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Archive for 9 de março de 2017

R$ 2,5 milhões ? Pagamento de vantagens para encarecer estádio de Itaquera foi muito maior

março 9, 2017

Apesar das notícias vazadas, em delação premiada, sobre os pagamentos de vantagens realizados pela Odebrecht ao deputado federal Andres Sanches (PT), para que este, por intermédio de aditivos contratuais, facilita-se o acréscimo do contrato para construção do estádio em Itaquera (de R$ 330 milhões para R$ 1,2 bilhão) darem conta do valor de R$ 2,5 milhões, a Polícia Federal trabalha com um cálculo muito maior.

Em regra, noutros casos em que foi flagrada, a construtora pagava entre 1% e 5% do valor da obra para seus “colaboradores”.

No caso da Arena alvinegra, a conta atingiria entre R$ 12 milhões e R$ 60 milhões.

A PF, orientada por relatório da Receita Federal, que cruzou informações de “laranjas” habituais do ex-presidente do Corinthians (primos, ex-funcionários e também o filho), e também por colaboração voluntária de algumas pessoas, já tem mapeado o acréscimo de patrimônio não apenas de Sanches, mas também de seu intermediário nos recebimentos dos “agrados”, o vice-presidente André Negão, ambos com origens de recursos incomprováveis.

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março 9, 2017

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Blog do Paulinho

Por Fora do Campo

Cartolas, conselheiros e torcedores agem por dinheiro

março 9, 2017

“Simples assim, embora precise ser desenhado num país em que traficante se vicia, prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme e pobre é de direita, como dizia Tim Maia. E jornalista faz merchan. É mesmo a cara do Brasil.”


Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

Grande amigo, apaixonado por política e por futebol e, como só se diz no Brasil, irritantemente honesto, conta ouvir de seu analista que ele sofre de “masoquismo patológico”.

Só pode.

Porque não há nada mais parecido com o Brasil que o futebol brasileiro, ou, por outra, nada mais parecido com o futebol brasileiro que o Brasil.

Deixemos pra lá o Marco Polo que não viaja e seus antecessores.

Lembremos, de novo, dos acontecimentos recentes no Palmeiras, e dos no Corinthians, em 2005.

Então, dizia-se: “Não importa a origem do dinheiro da MSI desde que venha via Banco Central”.

Assim é no futebol e na política.

Se o dinheiro vem de tráfico de drogas, de armas, de porca agiotagem, de doleiro, de lavagem, dane-se, importa aparentar ser decente.

Há até quem distinga o dinheiro de caixa 2 para se eleger do para enriquecer nas campanhas, como se fossem dinheiros diferentes e como se quem usa para um fim não use para o outro.

Do mesmo modo os petistas, em vez de ajoelhar no milho e pedir desculpas ao país por terem se lambuzado, dizem ter agido como os demais partidos, como se isso os inocentasse.

O caso do Corinthians acabou na morte, aparentemente por envenenamento, do chefão russo Boris Abramovich Berezovsky em seu luxuoso apartamento em Londres.

Mas o dinheiro dele entrava pelo Banco Central para comprar Carlitos Tévez, Nilmar, Mascherano e sabe deus quem mais.

Era, do enviesado ponto de vista em voga, “legal”.

Na segunda-feira passada vimos espetáculo deprimente para validar a eleição como conselheira do clube da patrocinadora do Palmeiras, Leila Pereira, sem ter tempo suficiente como sócia para tanto.

Simplesmente se fez tabula rasa do estatuto porque, segundo o discurso de um dos majoritários conselheiros subservientes ao dinheiro da Crefisa, “não é hora para melindres legais diante do tamanho do patrocínio”.

No Corinthians o dinheiro era sujo, mas “legal”. No Palmeiras o dinheiro é visto como limpo, mas compra uma ilegalidade.

Deixemos claro na suruba brasileira (perdão rara leitora e raro leitor, mas o termo é de um membro da quadrilha nacional), porque há quem não entenda: não se discute a legitimidade da pretensão da patrocinadora palmeirense em vir a presidir o clube.

Só aponta-se para o fato de o estatuto alviverde não permitir sua candidatura, objeção nem sequer mencionada na votação legitimadora.

Simples assim, embora precise ser desenhado num país em que traficante se vicia, prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme e pobre é de direita, como dizia Tim Maia. E jornalista faz merchan.

É mesmo a cara do Brasil.

Os tucanos chamam de petralhas quem vê o atual governo pior que o anterior. Os petistas chamam de coxinhas quem acha o inverso.

Os corintianos chamavam de “anti” os críticos da MSI, da Arena Corinthians e da promiscuidade com o governo.

Os palmeirenses chamam de invejosos quem mostra a indecência em curso no clube.

Porque é tudo por dinheiro e, se é assim, fica uma sugestão, sem ironia, sem segundas intenções e melhor que a achada pelo eleitorado dos Estados Unidos: Silvio Santos para presidente!

Neymar imortalizou-se, ontem, no coração do torcedor do Barcelona

março 9, 2017

Apesar do grande desempenho, demonstrado, desde a sua contratação pelo Barcelona, anos atrás, o brasileiro Neymar sempre foi tratado como grande parceiro dos dois principais craques da equipe catalã, Messi e Iniesta, rivalizando em importância com o uruguaio Suarez.

Faltava, apesar de algumas atuações inesquecíveis, um momento único de protagonismo, que pudesse ser considerado memorável.

Não falta mais.

Neymar imortalizou-se no coração do torcedor do Barcelona após, através de suas jogadas, proporcionar ao clube a mais fantástica das viradas da história da Champions League, certamente dos maiores momentos do futebol mundial.

O brasileiro cavou a penalidade do terceiro gol, no início do segundo tempo, sofreu e quase perdeu a cabeça quando o francês PSG diminuiu o placar para três a um (obrigando os espanhóis a vencerem por considerados impossíveis seis a um), seguiu lutando, marcou o quarto gol em cobrança de falta magistral ao 43 minutos, converteu penalidade aos 45 minutos (que Messi decidiu não bater) e, faltando 15 segundo para o término do acréscimo (de cinco minutos), proporcionou a assistência milimétrica que resultou no milagroso sexto gol catalão.

O Céu é o limite, que Neymar atingiu no jogo de ontem, restando agora o objetivo de manter-se no Olimpo do Barça, preparando-se para a consagração na Seleção Brasileira no Mundial da Rússia, em 2018.

Ex-diretor que almeja diretoria de futebol largou cargo para ser remunerado pelo Corinthians

março 9, 2017

Revelamos, ontem, que o ex-diretor de Esportes Terrestres do Corinthians na gestão Andres Sanches, Felipe Ezabella, formou-se em “Gestão Técnica no Futebol”, objetivando, em composições políticas futuras do clube, assumir a pasta do futebol alvinegro.

https://blogdopaulinho.com.br/2017/03/08/ex-vice-de-esportes-terrestres-da-gestao-andres-sanches-quer-ser-diretor-de-futebol/

Vale lembrar que todos os cargos de diretoria no Parque São Jorge, inclusive o de Presidente, por definição estatutária, não podem receber remuneração.

Logo após o sucessor de Sanches no Corinthians, Mario Gobbi, assumir a presidência, estranhou-se que um dos protagonistas do grupo “corinthianos obsessivos” (ao lado de Sergio Alvarenga), o Dr. Ezabella, tenha sido, aparentemente, deixado de lado na composição de novos cargos.

Em verdade, não foi.

Tratava-se, segundo informações, de acordo prévio com a diretoria: Ezabella escaparia de atuação “não remunerada” como diretor para ser utilizado, bastante, como advogado eventualmente contratado em causas alvinegras, por razões óbvias, muito bem agraciado.

Talvez o interesse agora no Departamento de Futebol, em que todos os ex-dirigentes, nos últimos dez anos, tiveram incomprováveis evoluções patrimoniais, explique o esforço do advogado em se qualificar para a função.

Jogadores argentinos ensinam civilidade aos brasileiros

março 9, 2017

O Campeonato Argentino, que deveria ter sido iniciado em 04 de fevereiro, ficou paralisado durante todo o tempo posterior devido a um levante de atletas, sob comando do Sindicato “Futebolistas Argentinos Associados”, que reivindicava pagamento de salários atrasados aos jogadores por ele representados.

Detalhe: os atletas sem receber os vencimentos jogavam em equipes de 2ª e 3ª divisão, mas, ainda assim, os da 1ª, solidários, encorparam o movimento.

Uma lição de civilidade diante da imoralidade das gestões dos sindicatos brasileiros de jogadores (beijadores de mão da cartolagem) e da falta de coragem e comprometimento dos próprios atletas nacionais.

Nem mesmo o Bom Senso FC, que mais se aproximou do que ocorreu na Argentina, resistiu diante da pobreza intelectual daqueles que ousou defender.


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