Anúncios

Archive for 6 de fevereiro de 2017

Corinthians: ex-cunhado de Andres Sanches é responsável por “teste e avaliação de novos atletas”

fevereiro 6, 2017

nei-assoli-2

Em tentativa de livrar-se do fantasma do impeachment, que o assombra desde o final do ano passado, o presidente do Corinthians, Roberto “da Nova” Andrade, tem procurado agradar o deputado federal Andres Sanches, que possuí boa parte do direcionamento de votos do Conselho Deliberativo (responsável pela decisão de afastamento ou não do mandatário).

Até as árvores do Parque São Jorge sabem que somente com preenchimento do bolso é possível deixar o parlamentar feliz.

Andrade, então, cedeu as duas faixas etárias mais lucrativas das categorias de base alvinegras a “parceiros” de Sanches: o sub-20 ficou com o ex-lateral Coelho e o sub-23, em breve, terá empossado o empresário do ramo da “sorte”, Jaça.

Mas o favorecimento não para por ai.

No cargo de treinador responsável pelo “teste e avaliação de novos atletas” está o inqualificável Nei Assoli, ex-cunhado de Andres Sanches, que, na gestão do dirigente pintou, bordou e desviou no Parque São Jorge.

Assoli foi acusado, em exemplo, de participar de “esquema” que retirava jogadores da base para assinar contrato de representação com Severino, paí do jogador Willian, em escritório na Vila Carrão, que este mantinha em sociedade com o atual vice-presidente alvinegro, André Negão.

Há diversos relatos, também, doutros desvios de conduta, entre os quais humilhações impostas a jogadores.

Atletas sub-15, quando Nei Assoli era responsável pelo departamento, disseram ao blog que um simples pedido para beber água gerava respostas do nível a seguir:

“Vocês tem que se f….. Vão jogar bola no Nordeste para ver o que é bom.”

Nei Assoli facilitava também a vida do empresário, ex-jogador Bernardo (ligado a Sanches).

O ex-cunhado de Andres participou do desvio de atletas do Corinthians para o Palmeirinha de Porto Ferreira, quando o ex-presidente ocupava cargo de monitor do futebol amador, no início dos anos 2000.

nei-assoli-1

Anúncios

Ouça a rádio Rock n’ Gol ao vivo !

fevereiro 6, 2017

banner-radio-player

Blog do Paulinho

Coluna do Fiori

Blogueiros

Nova diretoria do Palmeiras desiste de recurso e “se acerta” para pagar R$ 260 mil a sócio de Andres Sanches

fevereiro 6, 2017

mauricio-galiotte

No início de 2016, o empresário de jogadores Beto Rappa, sócio (por vezes preposto) do deputado federal Andres Sanches em “rolos futebolísticos”, ingressou com ação judicial para cobrar R$ 260,5 mil do Palmeiras.

Tratava-se de uma das quatro parcelas acertadas quando da aquisição do lateral, ex-Corinthians, Weldinho.

À época o negócio foi fechado por José Carlos Brunoro, tão mal-afamado quando os citados.

O processo estava para ser julgado em segunda instância, em recurso impetrado ainda na gestão Paulo Nobre, mas bastou o novo presidente, Maurício Galiotte, espécie de “deita e rola” de Mustafá Contursi no Verdão assumir a gestão palestrina para, um mês depois, em dezembro, o Palmeiras anunciar a desistência oficial de seguir com a reclamação.

Sem briga, o Palmeiras acertou-se com Beto Rappa, que receberá, nos próximos dias, os valores reclamados.

Confira abaixo o que já contamos sobre a relação entre Andres Sanches e Beto Rappa:

Corinthians desvia jogador da Seleção Sub-17 para “laranjas” de Andres Sanches

FIFA investiga e pode punir Corinthians por fraude em transação do zagueiro Cleber

Ação do SAFRA contra familiares de Andres Sanches cita “laranja” do caso Jucilei

Rogerio Ceni e o São Paulo: do sonho americano à realidade

fevereiro 6, 2017

Durante todo o mês de janeiro, o treinador Rogério Ceni, que possui árdua tarefa de transformar um São Paulo mediano, mas pouco competitivo (2016) em um time que, ao menos, honre as tradições do clube, trabalhou duro, gerando algumas expectativas aos torcedores tricolores.

Porém, em equívoco não dele, mas da incompetente gestão que infelicita o Morumbi (mas nele se escora para reeleger-se), o clube perdeu tempo em meio a amistosos com diversas equipes norte-americanas (lá e também no Brasil).

11 a 0, 7 a 0… vitórias inúteis e enganadoras, em partidas sem a intensidade necessária para uma boa preparação.

Ontem, o choque de realidade aconteceu (por sorte ainda em tempo de recuperação): diante do mediano Audax (sempre bem treinado por Fernando Diniz), na derrota de quatro a dois (para alegria de Vampeta, que tem estrela quando enfrenta o clube) evidenciou-se um setor defensivo pavoroso, um meio de campo que necessita de criatividade e um ataque promissor.

É nesse contexto que o Mito precisará trabalhar, tentando equilibrar os defeitos e virtudes de um time, reiteramos, abaixo do padrão habitual Tricolor, num desafio dos mais difíceis, verdadeiro batismo de fogo para quem está iniciando numa das vitrines do futebol mundial.

Houston, temos um impossível

fevereiro 6, 2017

Por JUCA KFOURI

Entendo pouco de futebol americano.

Apenas o básico, quase nada.

Não vejo jogo algum durante a temporada.

Só a final, o chamado Super Bowl, porque não dá para ficar indiferente, ainda mais se você trabalha na ESPN.

Vi o de ontem/hoje.

Estava monótono, chato mesmo e a perplexidade era geral e irrestrita, porque ninguém imaginou o que estava acontecendo.

Os Falcons  venciam os Patriots por 28 a 3, uma surra, até o finzinho do terceiro e penúltimo quarto, quando o jogo ficou 28 a 9.

O time dos Patriots ainda errou um chute ao gol para ganhar mais um ponto,  coisa rara.

Mas não é que os caras fizeram 19 pontos no último quarto e não sofreram nenhum, os últimos deles, para empatar,  a 57 segundos do fim do jogo?

Jamais havia acontecido uma virada desse porte na decisão.

Tom Brady não errava um passe, para delírio de Gisele Bündchen, e houve uma recepção feita por Julian Edelman que a Física não é capaz de explicar, de tão impressionante e decisiva para manter o jogo vivo.

Veio, então, a prorrogação, a primeira na história de 51 finais e Houston viu a moeda decidir que os Patriots teriam a bola para fazer o touch down e ganhar o título pela quinta vez, como Brady, eleito o melhor do jogo.

No esporte como na vida nada é impossível.

Ainda bem.

O jogo acabou faz mais de uma hora, mas está impossível dormir.

Que dia!

Ninguém sabe como funciona o algortimo do STF

fevereiro 6, 2017

sorteio

Da FOLHA

Por RONALDO LEMOS

Em 1999, um professor da Universidade Harvard, Lawrence Lessig, um caro amigo, lançou o livro que é considerado pioneiro no estudo do direito aplicado à internet (chamado “O Código e Outras Leis do Ciberespaço”). Nele foi cunhada uma famosa frase que diz que “o código é a lei”.

Lessig chamava a atenção para o fato de que programas de computador (“códigos”) são cada vez mais responsáveis por embutir neles regras que regulam o destino de milhões de pessoas, todos os dias.

Basta olhar para o sorteio eletrônico do ministro Edson Fachin como novo relator da Lava Jato no Supremo para ver que Lessig tinha razão. O caminho para a escolha de qual ministro do STF será responsável por um processo é definido por um programa de computador que opera com base em algoritmo. Só que há um problema: ninguém sabe como esse algoritmo funciona.

A função desempenhada por ele pode até ser de uma simplicidade franciscana, tal como sortear um número aleatório entre 1 e 11. A expressão em código para isso pode ser tão simples quanto o comando “? 11” em linguagem APL. No entanto, simplicidade não implica auditabilidade. Também não implica transparência.

Para ter certeza de que o algoritmo do Supremo funciona como deveria, sem interferências externas, é fundamental que tanto seu código quanto seu hardware sejam conhecidos, transparentes e auditáveis.

Nada disso acontece hoje. Há, aliás, suspeitas de que o algoritmo não seja tão simples assim. Ele seria “calibrado”, por exemplo, para distribuir processos de modo a equiparar a carga de trabalho de cada ministro. Não há informações públicas confirmando ou negando isso. Também não se sabe em que termos essa suposta calibragem aconteceria.

Uma vez mais, falta transparência e auditabilidade para conhecer o funcionamento desse sistema tão importante para o país. De quem foi comprado? Quem é responsável por sua manutenção e atualização? São perguntas que importam.

Note-se que essa preocupação sinaliza um novo paradigma para a transparência pública. Não é só o algoritmo do Supremo que precisa conhecer a luz do sol. Toda e qualquer função pública que seja mediada por “código” precisa atender aos mesmos requisitos.

Por exemplo, o hardware e o código embarcado nas urnas eletrônicas. Os sistemas de “pregão digital” que controlam licitações. Os sistemas de distribuição de processos de todos os tribunais do país. Os painéis de votação eletrônica do Congresso. Todos precisam ser transparentes, auditáveis, com código e hardware abertos à análise de qualquer um, inclusive quanto a seus processos de manutenção e atualização.

Em seu livro paradigmático, Lessig apontou que um dos desafios de embarcar normas em códigos é que eles são escritos em linguagem que não é compreensível para a maioria das pessoas. Essa opacidade poderia ser chamariz para a corrupção. Por essa razão, mais do que nunca, é hora de jogar transparência e inteligência pública sobre os códigos que regem o país.


%d blogueiros gostam disto: