Anúncios

Archive for 11 fevereiro, 2017

Tiro no pé – parte 2: Dualib declara apoio a Roberto Andrade e o empurra para o impeachment

fevereiro 11, 2017

paulo-garcia-andres-dualib-roberto-e-negao

Se ontem, pela manhã, alguns membros da oposição do Corinthians deram “tiro no pé” ao enviarem vídeo favorável ao impeachment do presidente Roberto “da Nova” Andrade, encabeçado pelo mal-afamado Edgard Soares (dono do site Futebol Interior, acusado de extorquir gente do esporte), a associados e conselheiros, horas depois, a “partida” voltou a ficar empatada.

O ex-presidente Alberto Dualib não só declarou apoio à permanência do atual mandatário alvinegro como afirmou estar trabalhando para garantir-lhe os votos necessários para barrar o impedimento.

Verdadeiro tiro no pé, nº 2.

Se Soares tirou a “forca” do pescoço de Andrade, desmoralizando os oposicionistas com sua participação no grupo, Dualib, afastado do Corinthians por corrupção, tratou de recolocá-la, com o indesejável apoio público.

Neste final de semana, no Parque São Jorge, ambos os grupos duelarão verbalmente (espera-se) em busca de convencer os indecisos sobre o que consideram ser a melhor alternativa para o Corinthians.

A política do Parque São Jorge, diante de tantas reviravoltas, se parece cada vez mais com um filme de Fellini.

Anúncios

Dívida do Corinthians com a ODEBRECHT diminui R$ 2,2 milhões em janeiro

fevereiro 11, 2017

estádio itaquera

Relatório de dezembro, enviado pela BRL TRUST à CVM no início de dezembro, publicado pelo Blog do Paulinho, informava que o valor devido pela Arena Fundo, e, em consequencia, pelo Corinthians à Odebrecht correspondia exatamente a R$ 362.029.379,58, uma redução de R$ 922.441,20.

Na última quinta-feira (09 de fevereiro) a empresa protocolou documentação sobre as contas de janeiro.

A redução, nos últimos 30 dias, foi de R$ 2.264.192,38.

Ou seja, a dívida oficial do Corinthians com a Odebrecht é de R$ 360.687.628,40.

Nos próximos meses, o Corinthians deverá trabalhar para que a pendência com a construtora seja reavaliada (com argumento de que a obra não foi entregue conforme combinado), com a esperança de que o restante seja amortecido.

Em obtendo êxito, restará, então, ao clube pagar BNDES, com valor principal de R$ 400 milhões, que podem ultrapassar R$ 1 bilhão com o novo acordo apalavrado entre o Timão e a CAIXA (intermediadora do empréstimo).

Clique no link abaixo para acessar íntegra do relatório enviado pela BRL TRUST à CVM:

brl-trust-informe-mensal-contas-estadio-janeiro-2017

Inscrição de Luis Fabiano na FERJ pelo Vasco é irregular

fevereiro 11, 2017

luis-fabiano-2

O Vasco da Gama, com a conivência da FERJ, inscreveu o jogador Luis Fabiano no Campeonato Carioca sem que este tenha se desvinculado, oficialmente, do Tiajin Quanjian, nem constasse no TMS da FIFA.

Trata-se de uma flagrante irregularidade.

As partes alegam que isso é possível porque não há prazo para apresentar a transferência internacional (negócios no Brasil – máximo 25 dias), que poderá ser anexada posteriormente, e que a base para inscrição se dá por um pré-contrato assinado pelo atleta com o clube cruzmaltino.

Não é o que prevê o art. 33, Parágrafo º do RGC:

Art. 33 – A documentação referente à inscrição e registro poderá ser encaminha por via
eletrônica ou mediante protocolo na FERJ.
§ 1º – Parágrafo único – A inscrição de atletas não registrados somente será aceita e processada mediante a apresentação do DURT-FERJ, preenchido mecanicamente e assinado pelo médico, pelo atleta (ou seu representante legal) e pelo Presidente do clube ou por quem for por este designado, de forma expressa, acompanhado, obrigatoriamente, do comprovante de pagamento da taxa correspondente e do contrato especial de trabalho desportivo, no caso de atleta profissional.

Reiterando, “acompanhado OBRIGATORIAMENTE (…) do contrato especial de trabalho desportivo”.

Luis Fabiano não pode assinar contrato algum sem que o vigente estiver rescindido, nem a FERJ aceitar a inscrição de alguém que não estiver liberado pela Confederação (no caso a chinesa) ação que se dá no envio pelo TMS da FIFA.

Há outros casos semelhantes (Bruno Paulista, Andrés Escobar, etc), todos irregulares, que, por conivência da FERJ (com objetivo de burlar a data limte de inscrições) tem permitido o credenciamento.

luis-fabiano

Palmeiras se humilha pelo dinheiro da patrocinadora

fevereiro 11, 2017

Marin prossegue humilhando Andres Sanches

Notícias dão conta de que o diretor de futebol do Palmeiras, Alexandre Mattos, ligava, em média, dez vezes ao dia para Leila Pereira (casada com o dono da Crefisa) durante a negociação com o jogador Borja.

Se não se tratava de ousado cortejamento à afamada “Uma Linda Mulher”, subtende-se que fazia relatório, indevido, das tratativas comerciais palestrinas a alguém que sequer ocupa cargo no clube.

Por fim, o presidente do Palmeiras, que deve ter sido menos ouvido no negócio, enviou documentação do clube ao dirigente da sede da FAM (também tocada por Leila), não de seu gabinete, local oficial de trabalho.

Fica claro que o pessoal da CREFISA, mais do que patrocinadores comportam-se como gestores do Palmeiras.

Em brilhante paralelo, durante a semana, o jornalista Juca Kfouri assemelhou os procedimentos entre a contratação de Borja pela patrocinadora com o ocorrido entre MSI e Corinthians com Tevez (a maior transação da história do futebol brasileiro).

Empresas enroladas na Justiça aliadas a clubes abertos a “qualquer coisa” para alcançar seus objetivos e os daqueles que lhe dirigem.

O final da MSI/Corinthins é conhecido… o da CREFISA/Palmeiras, em breve saberemos.

Coluna do Fiori

fevereiro 11, 2017

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

Quem cala e cruza os braços

Também comete injustiças

Nego Panda – pensador

———————————————————————–

De Cócoras

1

Precisamente assim é como interpreto o emudecer dos árbitros participantes da CA-FPF por não contestarem a afirmação de serem dados à bebedeira e necessitados dos valores referentes suas escalas para sobreviverem

Desmoralização

Publicamente o atual presidente da FPF ultrajou o ser humano que antecede ao árbitro de futebol.

Rejeitável

O silenciar dos componentes da categoria permite que interpretemos como corretas as afirmações do mandatário da FPF, este proceder os desmoraliza diante a opinião pública

————————————————————————-

Primeira Rodada da Série A 1 do Paulistão – 2017

Na Sexta Feira 03/02 no período noturno a competição teve seu início na contenda: Santos 6 x 2 Linense, disputa fraquíssima e desmotivada. No sábado 04/02 liguei a TV na tentativa de passar meu tempo, tive minha visão ofuscada por algo parecido com jogo de futebol, que ao término dos noventa apresentou o placar de: São Bento 0 x 1 Corinthians

Copa do Brasil

A contenda entre Moto Club 0 x 1 São Paulo, foi tão sonolenta que repentinamente a TV apagou e rejeitou ser religada

Política

A farsa como política 

1

Interesses em conflito é a razão de ser da política – um modo teoricamente menos sangrento de equacionar disputas. Na Brasília de Michel Temer, do PMDB e da Turma do Pudim, a nova velha ordem está rapidamente invertendo a sequência das palavras. Fazer política virou sinônimo de produzir conflitos de interesses – mas encená-los de modo a fazer a tragédia parecer uma farsa

Um promotor ansioso por uma carreira política e que, para tanto, já se filiou não a uma mas a três agremiações partidárias, é ungido para um tribunal onde julgará o destino daqueles responsáveis por promovê-lo. Um investigado é escolhido para presidir a Comissão de Constituição e Justiça, e um senador, também sob investigação, defende o colega: “Não há demérito em ser investigado”. A lista segue. Tem até ministro nomeado só pelo foro privilegiado. Está óbvia a peça que entrou em cartaz

A classe política, acuada que foi pelas investigações da Lava Jato e pela pressão das ruas, está, passo a passo, retomando o controle do espetáculo, cuja cena havia sido roubada pelo Judiciário e pelo Ministério Público. Foi apenas um intervalo, e ele parece estar acabando. A campainha já soou mais de uma vez, os protagonistas estão mostrando aos coadjuvantes o seu lugar.

No meio da temporada, houve ator que precisasse fugir do oficial de Justiça, ignorar sentenças ou fazer de conta que não entendeu o que o juiz mandou. Mas, quase sempre, acrobacias jurídicas distraíram os espectadores pelo tempo necessário até que instância superior restabelecesse a ordem no camarim

Foi necessário realizar a morte cênica de alguns personagens menos quistos pela opinião pública, é verdade. Não foi doloroso para o elenco, porém. Eram pouco simpáticos ao resto da trupe. Ovacionados, deixaram-se levar pelos aplausos da plateia. Emergentes, pensavam ter aprendido todos os truques da profissão. Desdenharam os colegas de palco, afetando superioridade. Na primeira vaia, perderam seus papéis

Contando ter satisfeito o público irrequieto, os veteranos começaram a reescrever o roteiro. Da coxia, onde costumam atuar, alguns viraram foco dos holofotes. Desacostumados à luz, que sempre lhes parece em excesso, às vezes tropeçam em cena. Quando esquecem as falas, improvisam um monólogo no qual trocam próclises por ênclises e mesóclises, na esperança de a forma pernóstica superar as lacunas de conteúdo. Tem funcionado.

Entre perplexa e resignada, a audiência não sabe se ri ou se chora. Mais importante para os protagonistas, nem sequer se emociona. Melhor assim, pois se não aplaude, o público tampouco apupa. Apáticas, as panelas permanecem na cozinha, junto com os tomates e os ovos. E os velhos atores vão tomando conta da cena, nomeando um ministro aqui, um juiz acolá, todos da trupe

Não é difícil antever aonde esse enredo vai dar. É uma peça que já foi encenada incontáveis vezes pelos mesmos artistas, e, antes deles, por seus pais, tios, avós e até bisavós

O teatro cômico que protagonizam é burlesco e trivial. O que falta de trama sobra em tramoia. Abundam situações ridículas – quase sempre involuntárias – que não levam a lugar algum, mas compram tempo para os atores seguirem ocupando a ribalta. Até que o espectador, entediado, ameace subir ao palco

Aí os diretores promovem um figurante a estrela, da noite para o dia. Com auxílio da maquiagem, ele – às vezes, ela – faz qualquer papel, de playboy a lixeiro. Com sorriso plastificado, dente facetado, cabelo plantado e jeito vaselinado, o ex-figurante se torna a cara da companhia. Faz sucesso, mas dura pouco. Sempre há uma cara nova para encenar velhos papéis

Autoria do jornalista José Roberto de Toledo – Publicado no Estadão do dia 09/02/2017

———————————————————————-

Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-11/02/2017

Ouça abaixo as duas edições do programa COLUNA DO FIORI, desta semana, que foi ao ar pela rádio Rock n’ Gol (http://rockngol.com.br)

 

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

Descobrindo o algoritmo

fevereiro 11, 2017

sorteio

Da FOLHA

Por RUY CASTRO

No noticiário sobre a escolha por sorteio eletrônico do ministro Edson Fachin para a Segunda Turma do STF, você leu ou ouviu muitas vezes a palavra “algoritmo”. Era o dispositivo responsável pela escolha. Pelo que entendi, o algoritmo disparou em zigue-zague pelas entranhas do computador, girou para todos os lados, fez ruídos de sinos e campainhas, dissecou o currículo dos candidatos e decidiu-se pelo do ministro Fachin.

Até aí, tudo bem. Mas, e se meu neto João Ruy, que tem 10 anos e quer saber tudo sobre quase tudo, me perguntar o que é um algoritmo?

Como não fazia a menor ideia, e já me preparando para a eventualidade, consultei várias pessoas, todas cultas e modernas, com quem falei nos últimos dias: o dono de uma importante editora, uma assessora de imprensa, um amigo parisiense em férias no Rio, um escritor membro da Academia, um pianista de bossa nova e até meu dentista. O que é um algoritmo? — perguntei a todos. Ninguém sabia. Recorri a uma amiga craque em matemática, a psicoterapeuta Sueli de Queiroz. E ela também não sabia.

Esmagado, fiz o que estava tentando evitar, por ser fácil demais: fui ao Aurélio. E lá está a definição, de ridícula simplicidade: algoritmo é um conjunto de regras e operações definidas, destinadas à solução de um problema. Só. Donde, ao executar uma receita de bolo, descascar uma laranja ou dar banho no seu cachorro, você passa o dia aplicando algoritmos sem saber.

Imagino que, para a escolha de Fachin, o computador tenha sido alimentado com as informações mais íntimas sobre cada um dos litigantes — seus Q.Is. em estado de repouso, escolas filosóficas favoritas, o time de cada um, se dançam o twist ou o chá-chá-chá etc. Feito isto, o algoritmo enfiou a mão no saco, pegou a bola gelada e escolheu o ministro que todos queriam.


%d blogueiros gostam disto: