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Archive for 1 março, 2017

R$ 5 milhões: ex-diretor de finanças do Corinthians teria recebido “agrados” da ODEBRECHT

março 1, 2017

raul relatório

Ex-vice de Finanças nas gestões Andres Sanches e Mario Gobbi, no Corinthians, o dono da BDO/RCS, Raul Corrêa da Silva, é a assinatura mais presente nos contratos do estádio de Itaquera, todos absolutamente favoráveis aos interesses da Odebrecht.

Através de sua anuência, em conjunto com as dos ex-presidentes, Andrés Sanches e Mario Gobbi, e do atual Roberto Andrade (que também rubricou alguns junto com Raul), o valor da Arena, que partiu de R$ 335 milhões passou à R$ 820 milhões, depois R$ 985 milhões até finalizar (sem contar os juros, empréstimos, etc) em R$ 1.213.773.000,00.

Investigação da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, tem apontado como recebedores de “agrados” do negócio, em troca da assinatura de aditivos para elevar o preço da obra, o deputado federal Andres Sanches (PT) e seu braço direito, André Negão, intermediário, segundo delatores, dos pagamentos, que, para não deixar rastros, era efetuado em dinheiro vivo.

Outros inquéritos, dentro da mesma investigação, apontam que a Odebrecht, para dissimular pagamento de dinheiro àqueles que com ela colaboraram, tem por hábito a formalização doutros negócios (que podem ser verdadeiros ou fictícios), dentro dos quais efetuaria os devidos repasses.

Vamos aos fatos.

Raul Corrêa da Silva assinou seus últimos dois contratos como diretor de finanças do Corinthians no dia 05 de fevereiro de 2015 (dois dias antes das eleições que elevaram ao poder o atual gestor, Roberto “da Nova” Andrade).

Tratavam-se de dois aditivos do estádio, em favor dos interesses da Odebrecht.

Um deles, questionável, por ter sido assinado (segundo Corrêa, por engano), como se fora dirigente da Jequitibá Patrimonial (empresa ligada à construtora), o outro, no campo correspondente aos responsáveis pelo Corinthians:

raul-corinthians-1 raul-corinthians

Em 03 de junho de 2015, por intermédio da BDO/RCS, o contador Raul Corrêa fechou contrato com a CONCÓRDIA S/A –  Corretora de Valores Mobiliários, Câmbio e Commodities, responsável pela operação de alguns dos principais investimentos da ODEBRECHT no mercado financeiro .

bdo-concordia

Um destes Fundos, criados pela Odebrecht, é o FIDC – FORNECEDORES ODEBRECHT, que tem, segundo a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Ricardo Augusto Leão Martins (dono da Concórdia), assinando como diretor responsável:

cvm-1

Abaixo, página oficial da Odebrecht (comprovando tratar-se de uma iniciativa da construtora), apresenta o Fundo com as seguintes definições:

“A Odebrecht, visando estreitar o relacionamento com seus fornecedores, lançou o FIDC – FORNECEDORES ODEBRECHT”

fidc-odebrecht-clientes

O regulamento do Fundo especifica que somente fornecedores do próprio grupo, ou seja, de propriedade da Odebrecht, poderão fazer parte do negócio:

“(condições) que o Fundo fosse destinado exclusivamente a um único investidor, a investidores pertencentes ao mesmo conglomerado, ou grupo econômico financeiro ou a investidores qualificados”.

operacional-fundo-odebrecht-2

Clique no link abaixo para ter acesso à lista de investidores, todos ligados à ODEBRECHT:

listasacadosodebrecht

Dentro desse contexto, Ata do dia  01 de julho de 2016, indica a contratação de Raul Corrêa da Silva, por intermédio da BDO/RCS, pelo Fundo FIDC – Fornecedores Odebrecht, de propriedade da referida construtora, em reunião realizada na sede da corretora Concórdia (da qual, não por acaso, o ex-diretor de finanças do Corinthians também era contratado):

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Abaixo a cópia (na íntegra) da Ata:

ata_agc_odebrecht-01-07-2016

Fontes da BDO/RCS garantiram ao blog que Raul Corrêa da Silva teria recebido R$ 5 milhões pelo “serviço”, valor considerado bem acima do cobrado pelo mercado, próximo, por exemplo, das faturas de auditorias independentes de instituições bancárias relevantes, por razões óbvias, mais trabalhosas.

O eventual sobrepreço, se confirmado, seria espécie de “agrado” da ODEBRECHT por conta da atuação do proprietário da BDO/RCS enquanto dirigente do Corinthians.

Outro fato curioso, é que o FUNDO, apenas quatro meses após contratar a BDO/RCS, em 24 de novembro de 2016, emitiu “termo de encerramento em decorrência do resgate total das cotas do FUNDO, ocorrido em 22 de novembro de 2016”.

liquidacao-fundo

Somente há pouco mais de um mês atrás, em 11 de janeiro de 2017 (com o FIDC – FORNECEDORES ODEBRECHT já extinto), Raul Corrêa da Silva concluiu seu relatório de auditoria (assinado por funcionários), contratado pela Odebrecht, sem indicar, porém, os valores devidos à BDO/RCS (nem se foram pagos), mas inserindo o comunicado de liquidação do FUNDO.

bdo-odebrecht-2017

Os procedimentos descritos nesta matéria, pelos quais o diretor de finanças do Corinthians, envolvido diretamente na facilitação de contratos do clube que beneficiaram, nitidamente, a Odebrecht, é contratado por duas empresas, sendo uma delas, comprovadamente, de propriedade da construtora (Fundo), a outra, gestora de seus recursos (a Concórdia), escancara procedimentos incompatíveis com a ética e a moralidade esperadas por quem atua no ramo de auditoria independente.

Fica claro, também, que os “agrados” da Odebrecht a dirigentes do Timão, em troca de aditivos que elevaram o preço do estádio, podem não ter se limitado às figuras de Andres Sanches e André Negão, razão pela qual se faz absolutamente necessária a atenção da Polícia Federal para os outros possíveis envolvidos, direta ou indiretamente no negócio, até porque, convenhamos, é pouco crível que os fornecimentos de vantagens não tenham atingido a todos que assinaram os contratos.

Vale sempre a pena lembrar que as contas de Raul Corrêa da Silva no Corinthians (tratadas como “maquiadas” pelo atual diretor de finanças, Emerson Piovesan) levaram-no a ser indiciado três vezes no STF por crimes fiscais, ao lado dos dirigentes Andres Sanches, André Negão e Roberto “da Nova” Andrade.

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Ouça a rádio Rock n’ Gol ao vivo !

março 1, 2017

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Blog do Paulinho

Pesquisa que indica desconhecimento de torcedores sobre nome de jogadores é justificável

março 1, 2017

botafogo torcedor

Pesquisa DataFolha, disponibilizada hoje, pela FOLHA, indica que a maioria dos torcedores de clubes de São Paulo não conseguem identificar, de memória, três jogadores de seus clubes de coração.

Os são-paulinos são os que conhecem menos (60%), contra 59% de palmeirenses, 51% de corinthianos e 49% de santistas.

As razões para tal são óbvias:

  • os clubes não conseguem manter, em seus elencos, os principais jogadores por maior tempo, dificultando a memorização daqueles que não frequentam estádios ou assistem a jogos pela TV, constantemente (o Santos, que manteve jogadores mais conhecidos, como Lucas Lima, não por acaso ocupa a primeira colocação entre os que se lembram de atletas);
  • o noticiário esportivo, que, noutros tempos, mantinha enorme audiência (facilitando a memorização dos principais jogadores), hoje quase não aparece em projeções de Ibope, fruto da desqualificação da profissão, que trocou, há tempos, a informação com entretenimento pela diversão sem profundidade;

A falta de identificação do torcedor com seus ídolos é um dos fatores geradores de queda da arrecadação, não apenas nos estádios, mas também no consumo de produtos dos clubes, espécie de “efeito dominó” nem sempre mensurado pelos que vendem jogadores, por vezes em condições favoráveis, sob pretexto de fazer caixa, mas quase sempre, em verdade, por conta de amarrações inconfessáveis com intermediários do futebol.

Oscar e PWC: eu venço, nos empatamos, ele perde… será mesmo?

março 1, 2017

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Por JOSÉ RENATO SATIRO SANTIAGO

“E o Oscar vai para La La Land” divulgou a atriz Faye Dunaway.

Cerca de dois minutos depois, a correção… e o Oscar vai para Moonlight.

Uma situação ímpar, uma confusão digna dos mais toscos dramalhões jamais produzidos, até então, por Hollywood.

O mundo, extasiado, não conseguia acreditar em um erro tão banal, justamente no maior momento da noite, a divulgação do Oscar para o Melhor Filme.

Quem teria errado?

Não demorou muito para o responsável ‘se entregar’, a PwC, PricewaterhouseCoopers, a empresa de auditoria, responsável pelo acompanhamento do processo de votação e entrega dos resultados da premiação.

Após emitir nota à imprensa se desculpando pelo grave erro cometido durante a entrega do Oscar, a PwC, no entanto, se superou e voltou a se equivocar.

Em um comunicado no Twitter a empresa afirmou:  “O funcionário da PwC, Brian Cullinan por engano deu o envelope reserva de melhor atriz no lugar do envelope de melhor filme aos apresentadores Warren Beatty e Faye Dunaway. Assim que o erro ocorreu, protocolos para corrigi-lo não foram seguidos de forma rápida o suficiente por Cullinan ou por sua colega”. A colega, no caso, é Martha L. Ruiz.

A existência de um processo que permitiu que um equívoco individual comprometesse o trabalho de toda equipe foi claramente o erro maior e causador de todo dano dele decorrente.

Obviamente que a PwC sabe disso.

Já a decisão em atribuir a um profissional esta responsabilidade diz muito sobre a empresa.

Ainda que haja uma cultura organizacional vigente, o que certamente guia a forma como os colaboradores irão, ou ao menos deveriam, se portar, sobretudo em situações críticas como essa, são decisões pessoais e não da empresa.

A decisão por expor seu funcionário diz muito sobre os dirigentes da PwC.

Engana-se quem acha, ainda que eu respeite quem assim pensa, ter havido transparência da empresa, ainda mais diante da obviedade do vacilo cometido.

A não ser que houvesse erro na leitura por parte de um dos atores escolhidos para a divulgação do principal resultado do Oscar, Faye Dunaway e Warren Beatty, qualquer equívoco seria de total responsabilidade dela. Como foi.

A emissão da nota foi o mínimo, talvez o primeiro passo para o início de um processo de melhoria que evitasse a repetição do erro, ainda que muitas explicações precisassem ser dadas. Um sinal de humildade também.

Não foi o caminho escolhido pela PwC.

Minto.

Não foi a decisão tomada pelas pessoas que dirigem a PwC.

A empresa sai menor, mais pela exposição de seu funcionário, do que pelo próprio erro da divulgação do nome do filme vencedor.

Com a palavra, os colaboradores da empresa.

Se bem que, no caso, até o presidente Donald Trump, sim ele mesmo, poderia ser mais condescendente.

O caos financeiro do Santos

março 1, 2017

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Há um mistério que, ano a ano, tem ocasionado as mais diversas versões dentro do ambiente do Santos Futebol Clube, nenhumas delas, porém, absolutamente esclarecedoras.

Como o clube, após sucessivas negociações milionárias, há cerca de dez anos apresenta balanços, quase todos, com prejuízos ?

Corrupção é a resposta mais encontrada, incompetência também é ventilada, não sendo descartada a união dos procedimentos.

Os prejuízos acumulados são:

  • 2006: 40%
  • 2007: 69%
  • 2008: 38%
  • 2009: 64%
  • 2010: 07%
  • 2013: 20%
  • 2014: 33%
  • 2015: 45%

Somente em dois anos foram computados lucros, tímidos, certamente já consumidos pelas perdas elencadas acima:

  • 2011: 03% de lucro
  • 2012: 06% de lucro

A dúvida é: diante desse quadro, quanto tempo mais sobreviverá o Santos se não houver profunda reformulação de seus ‘caciques” políticos, quase sempre girando em torno de órbitas conhecidas e absolutamente reprováveis ?

Site “Reclame Aqui” faz pegadinha com executivos de empresas que maltratam consumidores

março 1, 2017

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