sobrenatural de Almeida.

Sim, ele estava lá, disfarçado, no Camp Nou atômico.

Aquela energia que pairou sobre a Catalunha não pode ser reduzida a eventuais erros do apito porque também ela impediu que Cavani fizesse o segundo gol e liquidasse com os anfitriões.

Uma energia que não contaminou o gênio de Messi a ponto de ele abrir mão de bater uma falta e um pênalti que normalmente seriam de sua responsabilidade porque, cético, ou realista, já dera os anéis e os dedos por perdidos.

Neymar não!

O brasileiro não desiste nunca, mentira que gostamos de contar para nós mesmos, mas que, na noite do miracle (em catalão), era verdade.

Neymar havia visto Suárez abrir o placar nem bem a epopeia começara.

Viu o calcanhar genial de Andrés Iniesta provocar o segundo gol, contra, ainda no primeiro tempo e fez as contas das peladas em Santos: dois vira, quatro acaba, o bastante para a prorrogação.

Tropeçou no escorregão de Meunier, o alemão não deu, prova de que má intenção não havia, mas o auxiliar dele, atrás do gol, acusou. Messi fez 3 a 0 e Neymar vibrou, acreditou, aliás, como todos nós.

Então veio o balde de água congelada dos Pirineus, na fronteira da Espanha com a França. Gol de Cavani.

Neymar, ao contrário do resto da humanidade, não achou que o fim do mundo tinha, enfim, chegado.

Fez o quarto gol aos 43 ao bater falta como se fosse arremesso de três pontos. E era. E ele pareceu saber.

Porque fez o quinto três minutos depois, de pênalti, como se fosse um lance livre.

Faltava o sexto gol. Faltavam ainda mais quatro minutos. Uma eternidade num jogo de bola ao cesto.

No 50º minuto antes do nada, falta quase no meio de campo, na zona morta e no goleiro(!)Ter Stegen.

Neymar bate e a bola volta. Ele avança. Em vez de devolver à área ou chutar da intermediária, dribla um rival, levanta a cabeça e põe a bola no pé de Sergi Roberto: 6 a 1.

Cesse tudo o que a musa antiga canta que outro valor mais alto se alevanta!


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