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Archive for 13 fevereiro, 2017

Corinthians, OMNI, os anéis e os dedos

fevereiro 13, 2017

aneis

Há pouco mais de uma semana da votação do impeachment, a Arena Itaquera S/A, com anuência do Corinthians, rompeu controverso contrato (que tinha prazo de dez anos) com a não menos polêmica OMNI (ligada a Andres Sanches) para gerenciamento do estacionamento do estádio em Itaquera, local em que predominantemente os torcedores não levam seus carros, utilizando-se de metrô (existem duas estações próximas).

Dentre os negócios com o Corinthians, certamente o menos lucrativo da empresa, responsável pela confecção e venda dos ingressos para partidas do alvinegro (Fiel Torcedor), pelo sistema de catracas (no estádio e no clube), pelo teatro no Parque São Jorge e também do software de cobrança das mensalidades de associados.

Somente pelos tickets, a OMNI embolsa 50% da arrecadação alvinegra (no início era 70%), enquanto o Palmeiras, para o mesmo serviço, paga apenas 20%.

Dizia o velho ditado que “vão-se os anéis, mas ficam os dedos”.

O objetivo óbvio da manobra era dar a impressão a torcedores, associados e conselheiros que o presidente do Corinthians, pressionado ou não, teria agido para preservar os direitos do clube, quando o estacionamento, no momento, não correspondia a 5% do que a empresa arrecadava em cima do Timão.

Nesse contexto, há ainda quem acredite que o fator motivador para rompimento, segundo versão oficial, amigável (inimaginável para quem até mudou o objeto social em adequação a um empreendimento que iniciou em irregularidade) seria um aviso de Andrade a Andres Sanches do que estaria por vir se a falta de empenho em ajudá-lo a safar-se do impeachment persistisse.

Pelo que se viu no último final de semana, no Parque São Jorge, com a divisão de pensamento dos correligionários do deputado diante do dilema do atual presidente, o panorama permaneceu inalterado.

O procedimento, que seria relevante, angariando credibilidade à gestão, se a OMNI, definitivamente, tivesse sido afastada do Corinthians (não é o caso) serviu ainda para novos questionamentos de oposicionistas, que alegam ter Roberto se comprometido, na última reunião do Conselho Deliberativo, a submeter ao órgão qualquer negociação do estádio, o que não aconteceu, mais uma vez, neste episódio (que, além do mais, encerrou-se com a contratação doutra empresa para gerir o estacionamento, sem que ninguém saiba valores, tempo e condições de contrato, etc.).

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fevereiro 13, 2017

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Blog do Paulinho

Coluna do Fiori

Blogueiros

Esquema envolvendo agentes ligados ao Corinthians, bancado por filho de contrabandista, é descoberto no Juventus

fevereiro 13, 2017

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Após diversas denúncias, o presidente do Juventus, Domingos Sanches, aceitou a demissão do diretor de futebol, “Paulinho Favela”, acusado de beneficiar-se de esquema implementado, há três meses, por grupo de agentes de jogadores, atuante na base do Corinthians, envolvendo desvio e cooptação de atletas para o clube da Moóca, que serviria de vitrine para negociatas.

Na fotografia que ilustra a postagem, em destaque está o empresário Lima (sócio do ex-diretor Augusto, do Corinthians, ligado umbilicalmente ao presidente Roberto Andrade), além de Claudemir Peixoto (de boné), acusado de pegar dinheiro de garotos da base, e Tom (cabelo de fogo e camisa listrada), suposto preposto dessa gente, todos trazidos ao Juventus pelo diretor de futebol Paulo Arthur Vasques (Paulinho Favela).

Para facilitar a operação do negócio, Lima teria conseguido investimento suspeito, do chinês tratado como “Law”, que é filho do afamado contrabandista Law Kin Chong.

É esse dinheiro que estaria bancando (por fora), segundo informações, a maior parte do salário do atual treinador da equipe principal do Juventus, Wilson Junior (registrado, oficialmente, com vencimento de R$ 1 mil), em troca de facilitação aos atletas destes agentes.

Sem a guarida de Paulinho Favela, os “empresários”, desmascarados pela diretoria administrativa (não apenas o presidente, mas o vice Saulo Moisés Franciscon ajudou nas investigações), sabedores que “a casa caiu”, teriam fugido da rua Javari.

Há grande possibilidade do treinador, nas próximas horas, também ser demitido.

Um escândalo, operado dentro da diretoria de futebol, que só não gerou prejuízos maiores ao Juventus por conta da ação rápida de dirigentes, logo após serem informados dos desvios de conduta.

Ainda assim há dúvidas a serem esclarecidas: quem aceitou e que desculpas foram utilizadas para a entrada de dinheiro de investidor externo, ligado a gente acusada de participar da Máfia Chinesa, que bancou parte dos salários do treinador de futebol ?

O Juventus precisa não apenas responder a associados, conselheiros e torcedores, mas também expor publicamente os nomes de quem, eventualmente, possa ter se utilizado do clube para prática de ações criminosas de extrema gravidade.

ATUALIZAÇÃO: o presidente do Juventus assinou Nota Oficial desmentindo todo o teor da matéria. Não surpreendeu. Estranho seria se tivesse coragem de confirmar.

Futebol é administrado sem cuidado no Brasil

fevereiro 13, 2017

lamacchia isto é

“O dono da Crefisa foi objeto de demolidora reportagem de Márcio Kroen em março passado e está às voltas com a Justiça não só por suas transações que envolvem outras de suas empresas, mas até por inquéritos sobre contrabando de aviões e invasão de domicílio.”

“José Roberto Lamacchia já foi declarado inabilitado permanente para atuar no mercado financeiro, sentença modificada para inabilitação temporária pelo STJ, em 1991.”

Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

No primeiro dia deste mês de fevereiro publiquei uma nota em meu blog no UOL, do Grupo Folha, cujo título é “Corinthians x Palmeiras e o doping financeiro”.

Não quis me limitar ao patrocínio com valores muito acima do mercado que hoje distorce a concorrência a favor do Palmeiras para não ter que ouvir a burra ladainha de ser coisa de corintiano.

Lembrei que o Corinthians já foi fartamente beneficiado por métodos semelhantes, seja quando ganhou o Campeonato Brasileiro de 2005 com apoio do dinheiro sujo da máfia russa disfarçado na sigla MSI, seja mais recentemente, com apoio do governo federal petista.

Lembrei o que aconteceu depois da saída de ambos os agentes: rebaixamento para Série B em 2007 e a crise ora enfrentada pelo Alvinegro.

Não adiantou.

O alerta para os palmeirenses soou como coisa de corintiano, preço que se paga quando não se esconde as preferências de infância, por mais que não contaminem a atividade profissional.

É óbvio que há diferenças e que o atual Palmeiras depende menos da Crefisa/FAM do que o Corinthians dependia de seus financiadores/respaldadores.

Poderia ter citado o Fluminense/Unimed, mas limitei-me aos dois gigantes paulistas.

Volto ao tema.

Diz a máxima popular que quando a esmola é demais o santo desconfia.

O Palmeiras já se beneficiou e sofreu por patrocínios semelhantes quando em cogestão com a Parmalat.

Depois que a Operação Mãos Limpas, na Itália, revelou o gigantesco esquema de lavagem de dinheiro da empresa de laticínios não houve o que impedisse também sua queda para Série B.

Sim, repita-se, o Alviverde de então, anos 1990, era muito mais frágil que o atual com seu belo estádio e o programa bem-sucedido de sócio-torcedor.

Igual ao Fluminense, no entanto, seus patrocinadores têm óbvios interesses políticos no clube.

O do Flu tentou e não conseguiu se eleger presidente, talvez por já não mais patrocinar o futebol tricolor que com seu apoio ganhou dois Campeonatos Brasileiros.

Os do Palmeiras acabam de se eleger conselheiros, em campanha jamais vista num clube brasileiro e sem direito a serem candidatos.

A Unimed/Rio mergulhou em grave crise depois do patrocínio sem limites ao Flu.

O dono da Crefisa foi objeto de demolidora reportagem de Márcio Kroen em março passado e está às voltas com a Justiça não só por suas transações que envolvem outras de suas empresas, mas até por inquéritos sobre contrabando de aviões e invasão de domicílio.

José Roberto Lamacchia já foi declarado inabilitado permanente para atuar no mercado financeiro, sentença modificada para inabilitação temporária pelo STJ, em 1991.

Admitamos que venha a ser absolvido em todas as ações. Mesmo assim fica claro como são poucos os cuidados de nosso futebol que não cuida dos dentes de cavalo dado.

A festa de hoje tem sido o velório do amanhã.

Eike Batista está aí, ou melhor, em Bangu, para provar, mecenas da Olimpíada.

É antipático alertar, parece mesmo coisa de corintiano.

Ou melhor, é.

De um corintiano que não podia ir aos jogos de seu time porque acusado pela Fiel de ser anti, contra Tévez, Mascherano, Nilmar, tantos…

MP-SP perde recurso contra o São Paulo no caso da “poluição sonora”

fevereiro 13, 2017

Justiça manda arquivar ação de morador contra "poluição sonora" do São Paulo

Motivado pelas ONGs que circulam o estádio do Morumbi, o MP-SP, à princípio, decidiu que se o São Paulo Futebol Clube infringisse o acordo que impediria a prática de eventos no clube, sem proteção acústica, entre os horários de 22h e 08h, implicando em “poluição sonora”, teria que pagar multa de R$ 1 mil.

Na reincidência, R$ 2 mil, R$ 3 mil e por aí vai.

O clube, dentro do acordo (enquanto não finalizava obras de adequação), entendeu que manter os eventos e pagar as irrisórias penalizações seria mais lucrativo do que deixar de funcionar.

E assim o fez.

Inconformado com a afronta, o MP-SP ingressou com recurso no TJ, mas perdeu.

Os desembargadores entenderam que o São Paulo, ao pagar todas a multas, estaria cumprindo com suas obrigações e, em consequência, dentro da legalidade.

O perdoável e o imperdoável na arbitragem de Santos e Red Bull

fevereiro 13, 2017

apito

O árbitro Rafael Gomes Felix da Silva, para infelicidade do próprio, foi notícia na vitória do Santos diante do Red Bull por três a dois, ao assinalar gol irregular da equipe de Vila Belmiro, quase ao final da partida.

Dois foram os equívocos num mesmo lance: Kayke empurrou com o braço uma bola que não ultrapassou a linha fatal.

Diante do posicionamento da arbitragem (juíz e bandeirinha) o toque irregular do atleta do Peixe é erro imperdoável, enquanto o lance sequencial, diante da complexidade do goleiro ter abraçado a bola ainda em média altura, é passível de absolvição.

Somente com arbitragem eletrônica, necessária nesse tipo de jogada seria possível detectar, com exatidão, o local correto da intervenção.

Diferentemente doutros lances, interpretativos, a câmera na linha fatal evitaria distorções de campeonatos e precisa ser incorporada, o quanto antes, ao cotidiano de nossos campeonatos.

Crédito para negativado… o final é sempre o mesmo

fevereiro 13, 2017

crefisa-palmeiras


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