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Archive for 11 março, 2017

Documento do Arena Fundo, gestor do estádio em Itaquera, desmente ex-diretor financeiro do Corinthians

março 11, 2017

No último dia 02 de fevereiro, o diretor de finanças do Corinthians, Emerson Piovesan, protocolou no Conselho carta afirmando que o Balanço do clube, em seu exercício 2014, havia sido “maquiado” por seu antecessor, Raul Corrêa da Silva:

“(…) decidiu-se na gestão anterior pelo valor de constituição das cotas da Arena Corinthians (Arena Fundo de Investimento Imobiliário – FII) como receita direta nas demonstrações financeiras, afetando, consequentemente, o resultado do exercício, pelo exato valor da constituição do Fundo”.

“Entretanto o procedimento correto – conforme determina a legislação contábil – é efetuar o registro destes valores diretamente em conta de patrimônio líquido, classificando tal registro com a natureza de subvenções, uma vez que o ativo produzido pelas cotas do Arena Fundo representam a incorporação de ativo ao patrimônio do clube, não gerando, portanto, nenhuma receita.”

“Tal prática contábil – o registro em resultado do exercício – produziu em 2014 a informação de um superavit no valor de R$ 230,561 milhões”

“Após o ajuste contábil, determinado por esta diretoria atual, o valor efetivo para 2014 representou um deficit no montante de R$ 97,084 milhões”

Também em resposta ao Conselho, Raul refutou:

“O registro contábil das cotas de titularidade do SCCP no Arena Fundo de Investimentos Imobiliários observou estritamente a “Estrutura Conceitual para a elaboração e apresentação das demonstrações contábeis”, definida na resolução nº 1374/2011 do Conselho federal de Contabilidade, e o pronunciamento do CPC 30, emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis”.

No 05 de outubro de 2012, respondendo a questionamentos do conselheiro Edgard Ortiz, o escritório de advocacia Machado Meyer, em nome do Arena Fundo de Investimento Imobiliário, responsável pelo estádio de Itaquera, em carta endereçada ao Corinthians, com cópia para o então vice-presidente Luis Paulo Rosenberg, esclareceu:

“(o Arena Fundo) foi criado com propósito específico de viabilizar financeiramente o Projeto e custear a construção da Arena Corinthians”

“(…) o Fundo foi constituído por três quotistas, quais sejam: (i) o Corinthians, na qualidade de quotista JUNIOR; (ii) a Arena Itaquera S/A, na qualidade de quotista SENIOR; e (iii) a ODEBRECHT Participações e Investimengos, na qualidade de quotista MEZANINO”

“À medida que o financiamento comece a ser pago, a participação da SPE Arena no Fundo passará a ser gradualmente reduzida. Uma vez quitado o financiamento junto ao BNDES, o Fundo passará a ter o Corinthians como seu único cotista”

Em resumo, as cotas do Corinthians no Fundo (JUNIOR) – criado especificamente para tomar dinheiro do BNDES – não lhe concede poder decisório.

Além disso, o clube somente avançará para as demais (SENIOR e MEZANINO) na medida em que o financiamento com o BNDES estiver sendo quitado.

No momento, os pagamentos estão congelados (por conta de renegociação) e sequer os juros do empréstimo estão sendo honrados.

Em sequência, no mesmo documento, o Arena Fundo, por intermédio da Machado Meyer, contrapõe os argumentos contábeis utilizados por Raul Corrêa da Silva em seu balanço de 2014, deixando claro que:

“O Corinthians, de fato, não é mencionado nas atas de AGEs da SPE Arena, como corretamente mencionado pelo conselheiro Edgard Ortiz em seu relatório”

“Mas isso ocorre por uma razão muito simples: o Corinthians NÂO INTEGRA O CAPITAL SOCIAL DE TAL SOCIEDADE, que, como acima mencionado, foi criada com único porpósito de captar recursos via financiamento e injetá-los no Fundo, com isso viabilizando a construção da Arena Corinthians”

“E não faria sentido algum que o Corinthians integrasse o capital social da SPE Arena à medida que, como já foi esclarecido, o BNDES não empresta recursos a clubes de futebol”

“Além disso, a SPE Arena é um mero veículo de financiamento e que, uma vez pago o financiamento, deixará, inclusive, de ser cotista do Fundo”

Por fim, o Fundo diz que o Corinthians sequer é proprietário do imóvel em que foi erguido o estádio de Itaquera, nem  detém o direito real de uso (cedido aos gestores), jogando por terra qualquer possibilidade de integralizar o estádio como, “Receitas”, como fez Raul Corrêa, equivocadamente, segundo a opinião não apenas do atual diretor, Emerson Piovesan, mas também de três contadores ouvidos pelo blog (https://blogdopaulinho.com.br/2017/03/06/contadores-condenam-manobra-de-ex-financeiro-no-balanco-do-corinthians/):

“Cabe, em primeiro lugar, esclarecer que o Corinthians não é proprietário do imóvel no qual está sendo construída a Arena Corinthians. Na verdade, o Corinthians detém uma concessão de direito real de uso”

“Não obstante, para obtenção de financiamento, uma das condições impostas pelo BNDES é a de que a CDRU (Concessão) seja temporariamente transferida pelo Corinthians ao Fundo”

EM TEMPO: os documentos foram cedidos gentilmente ao Blog do Paulinho pelo associado do Corinthians ROLANDO WOHLERS, popular CIBORG do CORINTHIANS.

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O São Paulo não merece cair em mãos deploráveis

março 11, 2017

“Eu reconheci que o Pimenta pediu dinheiro. Foi feita a gravação, e lá em Campinas, se constatou que era autêntica a voz, era dele mesmo. Houve montagem na fita, mas o que ficou ali era verídico. A edição não exclui o fato dele ter pedido dinheiro. Por isso reconheci isso na sentença”

“O que o Todé falou era verdadeiro. Eu reconheci a veracidade do que foi dito contra o Pimenta. Ele dizia que o Pimenta teria pedido dinheiro. E não havia dúvida disso, então absolvi o Todé”.

“Julguei em cima do laudo, minha sentença tinha fundamentos sólidos, Se ele foi absolvido internamente é puro corporativismo, coisa do clube (São Paulo)”

(Juíz de Direito LUIS FLÁVIO GOMES, que julgou EDUARDO MESQUITA PIMENTA, candidato a presidente do São Paulo, em entrevista ao UOL)

Rádio Estadão cede concessão a evangélicos e 171 do Vale do Paraíba é jogado para escanteio

março 11, 2017

Nos últimos meses, em dificuldades financeiras, a rádio Estadão tentou parcerias com diversos meios de comunicação para se manter no ar sem a necessidade de alterar o nome da marca, que remete ao famoso jornal.

O comentarista Neto acertou arrendar o horário de esportes, mas foi impedido pela BAND (com quem mantém contrato) de dar sequencia ao negócio.

Nas últimas semanas, acordo verbal com o grupo criminoso capitaneado pelo “171 do Vale do Paraíba” estava apalavrado (também para esportes), faltando apenas a assinatura do contrato.

De repente, tudo mudou.

O grupo Estado decidiu desativar a rádio, cedendo a frequência, por substancial quantia em dinheiro, para a seita “Comunidade Cristã Paz e Vida”, de hábitos semelhantes ao que se vê por ai neste mesmo ramo de “negócios”.

Emerson Sheik zoa São Paulo, mas mente ao falar sobre documentação

março 11, 2017

Em entrevista ao programa “Aqui Com Benja”, da Fox Sports, o atacante Emerson Sheik, que já foi vítima de preconceito por conta de uma foto postada em rede social beijando ao boca de seu sócio, dono de badalado bar da capital, decidiu brincar com o São Paulo, ao ser questionado sobre não ter obtido sucesso no Tricolor:

“São Paulo? Não é uma lembrança muito bacana. Eu descobri a tempo e meti o pé. O pessoal lá tem uma fama meio estranha. É o que dizem. Ainda bem que sai cedo. Para o início foi bacana, mas felizmente eu saí”

Piadas à parte, quando tentou falar sério, Sheik mentiu:

“Eu fui vendido muito novo. Fiz toda a minha base no São Paulo e fui vendido muito novo para o Japão. Teve todo aquele problema com o Sandro Hiroshi e a diretoria me venceu rapidamente. Não descobriram absolutamente nada em relação à minha documentação”

O Blog do Paulinho, anos atrás, com exclusividade, não apenas descobriu como postou a falcatrua.

Sheik, que na verdade se chama “Marcio Passos de Albuquerque”, adulterou documentação, passando a adotar o nome “Emerson”.

Flagrado não apenas pela FIFA (obrigando-o a sair quase fugido do Qatar), mas também pela Policia Federal (que o prendeu no aeroporto), Sheik decidiu manter o nome fajuto (como apelido) na sequencia de sua carreira.

Coluna do Fiori

março 11, 2017

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Quando seu vizinho está errado, você aponta o dedo; quando é você, o dedo se esconde”

Provérbio africano

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Reportando 

Em meu tempo havia árbitros que costumavam analisar a escala dos colegas; em seguida, sem nenhum respeito, passavam a comentar que contenda tal não chegaria ao fim, afirmando que o escalado não tinha condições

Maneira de fofocar 

No ontem as intrigas de um em detrimento do colega, eram concretizadas pessoalmente ou telefonema aos dirigentes da CBF, federações, clubes, radialistas e jornalistas

Contemporaneidade

Com o avançar da ciência, no hoje, temos os conhecidíssimos Facebook e Whatsapp, instrumentos que facilitam o envio de mensagens instantâneas a pessoa que tenha o mesmo tipo de transmissor

Patifaria

Desde a implantação destas tecnologias, seja antes, no intervalo ou após a refrega, sou convicto que em tempo recente, algum, dentre os centenas de árbitros da FPF, tenha usado este meio de comunicação para criticar a atuação do principal representante das leis do jogo. Né não?

Intolerável

A explicita e vergonhosa cobertura dos componentes da CA-FPF, assim como, do seu diretor Dionísio Roberto Domingues, ao assoprador de apito Leandro Bizzio Marinho

Cincadas

Lembro que Leandro Bizzio Marinho foi mal quando da contenda Palmeiras x Ferroviária referente à 6ª Rodada, no dia 25/02.  Como prêmio, foi “sorteado” para trabalhar na refrega Corinthians x Santos, alusiva a 7ª Rodada

Lava Jato no Futebol

Existem diversos motivos para que tenhamos Urgente e independente apuração nas administrações da CBF, federações, clubes, como também, nas entidades de classe, dentre estas: dos árbitros.

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7ª Rodada da Série A1 do Paulistão 2017

Sexta Feira 03/03

Red Bull Brasil 1 x 3 Palmeiras

Árbitro: Vinicius Furlan

Itens Técnico/Disciplinar

Trabalho aceitável, no todo: os componentes da equipe de arbitragem não foram exigidos.

Sábado 04/03

Corinthians 1 x 0 Santos

Árbitro: Leandro Bizzio Marinho

Assistente 01: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa

Assistente 02:  Miguel Cataneo Ribeiro da Costa

Quarto Árbitro: Vinicius Furlan

Item Técnico

Por ter deixado de marcar faltas, descumpriu as leis do jogo em vários momentos. As maiores aberrações ocorreram no trigésimo quarto minuto da segunda etapa quando deixou de marcar três faltas no interior da equipe santista; explico:

1ª – Bola na descendente Vladimir goleiro sobe para defender, no mesmo instante, Kazim, atacante corintiano, subiu e atingiu o goleiro; assoprador viu, nada marcou, como também, jogo seguiu;

2ª – na sequência, goleiro caminhou para lançar à redonda, sofre nova falta, assoprador viu, nada marcou, jogo seguiu;

3ª – posteriormente, sob as vistas do assoprador, de proposito, Vladimir atingiu o calcanhar do atacante corintiano; jogou seguiu

Nota

Tivesse efetuado o movimento braçal do segue o jogo, tanto eu, quanto o publico, entenderíamos que houvera dado a lei de vantagem; como não o fez: lance legal

4º – concomitante ao toque no oponente, o goleiro lança bola para um de consortes, que, no total domínio da pelota é surpreendido com o trilar do apito, imediatamente, o assoprador tira o cartão amarelo e adverte o goleiro, determinando falta a favor da equipe santista

Agravamento

Ao determinar o reinicio da contenda dentro da área santista com falta contra o Corinthians, o assoprador agrediu a lei do jogo, da qual, é conhecedor, vez que, ao advertir o goleiro, expressou que o mesmo houvera praticado falta; portanto: deveria ter apontado penalidade máxima

Xaveco

Vir com a desculpa de ter esquecido é papo furado. Ele e seus protetores devem entender que os espectadores, mesmo que de leve, conhecem as leis do jogo

Item Disciplinar

Aplicou 05 cartões amarelos, sendo: 04 cartões amarelos para corintianos e 01 para o goleiro santista, fosse mais enérgico e cumpridor das leis do jogo, dentre os amarelados, certamente, por ter praticado outra(s) o corintiano Balbuena teria recebido o segundo, seguido do vermelho,

– dentre os não advertidos, aponto o santista Bruno Henrique, quando da falta cometida por volta do trigésimo quarto minuto da segunda etapa

Domingo 05/03

São Paulo 4 x 1 Santo André

Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira

Assistente 01: Alex Alexandrino

Assistente 02: Leandro Matos Feitosa

Item Técnico

Irregularidades

1ª – Pouco antes de marcar o primeiro gol da equipe são-paulina, assim que dominou a redonda, Cicero estava dois metros a frente do penúltimo adversário; mesmo mal colocado, caberia ao assistente: 02 levantar seu instrumento de trabalho. No mesmo instante, bem posicionado, Luiz Flávio de Oliveira poderia e deveria apontar a visível irregularidade, como bom seguidor do “ele que se f…”, na cara dura, se mancou

2ª – O terceiro gol da equipe do São Paulo, foi validado irregularmente, vez que, Luiz Araújo, autor do mesmo, o fez, usando seu braço direito

Item Disciplinar

Acertou por ter advertido com cartão amarelo três atletas do São Paulo, como também, 01 do Santo André

Copa Brasil 2017 – Quarta Feira 08/03

São Paulo 3 x 1 ABC/RN

Árbitro: Braulio da Silva Machado (CBF -SC)

Itens Técnico/Disciplinar

Os representantes das leis do jogo desenvolveram trabalho aceitável

Quinta Feira 09/03

Luverdense-MT 0 x 2 Corinthians

Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro (CBF-RJ)

Assistente 01: Dibert Pedrosa Moises (CBF-RJ)

Assistente 02: Eduardo de Souza Couto (CBF-RJ)

Item Técnico

Realço o correto interpretar por ter validado o segundo gol corintiano, bem como, a precipitação do assistente: 01 por ter levantado seu instrumento de trabalho, sem esperar se ela tocasse ou fosse tocada por Jô, atacante que estava na posição de impedimento

Item Disciplinar

Acertou por ter advertido com cartão amarelo 02 defensores da equipe da casa, como também, 01 da equipe corintiana

Politica

A agonia do sigilo

Em se tratando de um esquema que desviou bilhões do erário, o País precisa saber a verdade

O Wikileaks disparou a bomba mais potente da semana: a revelação de um instrumento da CIA para invadir telefones, tablets e televisões conectadas à internet. Ao mesmo tempo que notícias como essa mostram a vulnerabilidade da privacidade do indivíduo, elas revelam também como o sigilo estatal está cada vez mais ao alcance da sociedade. E a ferramenta da CIA e todos os seus usuários têm em si mesmos uma forte proteção, é um sigilo que a alta tecnologia torna mais recôndito.

Aqui, no Brasil, num nível mais artesanal, o sigilo oficial em torno dos depoimentos dos dirigentes da Odebrecht foi um fracasso de crítica, mas um sucesso de público. Uma análise antecipada mostraria que o sigilo não iria sustentar-se. O melhor era abrir tudo, com todas as letras. Em primeiro lugar, porque dissipa dúvidas e neutraliza interpretações de má-fé. Em segundo, porque se pode fazer um trabalho mais didático, como o fizeram as autoridades norte-americanas e suíças.

Um dirigente da Odebrecht, Hilberto Mascarenhas, revelou que a empreiteira pagou R$ 10,5 bilhões em propinas a políticos de 2006 a 20014. Um dado fundamental.

Mas tanto nos EUA como na Suíça, para que todos fossem mais inteligíveis do que um simples vazamento, existiu a preocupação de mostrar o quanto a Odebrecht lucrou com esse dinheiro investido em propinas. Se a informação chegasse completa aos brasileiros, com as duas colunas, a julgar pelos índices suíços de um dólar de propina por quatro de lucro, a Odebrecht, na verdade, recebeu em troca dos R$ 10,5 bilhões cerca de R$ 42 bilhões.

A planilha, mais uma vez, vem cheia de apelidos sonoros. “Amigo” é um deles. Já se dizia que “amigo” era o Lula. Mas agora a afirmação vem de delator da empresa diante de um ministro do TSE. Lula afirma que não existem provas de que ele seja o “amigo”. Quando forem comparados os dados de Curitiba com os obtidos pelo TSE, ele terá de encontrar uma resposta mais elaborada.

Como a eventual candidatura de Lula poderá sobreviver depois da avalanche dos fatos? Se ela deixar de ser competitiva, neutralizará a alegação perseguição política.

De certa maneira, alguns lances de 2018 estão sendo decididos pela tática suicida da esquerda. A julgar pelas eleições municipais de 2016, é possível que no Brasil, por um caminho muito mais vergonhoso, se chegue a um cenário parecido com o da França, onde a esquerda se desgastou tanto que não deverá chegar ao segundo turno. Das correntes de direita que se habilitam, uma delas sempre tentará ocupar o espaço do populismo, das soluções simples, da exploração do ressentimento.

Quando menciono esse cenário, sei que irrito interlocutores de esquerda e de direita, porque estou subestimando o potencial do PT e de seus aliados, como o PCdoB e o PDT, cujas eleições também eram financiadas pela Odebrecht, segundo os delatores. Mas, na verdade, é apenas uma tentativa de imaginar um pouco a paisagem depois da batalha. No momento, o que vejo são dois contendores: uma avalanche de fatos e uma força política decidida a negá-los. Qual deles vai atropelar o outro?

É difícil esconder os fatos, embora exista a tentação de atropelá-los, fugir para o território das narrativas, dos fatos alternativos, da pós-verdade. Falsas notícias, lendas urbanas, teorias conspiratórias brotam com facilidade num mundo conectado. Mas quando se trata de um esquema de corrupção que desviou dos cofres públicos uma soma talvez maior que o déficit do Orçamento nacional de R$ 136 bilhões, o País precisa saber a verdade.

Li que Janot decidiu manter sob sigilo os dados das delações sobre corrupção em outros países. Por quê? Não podem ser públicos aqui, se certamente serão divulgados no continente?

A corrupção lá fora tem relação com o Brasil, pois a BNDES financiava a Odebrecht. Ainda não sabemos precisamente o que aconteceu no banco estatal na sua longa e extensa parceria com a Odebrecht e outras empresas. Se houvesse um Parlamento menos estranho que o nosso, os deputados teriam convocado a presidente do BNDES para cobrar dela um relatório sobre seu papel nessa história.

Tudo indica que, no fundo, a Odebrecht usou também o dinheiro de um banco oficial para corromper autoridades estrangeiras. Nada melhor que os fatos para confirmar ou desmentir essa tese.

O governo Temer não compreendeu ainda a importância disso ou quer esconder os dados do BNDES. Aliás, Temer parece também não entender o quadro ao afirmar que o prejuízo causado pelo PT foi incalculável. Um pequeno grupo de trabalho com a máquina de somar dispensaria o adjetivo e traria um pouco mais de precisão. A não ser que Temer se refira a um quadro mais amplo que o da corrupção e o incalculável aluda também ao mundo simbólico dos valores.

Em termos econômicos, os números da corrupção estão aí, soltos, porém sob controle, como um animal doméstico: basta chamá-los que eles aparecem na sala.

A contabilidade não se esgota nos ganhos fabulosos das empresas envolvidas no esquema, nem na parte do leão que coube ao PT. Ela se estende aos pequenos e ao grande aliado do partido, o PMDB. E, em escala menor, ao PSDB e ao DEM. Mesmo na quadrilha montada por Sérgio Cabral não se sabe ainda o quanto de recursos federais foi devorado no jogo de propina e superfaturamento.

A Odebrecht pagou R$ 6,7 bilhões num acordo de leniência. Mas ele foi feito com todas as delações avaliadas, houve um cálculo real de quanto ela ganhou? Só uma medida provisória comprada pela Odebrecht, a 460, teria dada a ela R$ 2 bilhões. E a cesta de compras da empresa era muito variada, como também abundantes as ofertas no sistema político transformado em balcão de negócios.

Apesar de estar vendo o essencial, continuo me sentindo como se estivesse olhando uma cena pelo buraco da fechadura, por meio dos vazamentos. Esperando a porta se abrir.

Publicado no Estadão do dia 10/03 – Autor: Fernando Gabeira – jornalista e escritor

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Finalizando

“Valores e princípios perderam seu lugar para o materialismo”

Raquel Piffer – pensadora  

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-11/03/2017

Ouça abaixo os programas “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foram ao ar pela rádio Rock n’ Gol (http://rockngol.com.br)

 

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.


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