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Archive for 5 março, 2017

Por “maquiagem”, Corinthians pode ter que votar, novamente, contas de 2014 e 2015

março 5, 2017

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Em documento oficial, o diretor de finanças do Corinthians, Emerson Piovesan, declarou ao Conselho Deliberativo do clube que as contas do exercício 2014, aprovadas pelo órgão, foram, em verdade, “maquiadas” pelo antecessor, Raul Corrêa da Silva.

O desvio de conduta teria atingido R$ 328 milhões de diferença, carregando um resultado negativo de R$ 97 milhões para R$ 230,6 milhões em superavit, sabe-se agora, fictício.

Anteontem, Corrêa enviou explicações ao Conselho, e ontem, no Parque São Jorge, de posse de uma “pastinha”, tentou explicar-se a associados e conselheiros.

Não conseguiu.

Razão pela qual, na próxima reunião do Conselho, deverá ser proposta nova votação das contas do Corinthians, no período 2014 (o assinalado como “maquiado”) e, por consequência, o de 2015, comprometido diante das recentes descobertas.

Vale lembrar que o Corinthians, por Lei, tem até abril de 2017 para aprovar os números de 2016, que, se reprovados, indicarão, imediatamente, o impeachment do atual presidente, Roberto “da Nova” Andrade.

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Leco beija as mãos da CBF

março 5, 2017

leco

O presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, aceitou chefiar a delegação da Seleção Brasileira nas partidas contra Uruguai e Paraguai, pelas eliminatórias da Copa do Mundo 2018.

Diante do histórico de comportamentos, tanto do mandatário Tricolor, quanto do Presidente da CBF, não há surpresa no procedimento.

Semelhantes costumam se ajudar em momentos de dificuldade.

Interessante, porém, foi o candidato oposicionista do Tricolor, Mesquita Pimenta, uma opção ainda pior (ligado a empresários de jogadores), em vez de comemorar a aproximação do adversário com um procurado pelo FBI, dar-se como “irritado” pelo que considera favorecimento da Casa Bandida ao mandatário Tricolor.

Pior é que não se trata de burrice, mas de visão de vida, o que demonstra o quão difícil será o caminho do Tricolor, diante de opções tão ruins, nos anos que estão por vir.

Tite, o desembargador e a geladeira aberta

março 5, 2017

geladeira-aberta

No intervalo da partida entre Corinthians e Santos, disputada ontem na Arena em Itaquera, o treinador da Seleção Brasileira, Tite, chegou às lágrimas ao ser reverênciado, com justiça, pela torcida do Timão.

“Olê, Tite”, gritavam.

Ao seu lado estava o diretor de futebol do clube, Flavio Adauto, com o celular ao ouvido, certamente sendo informado que as imagens estavam sendo transmitidas para todo o país.

De repente, Tite decide sentar-se no lado direito do camarote, mas um enlouquecido desembargador, conselheiro do Corinthians, em sua tradicional compulsão pelas câmeras, corre do lado oposto, puxa-o pelo braço, leva-o até onde estava sentado e lhe dá um longo abraço, garantindo a exposição que tanto almejou na tela dos canais Premiere, da Rede Globo.

As seis estrelas da Seleção Brasileira

março 5, 2017

Em 13 de dezembro, o Blog do Juca revelou o nome do criador das três estrelas que homenagearam o tri-campeonato da Seleção de 1970.

Tratava-se de Eleutério Santana, morador de Colina/SP, próxima da cidade de Barretos.

“Muita gente me pergunta o que eu ganhei por ser mentor das três primeiras estrelas da Seleção Brasileira. Fiz por amor ao futebol”, revelou o quase anônimo colaborador da CBF.

Tempos depois, duas novas estrelas se juntaram à camisa do escrete nacional.

Ontem, Eleutério entrou em contato com o Blog do Paulinho para mostrar como seriam, se a ele fosse dada a oportunidade de opinar, a disposição das estrelas do Hexa, conquista que o Brasil tentará em 2018, na Rússia.

Confira abaixo:

brasil-seis-estrelas

Adoraria viver no País do Futebol, mas não vivo

março 5, 2017

Casos Lyon e Galo-Cruzeiro escancaram imoralidade dos bastidores no futebol

Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

Um quarto dos paulistanos não se interessam por futebol revelou recente pesquisa do Datafolha.

Mas 36% são corintianos, o que revela uma novidade na capital paulista.

Porque, em regra, pesquisas nacionais sobre torcidas mostram que o maior contingente é o de não-torcedores.

Assim foi com a pesquisa da mesma Datafolha no ano passado: 19,4% dos ouvidos disseram não se interessar por futebol, à frente de 16,5% flamenguistas e 13,6% corintianos.

Não há surpresa.

Gostamos de um autoengano e de nos chamar de “país do futebol”, arrematada bobagem se nos compararmos à Alemanha, Argentina e Inglaterra, para citar apenas três países do Primeiro Mundo do futebol.

Desde que a revista “Placar”, nos anos 1980, começou a fazer tais sondagens, primeiramente com o Instituto Gallup e depois com o Ibope, o resultado sempre foi o mesmo: tem mais brasileiros que não ligam para o ludopédio do que os que ligam. E mesmo os que ligam, como ainda demonstrou o Datafolha, não são capazes de escalar o time do seu coração.

Fomos sim, um dia, o país do “beautiful game”, graças à sucessão de gênios que povoaram a seleção nos anos 1950/60/70/80.

Ninguém desconhecia onde jogavam Pelé, Garrincha, Didi, Tostão, Gérson, Rivellino, Romário, os Ronaldos, Rivaldo.

Hoje sobrou Neymar, que joga na Espanha, e nem é o melhor do mundo.

Envelhecer não é nada bom e, se não bastasse, faz com que poucas coisas surpreendam o observador.

A primeira vez, muitos e muitos anos atrás, em que escrevi que não éramos o país do futebol, houve quem visse ranzinzice e até quem dissesse que um diretor de revista esportiva não deveria argumentar contra o seu ofício.

É a tal história, embora nem todos acreditem: jornalista torce, mas não pode distorcer.

Adoraria viver no País do Futebol. Mas não vivo.

O futebol está repleto de modismos e clichês estranhos e inexplicáveis

março 5, 2017

balão asno

Da FOLHA

Por TOSTÃO

De vez em quando, faço observações, comentários, elogios ou críticas ao trabalho da imprensa esportiva. Não tenho nenhuma pretensão de ser melhor que ninguém. Tudo o que escrevo pode ser contestado. Sei de minhas limitações e de minha insignificância.

Sinto-me livre, talvez por não ser jornalista, para opinar como fazem os internautas nos programas esportivos e nas transmissões das partidas. Sou um assíduo telespectador, que se acha no direito de criticar e elogiar. Sei que muitos não gostam. Tenho admiração por muitos profissionais da imprensa.

O futebol está repleto de modismos, clichês e lugares comuns, que são, a meu ver, diferentes das gírias, uma linguagem peculiar, usada por alguns profissionais e que costuma se estender a várias camadas sociais. As gírias são, geralmente, interessantes e engraçadas.

Escuto, várias vezes ao dia, o verbo entregar, no sentido de corresponder: “O jogador entregou ou não entregou o que se esperava dele”. Segundo o dicionário Aurélio, há 11 diferentes significados para o verbo e nenhum com o sentido usado no futebol. Outra moda é o verbo espetar. Acho horrível. Serve para tudo, até para dar passes: “O meia espetou a bola para o companheiro”. É usado também para ilustrar um jogador ou um time avançado: “O atacante está espetado”. O Aurélio dá 12 significados para o verbo espetar. Todos diferentes dos usados no futebol.

Outra moda é a expressão “pagou geral”, no sentido de dar bronca, de ficar furioso: “o goleiro pagou geral, após a falha dos zagueiros”. O Aurélio dá 22 significados para o verbo pagar. Nenhum corresponde à bronca.
Será que consultar o Aurélio ou outro dicionário está ultrapassado? Seria melhor tirar as dúvidas nos programas de correção de texto da internet? Sinto falta da coluna semanal do Professor Pasquale, com quem aprendia muito sobre a língua portuguesa.

Um antigo lugar comum, ainda muito frequente, é dizer que “a imagem vale mais que mil palavras”. Porque então os narradores falam tanto? Há um narrador na televisão, com uma bela voz, que não vou citar o nome por respeito, que não é Galvão Bueno, que narra, grita e acha fantástico até quando a bola sai pela lateral.

Hoje, no Fla-Flu, quem vai entregar mais, quem vai jogar mais espetado? Os torcedores do time perdedor vão pagar geral.


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